sábado, 1 de setembro de 2007

VAIA JUSTA


Em plena madrugada de sábado e eu em casa assistindo televisão. Sabe aquele horário que você pega o controle remoto e vai passando de canal em canal e nada? Passei exatamente por esta situação no sábado, porém, ao menos desta vez tive a sorte do programa Saia Justa do GNT estar falando de um assunto que me interessa e muito. Na primeira versão do programa as debatedoras tinham mais afinidade o que acabava o deixando mais interessante e com uma pontada de polêmica. A verdade é que a Fernanda Young faz uma falta gigantesca. As opiniões e colocações dela eram únicas e sempre seguidas de muito humor e inteligência. Não que as integrantes atuais não tenham qualidades significantes, mas como é um quarteto composto por mulheres, cada uma com a sua personalidade, qualidade e defeito, é super essencial que role um entrosamento e a famosa química.

Antes que falar do assunto que me prendeu ao programa, já que acabei entrando no mérito das integrantes, que tal relembrarmos algumas e comentarmos sobre as atuais? Para mim as mais marcantes são: Rita Lee, Fernanda Young, Monica Waldvogel, Luana Piovani, Betty Lago, Maitê Proença, Márcia Tiburi e Soninha.

Rita Lee – figuraça, só de olhar a imagem dela já dá para ver que é uma pessoa cheia de personalidade e singular. Muitas vezes se mantinha quieta, sem dar uma palavra, porém quando o assunto a aguçava, disparava com suas opiniões, grande parte radicais e, no meu ponto de vista, ótimas.

Fernanda Young – a considero a melhor que se sentou naquele sofá até hoje. Adora falar, principalmente quando se trata de assunto polêmico, e consegue que suas opiniões sejam ainda mais polêmicas do que o próprio tema. Gente, ela é demais! Não é aquele tipo de inteligência quadrada e cheia de pudor, consegue ser magnífica até falando de sacanagem.

Monica Wadvogel – sua presença é um ponto de equilíbrio. Como jornalista é, ou tenta ser imparcial de acordo com o tema central. Muitas vezes, como o programa trata de assuntos atuais e polêmicos, é pressionada pelas colegas para se expor mais e sair de cima do muro. Mesmo passando este equilíbrio, consegue se expor sem chamar muita atenção, sempre discreta.

Luana Piovani – para mim falar dela é complicado pois não vou muito com a acara dela por suas posições diante da mídia. Isso é coisa minha... Pela imagem que ela me transmite, se acha demais e descara isso se tornando uma personalidade antipática. Achismo de lado, as opiniões dela davam um ar apimentado. Talvez até pela autoconfiança exacerbada, é muito sincera e não tem papa na língua, o que é admirável em se tratando de uma pessoa publica nos dias de hoje. Sim, porque às vezes tenho a impressão de ainda vivermos numa ditadura, onde pessoas que fazem a diferença para a opinião pública se escondem e evitam assuntos que podem envolvê-los em situações desagradáveis.

Betty Lago – prepotente, engraçada, estilosa e autoconfiante em excesso. Adora cutucar as colegas de sofá.

Maitê Proença – das atuais, sem dúvida nenhuma é a melhor. Moderna e ao mesmo tempo cheia de valores, o que a torna essencial. Tem um tom de ironia e também não tem papas na língua. Coloca-se de maneira clara e tem a sensibilidade feminina.

Marcia Tiburi – simplesmente por ser uma filósofa, viajar na mente é o seu grande forte. Dependendo do assunto em pauta, pode ser chatinha viajando ao extremo ou super pé no chão. Conhecedora das palavras consegue se expressar de uma maneira gostosa e leve quando não leva suas viagens para destino tão longo. Quando está inspirada tem posições sensacionais.

Soninha – muito petista demais. Acaba levando muita coisa para o lado político. Não posso me dar o luxo de falar muito sobre, porque não a conheço para tal.

Preparados? Então vamos lá. Quando tirei o botão do controle e estacionei no canal, o tema eram as vaias para o ilustríssimo durante a cerimônia de abertura do Pan. Falando neste assunto, fiquei super chateada quando fui postar um texto que escrevi contendo este tema, e por um erro o texto foi para o buraco negro do computador e não achei mais. Claro e lógico que cada uma tinha um ponto de vista diferente, porém só uma não concordava com a atitude da população, a Soninha. A Maitê Proença tirou as palavras da minha boca quando disse que se sentia de alma lavada com o fato e que a justificativa do governo, dando a entender que o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, tinha armado toda a situação, como se este tivesse tamanho poder em suas mãos. Outro fator também comentado foi a gigantesca vaidade do presidente supondo que não merecia este tipo de coisa, como se a população estivesse satisfeitíssima com a direção que o governinho dele tem tomado. Cara de pau!

Parabenizo o programa e suas colocações hiper importantes quando nos sentimos vazios em relação a debates de conteúdo na nossa televisão. Em tempo de crise, formadores de opinião têm que vir a público e de alguma forma tocar a população para que esta se mexa.

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