Quem disse que dinheiro não traz felicidade? Pode não trazê-la de forma plena, mas que traz, traz. Se não trouxesse, a falta dele não traria infelicidade.
Dinheiro demais não é necessário. O ideal seria tê-lo na medida certa. O que seria medida certa? O suficiente para além das necessidades básicas de qualquer ser humano, para que as pessoas pudessem comprar um imóvel próprio, ter o suficiente para transporte (se não for muito, ter um carro), se dar ao luxo de, de vez em quando, poder adquirir algo que goste ou que realmente precise poder ter momentos de lazer agradáveis para esquecer ou se desligar das “loucuras” do dia-a-dia. Enfim, o suficiente para sentir o mínimo de realização, para chegar num final de mês e saber que o salário não foi ganho com tanto suor somente para pagar contas.
Mulher adora comprar. Em determinados dias fazem do momento de compras uma sessão de terapia, talvez a melhor dependendo do tipo da mulher. Acredito que a maioria delas sente um prazer enorme comprando algo para se sentirem mais bonitas, mais desejadas, mais realizadas. Digo por conta própria: sou mulher e adoro fazer comprinhas. Futilidade? Talvez sim, talvez não, mas só de sentir algo bom quando está praticando o ato, já é válido. Não sou aquele tipo de mulher surtada que sai para comprar sem ter fundo (confesso que já fui, mas já voltei para minha sanidade), só me dou este luxo prazeroso uma vez por mês, quando recebo meu salário. E, detalhe, tenho que escolher uma peça, pois é o que me permito e o que o meu salário permite (rs). Sem dúvida nenhuma, se eu tivesse mais condições o faria com o maior gosto.
Mas não posso deixar de lembrar que muitos momentos maravilhosos e inesquecíveis da vida são completamente gratuitos. Nem sempre o dinheiro é tudo. Até nos dias atuais, onde as pessoas só pensam nele, se transformam por ele, passam por cima de qualquer coisa para tê-lo, ele pode não significar nada, e pode até se tornar o grande vilão. Isso mesmo, talvez este seja um dos piores vilões da nossa humanidade neste últimos tempos. Temos que deixar muito claro que uma das coisas mais importantes da nossa vida não é comprada, mas nos dada conforme nossa criação, e muitas vezes é coisa de cada um mesmo, já nascemos com isso, é da essência: o sentimento. O amor é de graça. A alegria é de graça. A compreensão é de graça. A ajuda é de graça. E, o mais importante, a vida é de graça.
sábado, 18 de agosto de 2007
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