domingo, 30 de setembro de 2007

PALAVRAS

por Júlia Lacerda

Trocar idéia e experiência só tem a acrescentar na nossa vida. Já parou para prestar atenção como é gostoso sentar com alguém que contas histórias vividas? Não é maravilhoso poder enriquecer a mente? Um papo descontraído com alguém que não tem nem formação acadêmica, mas tem uma bagagem recheada de conteúdo de vida, de emoções, de situações. Essas pessoas agradáveis são praticamente um livro ambulante. Fazem-nos transportar para uma situação que nunca tivemos a oportunidade de vivenciar, mas que “viajamos”, imaginando lugares e pessoas. Idosos então... Sentar com um é viajar num tempo que não conhecemos, e, ao mesmo tempo, conseguimos nos transportar para locais que existem e conhecemos. Claro, que como sempre deixo bem explicado, tudo tem sua exceção. Ou você acha que todos idosos são fofos e frágeis? Errado. Conheço inúmeros que merecem a solidão. Porém este assunto rende outra pauta.

Quem me conhece ou conhece minha família, sabe que temos um restaurante. Lá é o pico do bom papo. É o ponto da troca. Passar uma tarde sentada lá é sinônimo de sair quase trilhar daria de contos. Lidar com o público é uma experiência cansativa, mas muito boa neste aspecto. A variedade de pessoas com humores diferentes, manias diferentes, educação diferente, sem educação diferente etc.. Mesmo as mais complicadas de entender são hiper interessantes. Qualquer coisa que não nos priva e nem nos tira nada é super e ultra válido. O triste é que temos a dimensão da quantidade de pessoas solitárias e problemáticas existentes. Ta. Tudo bem. Todo ser humano é problemático. É que nos deparamos com pessoas que têm problemas muito mais sérios do que os nossos, e começamos a repensar sobre os nossos e ver que reclamamos por muito pouco. Temos uma certa tendência a achar que os nossos são muito maiores do que os dos outros, que sofremos muito mais. Problema é o tipo de coisa que não temos como comparar. Cada um tem o seu e sabe da sua dimensão.

Tem muita gente chata, que fala coisa desnecessária.

Tem gente que só sabe falar de desgraça.

Tem gente que só fala de remédios e doenças, mais conhecidos como hipocondríacos.

Tem gente que só fala de si.

Tem gente que não fala nada com nada.

Tem gente que parece uma metralhadora disparando palavras.

Tem gente tão ansiosa que sai atropelando tudo, a gente nem entende.

Tem gente que fala nossa língua.

Tem gente que fala, mas não diz nada.

Tem muita gente que só fala de coisa fútil e descartável.

Mas também tem gente que fala só com o olhar.

Tem gente que sabe expressar um sentimento de valor enorme somente com uma palavra.

Tem gente de fala carinhosa e amável.

Tem gente que fala grosso.

Tem gente que fala fazendo cara.

Tem gente que não solta um pio.

Tem gente que fala tão admiravelmente que torcemos para que a conversa nunca acabe.

Grande parte delas perdem grandes oportunidades de permanecerem caladas.


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

PODEROSO CHEFÃO

por Júlia Lacerda

Pessoas poderosas. “Ele é poderoso!” quem nunca falou esta frase ou não gostaria de ser o sujeito dela? O mundo deseja o poder. Você conhece alguém que não gostaria de tê-lo nas mãos? A palavra é tão “poderosa” que só de falar já enchemos a boca e dá até um certo medo. Ao escutá-la, é tão forte, que nos causa a impressão de que a pessoa considerada poderosa consegue alcançar todos seus objetivos na hora que deseja. Não é mesmo? E quem não gostaria de ser assim? Mas quem disse que a impressão condiz com a realidade? Nem sempre o que parece é.

Existem inúmeras maneiras de exercer o poder. Os pais exercem certo poder sob os filhos, dando educação e dizendo como cada coisa e situação deveriam ser realizadas de maneira mais correta, ou da maneira que acreditam ser correta. O empresário, dono de algum estabelecimento, dá ordem a seus subordinados para que trabalhem visando alcançar seus objetivos. O executivo cumpre ordens e dá ordens, dependendo de seu cargo na empresa que atua. O autônomo é dono de seu próprio negocio e de seu próprio poder. O grande lance é que muitos desses “poderosos” não sabem ou confundem o verdadeiro sentido da palavra, afinal ter poder não significa menosprezar, destratar, humilhar os que convivem ao seu redor, seus subordinados. O pior é que grande parte do grupo que é “vítima” dos “poderosos falsificados” precisam se submeter a qualquer tipo de humilhação porque dependem financeiramente do emprego. O que fazer numa situação desta? Difícil! Qualquer forma de dependência é uma merda, mas vamos entrar nesse mérito outro dia. Não podemos generalizar e achar que todas as pessoas privilegiadas pelo poder se comportam da mesma maneira. Provavelmente muitos deles tem respeito pelo ser humano e se portam de forma correta diante de qualquer situação, afinal estes também são e não estão protegidos por nada que qualquer outro não esteja. Respeito é bom e todo mundo gosta (só tem que aprender a dar).

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ESTADO DE ESPÍRITO

por Ivan Freitas

Para criar oportunidades de bem viver não se faz necessário nenhum dom especial, somente um bom estado de espírito. Isso significa dizer que todas as informações que chegam até nós a cada momento, devem passar pelo filtro do discernimento. Sendo assim, aproveitamos somente aquilo que faz bem, que traz alento e que fortalece a alma. Porém, quando imersos em uma aura pesada de más informações ou cercado por uma atmosfera densa de situações críticas, o melhor é parar e ouvir a voz interior. Aquietar o coração e os sentidos é o melhor a fazer nestes casos. Isso não significa alienação e sim uma maneira eficaz de colocar em ordem o que serve ou não para o seu dia a dia.

sábado, 22 de setembro de 2007

TRATAMENTO QUE VOLTA

Por Júlia Lacerda

Hoje o assunto em pauta é – tratar as pessoas bem. Muito subjetivo, porém essencial para o bom relacionamento humano. Nessa correria em que vivemos nos nossos dias atuais, fazendo tudo com tanta pressa, muitas vezes deixamos de lado a sensibilidade no tratamento com o outro. Nem todos têm o hábito e a educação de sorrir pela manhã, logo que levanta da cama, e dar um “bom dia” para aqueles que convivem. Ok que existem dias que nosso humor não está muito bom, mas daí ignoramos a presença das pessoas que nos cerca. Se estivermos com problemas, seja ele qual for ninguém tem nada a ver com isso. O problema é nosso e por isso somos os maiores e únicos responsáveis para contorná-los e não deixar que este influencie no relacionamento pessoal. Se tem uma coisa que levo comigo para a vida, talvez possa até chamar de uma filosofia, é não fazer com os outros o que não quero que façam comigo.

Bom, para explicar melhor o porquê de escolher tal tema para desenvolver, contarei um episódio ocorrido ainda hoje no nosso restaurante. Estava lá pela manhã e uma cliente, que freqüenta diariamente, passou e perguntou por minha mãe, que raramente se ausencia. Como esta não estava a cliente me entregou um raminho de flores para que colocássemos num jarro onde minha mãe põe para dar um ar mais alegre no ambiente. Muita gentileza sem nenhuma obrigação. Pessoas assim ainda existem! Ao me entregar a delicadeza, disse que merecíamos por sermos fofas e sempre muito gentis com ela. Isso só vem a confirmar a velha história que recebemos o que damos, de que tudo na vida é uma troca. Diversas situações da vida se tornariam muito mais agradáveis se a pessoa em questão tivesse no sangue a boa vontade, o respeito, a educação. Talvez para você isso não signifique tanta coisa e não faça tanta diferença. Ah, mas pra mim faz, e se faz. No escritório sou obrigada a conviver com telefonemas de gente grosseira, que não se permite ter uma boa relação com colegas profissionais, o que leva a pensarmos que se na relação profissional age de tal forma, imagina em outras áreas da vida. Odeio sentir pena, mas neste caso, não tenho como sentir outra coisa. Mas graças ao Deus Pai (breguérrimo!) nossa população é constituída de outros tipos de seres bem mais agradáveis ou até mesmo apáticos. Convenhamos antes apático que antipático. Têm pessoas que sinto certo prazer em falar e até faço questão; são àquelas super educadas, simpáticas, bem-humoradas, que têm o poder de transformar um trabalho extremamente chato em algo super bacana.

Um “bom dia”, um “obrigado”, enfim, estes tipos de gentilezas deveriam estar incorporados em qualquer pessoa que convive em sociedade. Um simples gesto que não lhe custa nada pode trazer uma felicidade impagável ao próximo. Quando damos um sorriso a um desconhecido e este devolve com o mesmo gesto, por mais banal que possa soar, é algo prazeroso que traz uma sensação boa. Não me peça explicação porque simplesmente não a tenho.

Que bom que diferenças existam e possamos valorizar e parabenizar a simplicidade, humildade e humor de parte dos humanos que nos cercam.


terça-feira, 18 de setembro de 2007

AOS VENDEDORES DE ILUSÃO

Por Fernanda Young

Prezados senhores:Lamentamos informar que estamos terrivelmente decepcionadas com os seus produtos. Primeiro, vocês nos venderam a ilusão de um Príncipe Encantado, mas ele nunca chegou. Depois, nós compramos a idéia de um Novo Milênio, que chegou todo estragado. Mais recentemente, fomos levadas a acreditar que Seios Maiores nos trariam a felicidade. Porém, nada mudou.Até quando vocês vão continuar assim, enganando nos dessa maneira? Nossa paciência tem limite. E não foram essas as únicas ilusões que alimentamos ao longo dos anos e deram problemas. Vejam a lista:

ORGASMO VAGINAL - Fomos convencidas por especialistas de que poderíamos obter o orgasmo através da simples penetração, sem a estimulação do clitóris. Não apenas terminamos, todas, frustradas em nossos investimentos nesse sentido, como também tivemos de forjar falsos resultados para os nossos parceiros no negócio, a fim de evitar maiores danos.

BRASIL, O PAÍS DO FUTURO - Venderam-nos essa idéia por anos seguidos, através de fartos investimentos publicitários. Pois bem, o futuro chegou e continua a mesma porcaria. Disseram também que o grande problema do país era a dívida externa, algo sem solução ou remédio. Agora, de repente, essa dívida deixou de existir e ninguém toca mais no assunto.

NOVIDADES CONTRA CELULITE - Todo dia, vocês nos empurram uma nova solução definitiva para as celulites em nosso corpo, uma mais sensacional que a outra. Se juntassem todo o dinheiro já gasto pelas mulheres nessa luta inglória, daria para acabar com a fome no mundo.

HOMEM FIEL - Neste caso, venderam-nos algo que simplesmente não existe. Não há um só fato científico que comprove a existência de um ser humano masculino adepto da fidelidade - ao contrário, todas as experiências indicam que tal fenômeno é realmente impossível. Com uma agravante: não é a primeira vez que somos levadas a crer em uma coisa inexistente. Há quem compre, até hoje, as ilusões da Família Unida, do Político Honesto e da Amizade Colorida.

LÁBIOS CARNUDOS E NATURAIS - Lábios carnudos só ficam naturais nas mulheres que nasceram com eles - as sortudas. No resto de nós, o mais natural que eles ficam é parecer com picadas de abelhas. Resultado: milhões de mulheres com a mesma boca equivocada. Nos dias de hoje, não conseguimos mais diferenciar quem apanhou do marido ou quem passou no dermatologista.

Assim sendo, como estamos dentro do prazo para reclamações, e constatando que essa série de defeitos compromete seriamente o bom funcionamento de nossas vidas, solicitamos imediata solução de nossos problemas através da substituição dos referidos produtos por outros da mesma espécie, em perfeitas condições de uso. Ou seja: nós exigimos novas ilusões, o mais rápido possível. Senão, seremos obrigadas a tomar uma medida extremamente desagradável: encarar a dura realidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

SEJA UM IDIOTA

Por Ailin Aleixo

Seja um idiota...
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. A vida já é um caos. Por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes,separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele!

Milhares de casamentos acabaram não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?

Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não!
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Brincar é legal! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."


Albert Einstein

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

“Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles.”


Adlai Stevenson

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

PRA QUE

Tem coisa que não adianta nem falar, que depende só da pessoa para tomar atitude. Minha explicação ficou um tanto confusa. Então darei um exemplo para que entendam melhor a minha “viagem filosófica” de hoje. Seguinte, sou fumante. Amo fumar e sei de todo mal que o cigarro causa, portanto, se tenho consciência disso, não adianta vir um pentelho falando para parar. É o tipo de coisa que só objetivamos com muita força de vontade e propriamente vontade em si. Força de vontade e vontade são coisas distintas. A força de vontade é conseqüência da própria vontade. Shiiiii acho que estou deixando você mais confuso ainda. Certos pensamentos formados por nós são complicados quando resolvemos passar para o papel.

Muitas coisas da minha vida têm base nesse meu pensamento. Meus desejos e planos futuros são impulsionados e dependentes da força de vontade para serem alcançados. Quem não tem tal tipo de necessidade não deve sequer imaginar o quanto é difícil colocar em prática. Através dela, mudamos hábitos de vida e para vida e, por isso é significante e marcante na vida de alguém. Qualquer coisa que envolva a mente é uma baita luta e para vencer esta é preciso garra e muito objetivo. Desistir é um verbo que não pode se incluir no enredo. Não pode nem existir a dúvida. Tudo que almejamos tem que vir acompanhado de muita fé e credo. Qualquer vacilo pode ser fatal.

Você já passou por essa situação de algum pentelho vir encher o saco porque você está fazendo algo errado ou porque está fazendo algo que não faça bem à saúde? Provavelmente. O inconveniente já tem frases prontas como: “cigarro faz mal à saúde”, “cigarro mata”, “como você engordou”, “como você está magra”, “como você está abatida”... Puta que pariu, põe inconveniência nisso! Certamente a pessoa que é a vítima do inconveniente tem noção de tudo que ele fala. Todo fumante sabe do malefício do cigarro. Toda pessoa que está fora de forma, provavelmente tem espelho em casa. A pessoa que está abatida sabe dos problemas que passou ou que está passando para que esteja com tal aparência. Esse tipinho não perde a oportunidade de ficar calado. Pra que falar um negócio desses? Totalmente desnecessário!

Suponhamos que o fumante sente prazer ao colocar um cigarrinho na boca, e mesmo sabendo a conseqüência que pode trazer para o futuro, acha que vale a pena. Por experiência própria, não posso nem dizer se largar o vício é tão complicado como dizem, mas por ser um vício é bem provável que sim. Penso em parar um dia, porém essa vontade é inexistente, pelo menos por enquanto. Em relação ao mal que causa, tenho a plena consciência. Acima de qualquer coisa, acredito que todo ser humano tem que fazer o que traz retorno para satisfação, isso sem comprometer o próximo.

É terrível quando estamos por momentos péssimos na vida e em decorrência disso o nosso físico é modificado, como engordar ou emagrecer demais. Também sou craque neste assunto e posso afirmar que não é nada fácil lidar com isso. Mas para quem não tem senso nenhum e vê isso como um desleixo, não poupa a vítima da história toda e chama atenção, muitas vezes até mesmo na frente dos outros, sendo estes conhecidos ou não. Conclusão, nos sentimos pior ainda e só agrava a situação interna.

Eu só te faço uma pergunta: pra quê?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A VIDA COMO O ARTISTA QUER


Assim como tudo na vida, cada profissão tem seu lado. Algumas têm um peso gigantesco relacionado à vida pessoal, como artistas, que estão sempre muito expostos à mídia. Dependendo do ponto de vista, podemos afirmar que carreiras com grande grau de exposição acabam tornando públicas intimidades. Baseado no que vejo na televisão e leio em sites, jornais ou revistas, muitas celebridades não sabem lidar com o assédio, tanto do público como da própria imprensa, e acabam agindo de forma agressiva. Realmente deve ser complicado lidar com fama e sucesso, mas como tudo tem seu preço...

Não sei se posso me considerar uma pessoa radical em relação ao meu ponto de vista diante do assunto. Nem todo ator tem o salário maravilhoso que achamos. Até aí, ok. Ah, ainda não estou falando sobre a questão dos paparazzi, e sim sobre certos trabalhos que seriam bacanas os atores realizarem para divulgar o trabalho da emissora, ou até mesmo a própria imagem, e satisfazerem suas legiões de fãs. Muitos artistas se fecham simplesmente quando não estão a fim de fazer nada e conseqüentemente não estão precisando da mídia para projeção da própria imagem. O barco não pode navegar por este rumo. Como sempre digo, a vida é uma troca. Sei o quanto é delicado conciliar agenda quando se está gravando novela ou quando se está quase 24h num set de filmagem para a realização de um filme. Porém não se pode ignorar a mídia quando não se está precisando e quando há necessidade de divulgação de qualquer trabalho que deseja estampar na imprensa.

Não consigo entender muito esse lance de fãs alucinados, que se dispõem a seguir os ídolos para onde quer que seja, que levam presentes e choram, chegando até a desmaiar quando os encontram. Na minha cabeça isso é muito louco. Não posso julgar simplesmente pelo fato de nunca ter tido tal sentimento. Fico imaginando que essas pessoas não devam ter nada para fazer da vida, afinal estão sempre disponíveis. Ser fã? Bacana. O único problema é essa ligação se tornar doentia. Esse amor e carinho que sentem por seus ídolos não podem ser ignorados por estes. O mínimo que um artista tem que dar para seus fãs, retornando o sentimento que eles depositam para destacá-los ainda mais e colaborando para seu grande sucesso, são matérias e palavras de carinho. Custa reconhecer a dedicação e atenção que estas pessoas depositam neles?

Agora sim vamos falar dos polêmicos paparazzi. Deve ser muito irritante ter sempre um pentelho vigiando cada passo que a pessoa dá. É preciso ser malabarista para ser celebridade. Sim, porque artista, o malabarista também é. Com o aparecimento desses novos profissionais, a vida das chamadas estrelas se expôs ainda mais para o grande público. Fazer um programinha de família em plena tarde de domingo, como almoçar fora, que todo ser humano, digamos “normal”, pode fazer, é totalmente impossível sem que seja fotografado e no dia seguinte estampar uma coluna de fofocas ou até mesmo a capa de um jornal, que com toda loucura que vivenciamos atualmente, não deve ter nada mais significante para destacar. A justificativa dos prós paparazzi é que esse tipo de futilidade e inutilidade que aguça a curiosidade da maioria. Diante de tanta tragédia, a população deve usar como válvula de escape, notícias que não causem tanto impacto e revolta no dia-a-dia.

Chegamos ao lado bom e glamuroso da profissão. Uma coisa que está presente neste mundo representativo e que enriqueceria qualquer ser humano que tivesse a oportunidade, é conhecer culturas e línguas diversas, atividades físicas que talvez nunca tiveram interesse de realizar e quando o fazem, descobrem uma paixão para a vida inteira, lugares que despertam interesse e marcam por suas peculiaridades e riquezas (não só financeiras). Essas coisas bacanas e interessantérrimas são realizadas para locação de trabalhos ou para laboratório referente à formação de uma personagem. Falando em personagem, deve ser muito bom encarnar personalidades distintas, cada uma com caráter próprio, podendo sentir um pouco na pele como é ser uma pessoa que jamais seria em detrimento da sua personalidade. Louco, né? Mas deve ser engraçado ser vilão num ano, e no próximo, ser mocinho.

sábado, 1 de setembro de 2007

VAIA JUSTA


Em plena madrugada de sábado e eu em casa assistindo televisão. Sabe aquele horário que você pega o controle remoto e vai passando de canal em canal e nada? Passei exatamente por esta situação no sábado, porém, ao menos desta vez tive a sorte do programa Saia Justa do GNT estar falando de um assunto que me interessa e muito. Na primeira versão do programa as debatedoras tinham mais afinidade o que acabava o deixando mais interessante e com uma pontada de polêmica. A verdade é que a Fernanda Young faz uma falta gigantesca. As opiniões e colocações dela eram únicas e sempre seguidas de muito humor e inteligência. Não que as integrantes atuais não tenham qualidades significantes, mas como é um quarteto composto por mulheres, cada uma com a sua personalidade, qualidade e defeito, é super essencial que role um entrosamento e a famosa química.

Antes que falar do assunto que me prendeu ao programa, já que acabei entrando no mérito das integrantes, que tal relembrarmos algumas e comentarmos sobre as atuais? Para mim as mais marcantes são: Rita Lee, Fernanda Young, Monica Waldvogel, Luana Piovani, Betty Lago, Maitê Proença, Márcia Tiburi e Soninha.

Rita Lee – figuraça, só de olhar a imagem dela já dá para ver que é uma pessoa cheia de personalidade e singular. Muitas vezes se mantinha quieta, sem dar uma palavra, porém quando o assunto a aguçava, disparava com suas opiniões, grande parte radicais e, no meu ponto de vista, ótimas.

Fernanda Young – a considero a melhor que se sentou naquele sofá até hoje. Adora falar, principalmente quando se trata de assunto polêmico, e consegue que suas opiniões sejam ainda mais polêmicas do que o próprio tema. Gente, ela é demais! Não é aquele tipo de inteligência quadrada e cheia de pudor, consegue ser magnífica até falando de sacanagem.

Monica Wadvogel – sua presença é um ponto de equilíbrio. Como jornalista é, ou tenta ser imparcial de acordo com o tema central. Muitas vezes, como o programa trata de assuntos atuais e polêmicos, é pressionada pelas colegas para se expor mais e sair de cima do muro. Mesmo passando este equilíbrio, consegue se expor sem chamar muita atenção, sempre discreta.

Luana Piovani – para mim falar dela é complicado pois não vou muito com a acara dela por suas posições diante da mídia. Isso é coisa minha... Pela imagem que ela me transmite, se acha demais e descara isso se tornando uma personalidade antipática. Achismo de lado, as opiniões dela davam um ar apimentado. Talvez até pela autoconfiança exacerbada, é muito sincera e não tem papa na língua, o que é admirável em se tratando de uma pessoa publica nos dias de hoje. Sim, porque às vezes tenho a impressão de ainda vivermos numa ditadura, onde pessoas que fazem a diferença para a opinião pública se escondem e evitam assuntos que podem envolvê-los em situações desagradáveis.

Betty Lago – prepotente, engraçada, estilosa e autoconfiante em excesso. Adora cutucar as colegas de sofá.

Maitê Proença – das atuais, sem dúvida nenhuma é a melhor. Moderna e ao mesmo tempo cheia de valores, o que a torna essencial. Tem um tom de ironia e também não tem papas na língua. Coloca-se de maneira clara e tem a sensibilidade feminina.

Marcia Tiburi – simplesmente por ser uma filósofa, viajar na mente é o seu grande forte. Dependendo do assunto em pauta, pode ser chatinha viajando ao extremo ou super pé no chão. Conhecedora das palavras consegue se expressar de uma maneira gostosa e leve quando não leva suas viagens para destino tão longo. Quando está inspirada tem posições sensacionais.

Soninha – muito petista demais. Acaba levando muita coisa para o lado político. Não posso me dar o luxo de falar muito sobre, porque não a conheço para tal.

Preparados? Então vamos lá. Quando tirei o botão do controle e estacionei no canal, o tema eram as vaias para o ilustríssimo durante a cerimônia de abertura do Pan. Falando neste assunto, fiquei super chateada quando fui postar um texto que escrevi contendo este tema, e por um erro o texto foi para o buraco negro do computador e não achei mais. Claro e lógico que cada uma tinha um ponto de vista diferente, porém só uma não concordava com a atitude da população, a Soninha. A Maitê Proença tirou as palavras da minha boca quando disse que se sentia de alma lavada com o fato e que a justificativa do governo, dando a entender que o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, tinha armado toda a situação, como se este tivesse tamanho poder em suas mãos. Outro fator também comentado foi a gigantesca vaidade do presidente supondo que não merecia este tipo de coisa, como se a população estivesse satisfeitíssima com a direção que o governinho dele tem tomado. Cara de pau!

Parabenizo o programa e suas colocações hiper importantes quando nos sentimos vazios em relação a debates de conteúdo na nossa televisão. Em tempo de crise, formadores de opinião têm que vir a público e de alguma forma tocar a população para que esta se mexa.