Tem coisa que não adianta nem falar, que depende só da pessoa para tomar atitude. Minha explicação ficou um tanto confusa. Então darei um exemplo para que entendam melhor a minha “viagem filosófica” de hoje. Seguinte, sou fumante. Amo fumar e sei de todo mal que o cigarro causa, portanto, se tenho consciência disso, não adianta vir um pentelho falando para parar. É o tipo de coisa que só objetivamos com muita força de vontade e propriamente vontade em si. Força de vontade e vontade são coisas distintas. A força de vontade é conseqüência da própria vontade. Shiiiii acho que estou deixando você mais confuso ainda. Certos pensamentos formados por nós são complicados quando resolvemos passar para o papel.
Muitas coisas da minha vida têm base nesse meu pensamento. Meus desejos e planos futuros são impulsionados e dependentes da força de vontade para serem alcançados. Quem não tem tal tipo de necessidade não deve sequer imaginar o quanto é difícil colocar em prática. Através dela, mudamos hábitos de vida e para vida e, por isso é significante e marcante na vida de alguém. Qualquer coisa que envolva a mente é uma baita luta e para vencer esta é preciso garra e muito objetivo. Desistir é um verbo que não pode se incluir no enredo. Não pode nem existir a dúvida. Tudo que almejamos tem que vir acompanhado de muita fé e credo. Qualquer vacilo pode ser fatal.
Você já passou por essa situação de algum pentelho vir encher o saco porque você está fazendo algo errado ou porque está fazendo algo que não faça bem à saúde? Provavelmente. O inconveniente já tem frases prontas como: “cigarro faz mal à saúde”, “cigarro mata”, “como você engordou”, “como você está magra”, “como você está abatida”... Puta que pariu, põe inconveniência nisso! Certamente a pessoa que é a vítima do inconveniente tem noção de tudo que ele fala. Todo fumante sabe do malefício do cigarro. Toda pessoa que está fora de forma, provavelmente tem espelho em casa. A pessoa que está abatida sabe dos problemas que passou ou que está passando para que esteja com tal aparência. Esse tipinho não perde a oportunidade de ficar calado. Pra que falar um negócio desses? Totalmente desnecessário!
Suponhamos que o fumante sente prazer ao colocar um cigarrinho na boca, e mesmo sabendo a conseqüência que pode trazer para o futuro, acha que vale a pena. Por experiência própria, não posso nem dizer se largar o vício é tão complicado como dizem, mas por ser um vício é bem provável que sim. Penso em parar um dia, porém essa vontade é inexistente, pelo menos por enquanto. Em relação ao mal que causa, tenho a plena consciência. Acima de qualquer coisa, acredito que todo ser humano tem que fazer o que traz retorno para satisfação, isso sem comprometer o próximo.
É terrível quando estamos por momentos péssimos na vida e em decorrência disso o nosso físico é modificado, como engordar ou emagrecer demais. Também sou craque neste assunto e posso afirmar que não é nada fácil lidar com isso. Mas para quem não tem senso nenhum e vê isso como um desleixo, não poupa a vítima da história toda e chama atenção, muitas vezes até mesmo na frente dos outros, sendo estes conhecidos ou não. Conclusão, nos sentimos pior ainda e só agrava a situação interna.
Eu só te faço uma pergunta: pra quê?
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
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