sábado, 22 de setembro de 2007

TRATAMENTO QUE VOLTA

Por Júlia Lacerda

Hoje o assunto em pauta é – tratar as pessoas bem. Muito subjetivo, porém essencial para o bom relacionamento humano. Nessa correria em que vivemos nos nossos dias atuais, fazendo tudo com tanta pressa, muitas vezes deixamos de lado a sensibilidade no tratamento com o outro. Nem todos têm o hábito e a educação de sorrir pela manhã, logo que levanta da cama, e dar um “bom dia” para aqueles que convivem. Ok que existem dias que nosso humor não está muito bom, mas daí ignoramos a presença das pessoas que nos cerca. Se estivermos com problemas, seja ele qual for ninguém tem nada a ver com isso. O problema é nosso e por isso somos os maiores e únicos responsáveis para contorná-los e não deixar que este influencie no relacionamento pessoal. Se tem uma coisa que levo comigo para a vida, talvez possa até chamar de uma filosofia, é não fazer com os outros o que não quero que façam comigo.

Bom, para explicar melhor o porquê de escolher tal tema para desenvolver, contarei um episódio ocorrido ainda hoje no nosso restaurante. Estava lá pela manhã e uma cliente, que freqüenta diariamente, passou e perguntou por minha mãe, que raramente se ausencia. Como esta não estava a cliente me entregou um raminho de flores para que colocássemos num jarro onde minha mãe põe para dar um ar mais alegre no ambiente. Muita gentileza sem nenhuma obrigação. Pessoas assim ainda existem! Ao me entregar a delicadeza, disse que merecíamos por sermos fofas e sempre muito gentis com ela. Isso só vem a confirmar a velha história que recebemos o que damos, de que tudo na vida é uma troca. Diversas situações da vida se tornariam muito mais agradáveis se a pessoa em questão tivesse no sangue a boa vontade, o respeito, a educação. Talvez para você isso não signifique tanta coisa e não faça tanta diferença. Ah, mas pra mim faz, e se faz. No escritório sou obrigada a conviver com telefonemas de gente grosseira, que não se permite ter uma boa relação com colegas profissionais, o que leva a pensarmos que se na relação profissional age de tal forma, imagina em outras áreas da vida. Odeio sentir pena, mas neste caso, não tenho como sentir outra coisa. Mas graças ao Deus Pai (breguérrimo!) nossa população é constituída de outros tipos de seres bem mais agradáveis ou até mesmo apáticos. Convenhamos antes apático que antipático. Têm pessoas que sinto certo prazer em falar e até faço questão; são àquelas super educadas, simpáticas, bem-humoradas, que têm o poder de transformar um trabalho extremamente chato em algo super bacana.

Um “bom dia”, um “obrigado”, enfim, estes tipos de gentilezas deveriam estar incorporados em qualquer pessoa que convive em sociedade. Um simples gesto que não lhe custa nada pode trazer uma felicidade impagável ao próximo. Quando damos um sorriso a um desconhecido e este devolve com o mesmo gesto, por mais banal que possa soar, é algo prazeroso que traz uma sensação boa. Não me peça explicação porque simplesmente não a tenho.

Que bom que diferenças existam e possamos valorizar e parabenizar a simplicidade, humildade e humor de parte dos humanos que nos cercam.


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