Inveja é uma merda! Pra mim é considerado o pior tipo de sentimento expressado pelo Homem.
Tudo bem que nem tudo na vida é possível se ter. E acho isso bom, se não o ser humano seria um eterno insatisfeito. Aquele ditado que diz “quanto mais se tem mais se quer ter” é corretíssimo. O Homem nunca está feliz com o que lhe foi dado, está sempre querendo mais e mais. Parte disso tem um lado muito bom para o desenvolvimento e a garra da pessoa, afinal, para se ter cada vez mais é necessário colocar a “mão na massa” e correr atrás, sempre lutando e acreditando nos nossos ideais e mirando nos sonhos. Sonhar não custa nada e só impulsiona a vida. Porém é sempre bom estar com os pés no chão e saber que o nosso mérito só será realmente um mérito se alcançarmos o objetivo sem sairmos atropelando o outro. É desumana a conquista de algo causando a alguém dor e sofrimento desnecessário. Só seremos capazes de ser feliz e realizado (lembrando que jamais estaremos realizados eternamente) objetivando o nosso próprio esforço e reconhecendo que somos merecedores do feito.
Não é só pelo fato de querer muito algo que me tornaria uma pessoa invejosa. Isso para mim é chamado de ambição, que dentro do limite, é algo saudável para qualquer um. Tudo dentro do limite e do equilíbrio é saudável, passou disso, procuro correndo um psiquiatra que já virou doença. Não vai me dizer que você nunca se pegou pensando que gostaria de ter uma vida igual a de fulano ou igual a de cicrano? Tenho certeza que em algum momento da sua vida isso já lhe passou pela cabeça. Isso é inveja? Considero que sim ou que não, dependendo do grau de intensidade que isso toma na sua consciência. Tem gente que gostaria tanto de ter algo que a outra pessoa possui que faz todo tipo de coisa voltada para a negatividade, que podemos concluir ser algo horrível. Qualquer tipo de negatividade é péssimo na vida. É o tal denominado “olho grande”. Muita gente infeliz e amargurada fica de olho, só zicando a prosperidade e o bom desenvolvimento do próximo porque pensa que não é capaz de conquistar o mesmo e por isso, faz de tudo para este também não consiga. Que sujeira! Simplesmente desprezível! Você querer ter... Até aí, ok. Normal. Agora, desejar a infelicidade de qualquer que seja a pessoa por causa da própria insuficiência... só aí a situação já agrupa dois sentimentos sujos: o egoísmo e a inveja.
Engana-se que acha que a inveja é um sentimento exclusivo de pobre. Ricos também têm esse tipo de vírus correndo nas veias. Engano total. Em proporção de pobres e ricos, vejo com muito mais facilidade a alegria na vida dos que possuem menos condições financeiras. Não que dinheiro não traga felicidade. Provavelmente os valores se diferem, e satisfazer uma pessoa que não tenha tanta possibilidade, seja mais fácil. Também não digo que todos os que possuem uma conta bancária gorda seja infeliz. Na vida existe de tudo. O que gera a satisfação de um não é necessariamente o que gera a de outros.
Então chegamos a conclusão de que nem sempre o alvo da inveja são bens materiais. O ser humano inveja sentimentos bons que ele próprio não consegue desenvolver decorrente de sua personalidade. Psicólogos e psiquiatras são profissionais que lidam com tais desvios diariamente. Devem escutar cada história arrepiante e inimagináveis. Dentre tantos alvos, podemos destacar alguns: inveja do amor que um casal sente pelo outro, inveja da carreira profissional de um colega de trabalho, inveja de alguém que simplesmente é completamente o oposto de nós, inveja da felicidade do próximo, inveja do carro e da casa de um amigo ou até mesmo parente, inveja do corpo das pessoas disponíveis para estarem vinte e quatro horas usufruindo o tempo para tomar tais cuidados com o corpo, inveja do tempo disponível que poucos têm para não fazer porra nenhuma, inveja de quem não tem inveja... e por aí segue. Essa lista deve estar beirando o infinito.
Cada um tem o que merece e o que deseja para o próximo. O importante é nunca desejar o desastre alheio e sempre, mas sempre mesmo, antes de tomar qualquer tipo de atitude, se colocar no lugar do próximo.
terça-feira, 31 de julho de 2007
sábado, 28 de julho de 2007
FAÇA VALER A PENA
Espero que a vida me mostre o caminho certo.
Me leve ao puro, ao delirante, ao entorpecente.
Me faça levitar nesse mundo onde não se consegue nem mesmo respirar.
Quero ir até o céu com os pés no chão, quero tocar as estrelas, quero admirar a lua, assim cara a cara.
Quero ir do que já passou, quero conquistar o infinito, quero a felicidade por completo.
Quero a brisa do mar, quero rolar na areia.
Quero esquecer o que me fez mal, deixar pra lá as paixões mal-resolvidas.
Ser compreensível com teus problemas, mas dar mais valor para os meus.
Quero poder sorrir; por dentro e por fora.
Quero cantarolar até não conseguir mais escutar minha própria voz.
Quero mudar toda a rotina, quero quebrar o certo, quero sair por aí destruindo, apavorando, derrubando, detonando todos os limites.
Quero me superar, quero ir mais longe, quero ver que sou ainda mais capaz.
Quero surpreender, quero te deixar estático, sem palavras.
Quero oferecer sorrisos mil.
Quero crer em Deus, que também creia em mim.
Quero ficar velhinha, sentar na cadeira de balanço, e rir sozinha de tudo o que aprontei.
Quero viver cada segundo estonteantemente como se fosse o primeiro.
Quero me sentir exausta, sem forças, enfraquecida, mas ter a certeza de que valeu a pena.
Me leve ao puro, ao delirante, ao entorpecente.
Me faça levitar nesse mundo onde não se consegue nem mesmo respirar.
Quero ir até o céu com os pés no chão, quero tocar as estrelas, quero admirar a lua, assim cara a cara.
Quero ir do que já passou, quero conquistar o infinito, quero a felicidade por completo.
Quero a brisa do mar, quero rolar na areia.
Quero esquecer o que me fez mal, deixar pra lá as paixões mal-resolvidas.
Ser compreensível com teus problemas, mas dar mais valor para os meus.
Quero poder sorrir; por dentro e por fora.
Quero cantarolar até não conseguir mais escutar minha própria voz.
Quero mudar toda a rotina, quero quebrar o certo, quero sair por aí destruindo, apavorando, derrubando, detonando todos os limites.
Quero me superar, quero ir mais longe, quero ver que sou ainda mais capaz.
Quero surpreender, quero te deixar estático, sem palavras.
Quero oferecer sorrisos mil.
Quero crer em Deus, que também creia em mim.
Quero ficar velhinha, sentar na cadeira de balanço, e rir sozinha de tudo o que aprontei.
Quero viver cada segundo estonteantemente como se fosse o primeiro.
Quero me sentir exausta, sem forças, enfraquecida, mas ter a certeza de que valeu a pena.
terça-feira, 24 de julho de 2007
CARTA DE UMA PASSAGEIRA
Recebi este e-mail e não me contive: tive de publicar.
“Li ontem que o presidente Lula estaria irritado com mais um dia de caos nos aeroportos do país. Gostaria aqui de prestar ao presidente a minha total solidariedade em relação ao assunto. Saiba, Vossa Excelência, que também fiquei muito irritada! Estava em São Paulo a trabalho e deveria retornar para Salvador no vôo JJ3178 que saía de Guarulhos às 19h45min. Cumpri todas as obrigações impostas ao passageiro: apresentei-me para o check in com uma hora de antecedência, portando o documento de identidade original, e fui para a sala de embarque no horário estabelecido. Para minha surpresa (alias, por que a surpresa?) soube que todos os vôos para o Nordeste Estevam suspensos temporariamente. Senhor Presidente: lembrei tanto de Vossa Excelência...! ninguém naquele aeroporto sabia de nada! Ninguém se responsabilizava por nada! Isso lembra tanto o seu governo...! diante da perplexidade e da absoluta impotência para fazer qualquer coisa que pudesse resolver o assunto, a primeira coisa que me veio à cabeça foi seguir o conselho da ilustríssima Ministra do Turismo: relaxar e gozar! Confesso: não consegui! Fiquei arrasada... será que sou frigida??? Senhora Ministra, passei horas no aeroporto – um ambiente absolutamente propício ao relaxamento – e simplesmente não consegui gozar! O que será que pode estar acontecendo? Teria a Senhora, e dessa vez não como Ministra, e sim como Sexóloga, algum conselho pra dar? Aliás, queria aproveitar para dar uma dica: não seria o caso de aproveitar o momento para saber como anda a sexualidade do povo brasileiro? Que tal fazer uma pesquisa nos principais aeroportos do país para conhecer um pouco mais sobre o tema? Quantas daquelas pessoas que perderam horas e horas na fila, sem nenhum tipo de atendimento e amparo, conseguiram relaxar e gozar? E foi ocupando minha cabeça com esses assuntos como esse que superei mais do que seis horas de espera... espera que aliás me fez refletir sobre a impressionante passividade do povo brasileiro. Como podemos assistir a tudo isso há mais de dez meses sem exigir de verdade que algo de concreto seja feito? Como podemos aceitar que todos os prejuízos causadas por tanta falta de responsabilidade e, principalmente, de respeito, seja no final das contas um problema nosso, do usuário? Quem vai pagar pelos prejuízos que tive? Embarquei na madrugada, cheguei em Salvador quase de manhã, mas naquela altura do campeonato só tinha motivos para agradecer: em plena época de apagão aéreo, chegar em casa já é o bastante. A hora que o avião decola e pousa é somente um detalhe técnico. E quanto aos meus prejuízos, o jeito vai ser dormir um pouco menos e encarar mais um dia de trabalho, afinal, infelizmente, não tenho nenhum amigo que trabalhe em empreiteira – sou eu mesma que tenho que pagar minhas contas! Ah, e antes que eu me esqueça, o Ministro da Defesa, Waldir Pires, afirmou hoje que a crise nos aeroportos brasileiros não será resolvida antes de um ano... aproveite para testar como anda sua sexualidade!”
Pagana Carvalho
20 de junho de 2007
“Li ontem que o presidente Lula estaria irritado com mais um dia de caos nos aeroportos do país. Gostaria aqui de prestar ao presidente a minha total solidariedade em relação ao assunto. Saiba, Vossa Excelência, que também fiquei muito irritada! Estava em São Paulo a trabalho e deveria retornar para Salvador no vôo JJ3178 que saía de Guarulhos às 19h45min. Cumpri todas as obrigações impostas ao passageiro: apresentei-me para o check in com uma hora de antecedência, portando o documento de identidade original, e fui para a sala de embarque no horário estabelecido. Para minha surpresa (alias, por que a surpresa?) soube que todos os vôos para o Nordeste Estevam suspensos temporariamente. Senhor Presidente: lembrei tanto de Vossa Excelência...! ninguém naquele aeroporto sabia de nada! Ninguém se responsabilizava por nada! Isso lembra tanto o seu governo...! diante da perplexidade e da absoluta impotência para fazer qualquer coisa que pudesse resolver o assunto, a primeira coisa que me veio à cabeça foi seguir o conselho da ilustríssima Ministra do Turismo: relaxar e gozar! Confesso: não consegui! Fiquei arrasada... será que sou frigida??? Senhora Ministra, passei horas no aeroporto – um ambiente absolutamente propício ao relaxamento – e simplesmente não consegui gozar! O que será que pode estar acontecendo? Teria a Senhora, e dessa vez não como Ministra, e sim como Sexóloga, algum conselho pra dar? Aliás, queria aproveitar para dar uma dica: não seria o caso de aproveitar o momento para saber como anda a sexualidade do povo brasileiro? Que tal fazer uma pesquisa nos principais aeroportos do país para conhecer um pouco mais sobre o tema? Quantas daquelas pessoas que perderam horas e horas na fila, sem nenhum tipo de atendimento e amparo, conseguiram relaxar e gozar? E foi ocupando minha cabeça com esses assuntos como esse que superei mais do que seis horas de espera... espera que aliás me fez refletir sobre a impressionante passividade do povo brasileiro. Como podemos assistir a tudo isso há mais de dez meses sem exigir de verdade que algo de concreto seja feito? Como podemos aceitar que todos os prejuízos causadas por tanta falta de responsabilidade e, principalmente, de respeito, seja no final das contas um problema nosso, do usuário? Quem vai pagar pelos prejuízos que tive? Embarquei na madrugada, cheguei em Salvador quase de manhã, mas naquela altura do campeonato só tinha motivos para agradecer: em plena época de apagão aéreo, chegar em casa já é o bastante. A hora que o avião decola e pousa é somente um detalhe técnico. E quanto aos meus prejuízos, o jeito vai ser dormir um pouco menos e encarar mais um dia de trabalho, afinal, infelizmente, não tenho nenhum amigo que trabalhe em empreiteira – sou eu mesma que tenho que pagar minhas contas! Ah, e antes que eu me esqueça, o Ministro da Defesa, Waldir Pires, afirmou hoje que a crise nos aeroportos brasileiros não será resolvida antes de um ano... aproveite para testar como anda sua sexualidade!”
Pagana Carvalho
20 de junho de 2007
sábado, 21 de julho de 2007
TERRA NOSSA
Preservar é mais do que nossa obrigação. Há algum tempo atrás, quando não tínhamos acesso a informações sobre a destruição que o ser humano causa no meio ambiente, é relevável que não nos preocupássemos tanto com a preservação, mesmo assim é uma forma de descaso. Agora, que temos todas as informações do estrago que causamos no espaço em que vivemos, é muita ignorância não seguimos à risca todas as coordenações sugeridas por especialistas para que possamos concertar o que destruímos. Cada um fazendo a sua parte salvaríamos o nosso mundo. Não podemos nunca pensar que somente um fazendo não alcançaria o devido resultado e que não faria a mínima diferença porque faz diferença sim. De um em um, alcançaremos nosso objetivo de melhorar o ambiente que vivemos: respiraremos melhor, nos alimentaremos melhor, tomaremos uma água mais pura, teremos mais belezas naturais, veremos nossos bichinhos viverem da maneira como devem, nossas plantinhas fazendo a fotossíntese que lhes é necessária, poderemos criar nossos filhos e netos (e com muita sorte também os bisnetos), enfim, participaremos de uma revolução do Homem sobre a Terra.
Entrei neste assunto porque além de ser importantíssimo e primordial para a nossa sobrevivência na Terra, fico muito feliz e comovida por ter o enorme prazer de ver que a sanidade e humanidade do ser ainda existem. Passei grande parte do meu sábado sentada no sofá da minha sala assistindo aos shows sensacionais do Live Earth organizado pelo Al Gore, uma pessoa que faz a diferença. É muito bom ver que alguém está fazendo algo para conscientizar a população mundial e chamar a atenção da gravidade da situação que nos encontramos. A mobilização é essencial, tanto da pessoa responsável pela idéia de algo tão genial como da população participante. Fiquei na dúvida em relação a comparecer nos shows que aconteceram na praia de Copacabana ou ficar em casa assistindo a todos os shows que aconteceram nos nove países. Acabei ficando em casa mesmo e aproveitei para aprender como poderia fazer a minha parte para melhorar nossas condições de sobrevivência. Afinal se esta situação não fosse tão importante, ninguém perderia tempo e dinheiro para organizar algo tão grandioso e impactante para o mundo. Você já parou para pensar que se tomarmos as devidas providências não existiremos mais dentro de um futuro próximo? A natureza já está dando sinais da sua fraqueza faz tempo, e a causa desta doença somos nós, que não sabemos cuidar do que nos pertence. Seria bacana se colocássemos na cabeça que o Planeta Terra é a nossa casa, que precisamos cuidar de cada espaço, limpando e deixando sempre aconchegante para nos sentirmos bem e recebermos a todos da mesma maneira.
Qualquer tipo de mudança é complicada, mas quando a tornamos um hábito se torna fácil e muitas vezes até prazerosa. A Terra pede ajuda e pede a nossa colaboração.
Entrei neste assunto porque além de ser importantíssimo e primordial para a nossa sobrevivência na Terra, fico muito feliz e comovida por ter o enorme prazer de ver que a sanidade e humanidade do ser ainda existem. Passei grande parte do meu sábado sentada no sofá da minha sala assistindo aos shows sensacionais do Live Earth organizado pelo Al Gore, uma pessoa que faz a diferença. É muito bom ver que alguém está fazendo algo para conscientizar a população mundial e chamar a atenção da gravidade da situação que nos encontramos. A mobilização é essencial, tanto da pessoa responsável pela idéia de algo tão genial como da população participante. Fiquei na dúvida em relação a comparecer nos shows que aconteceram na praia de Copacabana ou ficar em casa assistindo a todos os shows que aconteceram nos nove países. Acabei ficando em casa mesmo e aproveitei para aprender como poderia fazer a minha parte para melhorar nossas condições de sobrevivência. Afinal se esta situação não fosse tão importante, ninguém perderia tempo e dinheiro para organizar algo tão grandioso e impactante para o mundo. Você já parou para pensar que se tomarmos as devidas providências não existiremos mais dentro de um futuro próximo? A natureza já está dando sinais da sua fraqueza faz tempo, e a causa desta doença somos nós, que não sabemos cuidar do que nos pertence. Seria bacana se colocássemos na cabeça que o Planeta Terra é a nossa casa, que precisamos cuidar de cada espaço, limpando e deixando sempre aconchegante para nos sentirmos bem e recebermos a todos da mesma maneira.
Qualquer tipo de mudança é complicada, mas quando a tornamos um hábito se torna fácil e muitas vezes até prazerosa. A Terra pede ajuda e pede a nossa colaboração.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
ARES TRÁGICOS
Só tragédia. Obviamente retorno a este espaço para comentar sobre notícias péssimas e dolorosas para o nosso país sobrecarregado de descaso e indiferença das autoridades máximas responsáveis (ou irresponsáveis, como preferirem).
Quantas pessoas têm que morrer para que seja tomado algum tipo de providência? Meu Deus envie um alerta para esses pastéis e diga que são vidas que estamos perdendo! E nem podemos arriscar dizendo simplesmente que foi apenas mais um acidente aéreo. Quando teremos autoridades que realizem o básico para a nossa sobrevivência? Segurança é um fator que está em falta para todos os brasileiros, com exceção do Excelentíssimo. Por volta de dez meses, ocorreu o acidente envolvendo o avião da GOL, e nada foi divulgado, nenhum tipo de laudo com as causas, só o que rola e debate-se não passam de especulações. O país está jogado às traças.
“Vocês estão brincando com vida. Vida que foi e vida que está aqui.” Esta foi uma frase desesperada, dita por um integrante de uma das famílias ligadas às vítimas. Imagino a dor e o desespero destas famílias e amigos também vítimas destas que não podemos chamar de fatalidade. Algo fatal não é corriqueiro e nem algo que se torna cotidiana na história. Não podemos deixar que isso fique impune novamente. A população, que carrega nas costas dor e é vítima dessa palhaçada toda, tem a obrigação de se unir e exigir uma explicação muito bem dada das autoridades, sendo estas pautadas em provas claras, e não duvidosas como tudo que não nos é esclarecido nos últimos tempos. Queria ver se algum parente muito próximo do presidente ou de um dos ministros, como a mãe ou o pai, filhos, irmãos, estivessem no vôo, se agiriam com tanta tranqüilidade. É inadmissível que mesmo ocorrendo essas falhas com enormes freqüências, nada é solucionado e nem se escuta opções para resoluções.
Fiquei sabendo do acontecimento através de um site na internet, porém nem passou pela minha cabeça a proporção do estrago. Centenas de vidas desmanchadas em cinzas. Centenas de famílias com sonhos também desmanchados e com uma gigantesca ferida que levarão eternamente em suas vidas. Pessoas possivelmente inocentes e esperançosas diante de um futuro mórbido. Bom, só pude realmente ter a noção dos fatos quando liguei a televisão e me deparei com as imagens transmitidas ao vivo por diversos canais, que provavelmente tiveram grande parte da equipe de repórteres deslocados para que pudessem fazer a cobertura completa, atualizando sempre cada informação de grande grau de importância. Daqui a pouco terá até um curso de jornalismo específico para a profissionalização das inúmeras tragédias que nos acometem diariamente. Ta, foi um deboche, mas diante do caminho que estamos trilhando, não duvido nada nada. Triste pensar assim. Mas não controlo meus pensamentos nem meus sentimentos.
A cobertura da mídia, como já comentei acima, foi excepcional e podemos parabenizar pelo menos o jornalismo brasileiro, exaltando a superação dos profissionais. Desde o momento da tragédia, as emissoras não pararam de divulgar informações, mantendo o público sempre muito bem informado. As imagens que nos foram transmitidas chocavam e emocionavam. A modernidade da tecnologia nos permite o acesso às imagens em momento real, conseqüência disso é a velocidade que as notícias chegam até nós. Como tudo na vida, isso tem dois lados, o ruim e o bom, e a realidade bate à nossa porta obrigando-nos a encará-la, não tendo assim como nos privar. Desculpem-me a afobação, mas não consigo me conter...
A primeira imagem que vi foi a do terminal da TAM em meios às chamas conseqüentes da colisão da aeronave. Só o que se via do avião era a parte traseira, carregando o nome da companhia. Diante dela já era previsível a impossibilidade de retirada de passageiros e funcionários com vida dos escombros. Fiquei tão mal com aquilo tudo que não me contive e disparei a chorar, me transportando para a vida das pessoas próximas às vítimas que não podem fazer nada além de rezar e esperar para que um milagre aconteça. Não sou capaz de imaginar a dor, a angústia e o desespero dessas pessoas. Quando as notícias iam se desenrolando, a esperança tendia a desaparecer, até que numa entrevista dada pelo governador de São Paulo, José Serra, qualquer chance de sobrevivência foi eliminada. Ele falou que técnicos dos Bombeiros responsáveis pelo local, o comunicaram que o atrito foi tão violento que a temperatura do local alcançou mil graus centigrados, e por isso anulava-se, pelo menos no ponto de vista científico, qualquer chance de vida. Pronto! Perdemos mais centenas de brasileiros inocentes numa tragédia cheia de culpados.
E desta maneira, cheia de indignação e mais fortalecida e consciente da nossa atual situação, que termino este triste desabafo.
Quantas pessoas têm que morrer para que seja tomado algum tipo de providência? Meu Deus envie um alerta para esses pastéis e diga que são vidas que estamos perdendo! E nem podemos arriscar dizendo simplesmente que foi apenas mais um acidente aéreo. Quando teremos autoridades que realizem o básico para a nossa sobrevivência? Segurança é um fator que está em falta para todos os brasileiros, com exceção do Excelentíssimo. Por volta de dez meses, ocorreu o acidente envolvendo o avião da GOL, e nada foi divulgado, nenhum tipo de laudo com as causas, só o que rola e debate-se não passam de especulações. O país está jogado às traças.
“Vocês estão brincando com vida. Vida que foi e vida que está aqui.” Esta foi uma frase desesperada, dita por um integrante de uma das famílias ligadas às vítimas. Imagino a dor e o desespero destas famílias e amigos também vítimas destas que não podemos chamar de fatalidade. Algo fatal não é corriqueiro e nem algo que se torna cotidiana na história. Não podemos deixar que isso fique impune novamente. A população, que carrega nas costas dor e é vítima dessa palhaçada toda, tem a obrigação de se unir e exigir uma explicação muito bem dada das autoridades, sendo estas pautadas em provas claras, e não duvidosas como tudo que não nos é esclarecido nos últimos tempos. Queria ver se algum parente muito próximo do presidente ou de um dos ministros, como a mãe ou o pai, filhos, irmãos, estivessem no vôo, se agiriam com tanta tranqüilidade. É inadmissível que mesmo ocorrendo essas falhas com enormes freqüências, nada é solucionado e nem se escuta opções para resoluções.
Fiquei sabendo do acontecimento através de um site na internet, porém nem passou pela minha cabeça a proporção do estrago. Centenas de vidas desmanchadas em cinzas. Centenas de famílias com sonhos também desmanchados e com uma gigantesca ferida que levarão eternamente em suas vidas. Pessoas possivelmente inocentes e esperançosas diante de um futuro mórbido. Bom, só pude realmente ter a noção dos fatos quando liguei a televisão e me deparei com as imagens transmitidas ao vivo por diversos canais, que provavelmente tiveram grande parte da equipe de repórteres deslocados para que pudessem fazer a cobertura completa, atualizando sempre cada informação de grande grau de importância. Daqui a pouco terá até um curso de jornalismo específico para a profissionalização das inúmeras tragédias que nos acometem diariamente. Ta, foi um deboche, mas diante do caminho que estamos trilhando, não duvido nada nada. Triste pensar assim. Mas não controlo meus pensamentos nem meus sentimentos.
A cobertura da mídia, como já comentei acima, foi excepcional e podemos parabenizar pelo menos o jornalismo brasileiro, exaltando a superação dos profissionais. Desde o momento da tragédia, as emissoras não pararam de divulgar informações, mantendo o público sempre muito bem informado. As imagens que nos foram transmitidas chocavam e emocionavam. A modernidade da tecnologia nos permite o acesso às imagens em momento real, conseqüência disso é a velocidade que as notícias chegam até nós. Como tudo na vida, isso tem dois lados, o ruim e o bom, e a realidade bate à nossa porta obrigando-nos a encará-la, não tendo assim como nos privar. Desculpem-me a afobação, mas não consigo me conter...
A primeira imagem que vi foi a do terminal da TAM em meios às chamas conseqüentes da colisão da aeronave. Só o que se via do avião era a parte traseira, carregando o nome da companhia. Diante dela já era previsível a impossibilidade de retirada de passageiros e funcionários com vida dos escombros. Fiquei tão mal com aquilo tudo que não me contive e disparei a chorar, me transportando para a vida das pessoas próximas às vítimas que não podem fazer nada além de rezar e esperar para que um milagre aconteça. Não sou capaz de imaginar a dor, a angústia e o desespero dessas pessoas. Quando as notícias iam se desenrolando, a esperança tendia a desaparecer, até que numa entrevista dada pelo governador de São Paulo, José Serra, qualquer chance de sobrevivência foi eliminada. Ele falou que técnicos dos Bombeiros responsáveis pelo local, o comunicaram que o atrito foi tão violento que a temperatura do local alcançou mil graus centigrados, e por isso anulava-se, pelo menos no ponto de vista científico, qualquer chance de vida. Pronto! Perdemos mais centenas de brasileiros inocentes numa tragédia cheia de culpados.
E desta maneira, cheia de indignação e mais fortalecida e consciente da nossa atual situação, que termino este triste desabafo.
terça-feira, 17 de julho de 2007
BRASIL X COPA AMÉRICA
Brasil é sinônimo de futebol mesmo. Talvez seja até uma vergonha o que vou dizer, mas como é o que penso, não posso deixar de destacar. Quando rola uma final de futebol, no caso me refiro à Copa América, jogo do Brasil x Argentina, o país pára literalmente. As ruas ficam desertas no horário da transmissão e a agitação nos bares é geral. O povo brasileiro é um povo bem caloroso... Que bom para nós, não é mesmo? Mas de que adianta sermos campeões da Copa América? Temos que nos mobilizar para alcançar vencer as barreiras da corrupção, da diferença social, da compreensão dos necessitados, enfim para chegar à linha da vitória.
Oba oba! É ótimo, é festa, é curtição, é comemoração. Quero ver se esta galera que senta num bar para assistir o jogo ou até mesmo que está em casa assistindo o mesmo, tenha a mesma garra e vontade para sair às ruas e exigir do governo esclarecimento de tudo de podre que estamos assistindo de “geral” (porque arquibancada e cadeira especial é coisa de luxo, e se tem um lugar que não estamos com certeza é no luxo) no Congresso Nacional. Torcer é muito simples e prazeroso, traz felicidade e emoção; porém gritar, “brigar”, lutar pelos nossos direitos causa desgaste, tanto físico quanto emocional, e parece que o pensamento é “pra que o stresse?”. O lance é que se só optarmos por ficar sentadinhos ou torcendo pela vitória dos nossos jogadores que estão enchendo o bolso de dinheiro com o futebol, só veremos cada vez mais e mais noticias de que o nosso dinheirinho, que sem dúvida nenhuma está todo no bolso de nossos queridos políticos (porque não é no meu que está), está se direcionando para um buraco negro do qual jamais teremos notícia.
Ai ai ai. Infelizmente a minha pessoa não tem mais esperança. Não vejo nenhuma movimentação do povo se rebelando com a finalidade de mostrar ao governo que não estamos dormindo, que a sacanagem e a roubalheira não passarão despercebidas. Afinal na próxima eleição os mesmos ladrões serão eleitos novamente.
Oba oba! É ótimo, é festa, é curtição, é comemoração. Quero ver se esta galera que senta num bar para assistir o jogo ou até mesmo que está em casa assistindo o mesmo, tenha a mesma garra e vontade para sair às ruas e exigir do governo esclarecimento de tudo de podre que estamos assistindo de “geral” (porque arquibancada e cadeira especial é coisa de luxo, e se tem um lugar que não estamos com certeza é no luxo) no Congresso Nacional. Torcer é muito simples e prazeroso, traz felicidade e emoção; porém gritar, “brigar”, lutar pelos nossos direitos causa desgaste, tanto físico quanto emocional, e parece que o pensamento é “pra que o stresse?”. O lance é que se só optarmos por ficar sentadinhos ou torcendo pela vitória dos nossos jogadores que estão enchendo o bolso de dinheiro com o futebol, só veremos cada vez mais e mais noticias de que o nosso dinheirinho, que sem dúvida nenhuma está todo no bolso de nossos queridos políticos (porque não é no meu que está), está se direcionando para um buraco negro do qual jamais teremos notícia.
Ai ai ai. Infelizmente a minha pessoa não tem mais esperança. Não vejo nenhuma movimentação do povo se rebelando com a finalidade de mostrar ao governo que não estamos dormindo, que a sacanagem e a roubalheira não passarão despercebidas. Afinal na próxima eleição os mesmos ladrões serão eleitos novamente.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
ANJO RELÂMPAGO
A vida passa e deixamos passar tantas coisas que poderiam nos tornar pessoas melhores. Temos que prestar mais atenção em cada situação e oportunidade que achamos ser sem significado nenhum. No futuro muitos momentos que desperdiçamos poderiam valer ouro. Quantas vezes aparecem pessoas na nossa vida que sentimos ser alguém especial, até mesmo pela energia que rola, mas deixamos passar, não procurando, correndo atrás do que nos faz sentir bem? É isso acontece muito. Digo qualquer pessoa mesmo, até alguém que cruzamos na rua (num ônibus, numa banca, numa loja, num restaurante, enfim, em qualquer lugar). Acredito nesse lance de energia mesmo. Já reparou que às vezes estamos num ambiente e chega uma pessoa, e só por pouco tempo que estamos perto, a sensação é de que nossa energia vai sendo sugada, nos sentimos pra baixo, parecendo cansados. Não gosto dessa sensação, nos traz angustia, dor no peito. Mas isso gera certo desconforto quando se trata de pessoas que gostamos e gostaríamos muito de estar próximas com freqüência. O que fazer? Não tenho a mínima idéia. Por outro lado, é muito engraçado, às vezes aparecem pessoas na nossa vida que não tem explicação. Chego a pensar que podem ser anjos, afinal na grande maioria as encontramos uma vez ou raríssimas vezes. São almas que pareço ter ligação de outras vidas. Não dá para explicar o motivo de gostar tanto de tal pessoa, talvez seja afinidade mesmo, mas continuo insistindo na tal da energia.
Não existe nada melhor do que o surgimento de alguém que chegue, ou apareça como relâmpago somente, acrescentando conhecimento, nos depositando esperança, o bem e muita luz. Não tem dinheiro que pague uma alma boa, transbordando paz.
Não existe nada melhor do que o surgimento de alguém que chegue, ou apareça como relâmpago somente, acrescentando conhecimento, nos depositando esperança, o bem e muita luz. Não tem dinheiro que pague uma alma boa, transbordando paz.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Não sei se vocês tiveram o azar de ler a reportagem que saiu neste mês de julho no Jornal O Globo sobre a mãe que matou a própria filha de apenas quatro anos de idade de tanto bater na menina. Agora eu te faço a seguinte pergunta: pra que uma filha da puta desta vai colocar uma criança no mundo? Pelo que eu saiba só tem filhos quem quer. E tem tanta gente querendo e nem sequer tem tal privilégio. Na matéria dizia que a criança já tinha ido para um orfanato por denúncias feitas relacionadas a maus tratos, mas depois de um tempo, a mãe começou a visitar a criança com certa freqüência e lhe foi dada a custódia novamente. Maldita hora! A louca ainda diz num depoimento, após ter cometido o crime, que a filha tinha um comportamento estranho e violento, como se isso fosse motivo. Então, pra que, meu Deus, ela quis a guarda da menina novamente? Pelo menos podia ter deixado que ela tivesse a sorte de ser recolhida por uma família apta a recebê-la e lhe dar muito carinho e amor.
Esse lance de adoção é um tanto questionável. Cada um tem uma opinião sobre este tipo de atitude. Podemos até considerá-lo um assunto polêmico. Conheço muita gente que é contra e muita gente que é a favor. Os que são contra defendem o caráter e a índole, dizendo que isso já vem com o nascimento e apenas se fortalece com a educação adquirida e alegam também que ao se tornarem adolescentes perguntariam com freqüência sobre suas origens e pediriam para conhecer os pais biológicos. Isso seria correto? Incorreto? Pois é, acho que é algo muito complexo para uma resposta com total convicção. Ninguém tem o direito de negar o passado de um ser humano, que por mais que tenha sido abandonado, tem o direito de qualquer informação sobre sua própria história de vida. E os pais adotivos? Será que esses têm o direito de se sentirem de certa forma ofendidos? Falando assim, talvez não, mas ninguém pode negá-los também o direito de ficarem chateados.
Já os defensores da adoção, alegam que existem inúmeros pais que não tem a mínima condição de proporcionarem às suas crianças uma vida digna, com direito a uma boa alimentação, estudo e lazer. Juntando esse tipo de agravante com o problema de diversos casais que são impossibilitados de realizarem sonhos com a chegada dos filhos, o resultado seria perfeito. Quantas crianças vivem em orfanatos à espera de uma família que a acolhesse da melhor maneira possível. Todo mundo tem o direito de ser feliz, e este tipo de ação traria emoção para ambos os lados. Afinal realizaria o sonho do casal e da criança.
Um barato são os casos que vemos na mídia de pessoas famosas, as consideradas estrelas, que tem uma condição financeira mais que confortável para proporcionar para essas crianças uma vida feliz e digna. Acho o máximo e admiro muito este tipo de pessoa. Muita gente considera mais que obrigação que isso seja feito pelo fato de serem pessoas que estão num grupo isolado da sociedade, por serem super bem-sucedidos. Não acho que isso que isso seja obrigação e também não acho que qualquer pessoa que seja abençoada por estar nesta posição esteja apta para dar o necessário para a criação de um ser humano. Temos que considerar que não é só de dinheiro que o ser humano é constituído. De que adianta ter dinheiro e não ter educação, não ter amor, não ter carinho? Estamos cansados de assistir na TV e ler nos jornais casos de adolescentes e adultos já formados que se encontram em condições sociais estáveis, cometendo crimes e se envolvendo em escândalos e mais escândalos. Daí, concluímos que para se criar um ser humano decente, dinheiro não é prioridade, necessário sempre será, mas prioridade é passar uma essência digna.
Esse lance de adoção é um tanto questionável. Cada um tem uma opinião sobre este tipo de atitude. Podemos até considerá-lo um assunto polêmico. Conheço muita gente que é contra e muita gente que é a favor. Os que são contra defendem o caráter e a índole, dizendo que isso já vem com o nascimento e apenas se fortalece com a educação adquirida e alegam também que ao se tornarem adolescentes perguntariam com freqüência sobre suas origens e pediriam para conhecer os pais biológicos. Isso seria correto? Incorreto? Pois é, acho que é algo muito complexo para uma resposta com total convicção. Ninguém tem o direito de negar o passado de um ser humano, que por mais que tenha sido abandonado, tem o direito de qualquer informação sobre sua própria história de vida. E os pais adotivos? Será que esses têm o direito de se sentirem de certa forma ofendidos? Falando assim, talvez não, mas ninguém pode negá-los também o direito de ficarem chateados.
Já os defensores da adoção, alegam que existem inúmeros pais que não tem a mínima condição de proporcionarem às suas crianças uma vida digna, com direito a uma boa alimentação, estudo e lazer. Juntando esse tipo de agravante com o problema de diversos casais que são impossibilitados de realizarem sonhos com a chegada dos filhos, o resultado seria perfeito. Quantas crianças vivem em orfanatos à espera de uma família que a acolhesse da melhor maneira possível. Todo mundo tem o direito de ser feliz, e este tipo de ação traria emoção para ambos os lados. Afinal realizaria o sonho do casal e da criança.
Um barato são os casos que vemos na mídia de pessoas famosas, as consideradas estrelas, que tem uma condição financeira mais que confortável para proporcionar para essas crianças uma vida feliz e digna. Acho o máximo e admiro muito este tipo de pessoa. Muita gente considera mais que obrigação que isso seja feito pelo fato de serem pessoas que estão num grupo isolado da sociedade, por serem super bem-sucedidos. Não acho que isso que isso seja obrigação e também não acho que qualquer pessoa que seja abençoada por estar nesta posição esteja apta para dar o necessário para a criação de um ser humano. Temos que considerar que não é só de dinheiro que o ser humano é constituído. De que adianta ter dinheiro e não ter educação, não ter amor, não ter carinho? Estamos cansados de assistir na TV e ler nos jornais casos de adolescentes e adultos já formados que se encontram em condições sociais estáveis, cometendo crimes e se envolvendo em escândalos e mais escândalos. Daí, concluímos que para se criar um ser humano decente, dinheiro não é prioridade, necessário sempre será, mas prioridade é passar uma essência digna.
sábado, 7 de julho de 2007
O QUE O DINHEIRO NÃO COMPRA
Aonde é que vamos parar? Não, já passamos de qualquer limite que deveríamos ter. Já está impossível ligar a TV em qualquer canal de noticiário. Depois ainda temos a cara de pau de falar da guerra do Iraque, dos loucos americanos que metralham seus supostos colegas de faculdade. Nós não temos moral nenhuma para falar de problema de problema dos outros enquanto estamos repletos com os nossos. Estamos vivendo no olho de um furacão. E para piorar, cada dia que passa, cada noticia que escuto, leio ou vejo, empurra a solução deles cada vez mais longe. Não vejo saída para esses problemas loucos e cabeludos.
A última bomba, ou a bomba da vez é esse lance que rolou com a empregada doméstica aqui no Rio. Gente, qual é o nome disso? Sinceramente, inacreditável. Seis garotos (garotos não, moleques) de classe média alta, moradores da Barra da Tijuca, estudantes, batendo (batendo não, espancando) uma mulher que estava num ponto de ônibus, indo para o médico. Mas por que meu Deus? Ah, porque pensaram que a mulher fosse uma prostituta. Ah, então tudo bem, em prostituta pode-se enfiar o cacete, até matar é liberado. Que pensamento mais idiota! Sem dúvida o depoimento deprimente desses bostas só fez piorar a situação deles. Mas já estava me esquecendo que moramos no Brasil, paísinho de terceiro Mundo, infectado de tudo de mais podre existente na humanidade. Não, não fui dura não. Parece que misturamos tudo de ruim que existe na natureza do homem, enfiamos dentro de um liquidificador e recheamos. Mas assistindo à uma entrevista do pai de um dos espancadores, ficou claro o motivo do fulaninho tomar tal tipo de atitude. O louco do pai tem a cara lavada de dizer em plena rede nacional que seria uma injustiça prender garotos novos, que estão estudando em universidades e que apenas cometeram um deslize. Deslize? É esse o nome dado para tamanha covardia? Queria ver se o caso fosse contrário esse tal pai o denominaria assim. Exatamente por serem garotos novos, estudantes e pelo menos deveriam ser bem educados que não deviam jamais cometer tal “deslize”. Somente pelo fato desta pessoa ter dado este depoimento, também deveria ser punido pelo péssimo exemplo em âmbito nacional.
Quero só ver até quando este assunto vai render! Sim, porque se pegarmos como base outras histórias parecidas, normalmente a pauta permanece no máximo por uma semana. E, uma vez que o assunto some da mídia, conseqüentemente também é deletado da cabecinha oca de nós brasileiros, que temos uma facilidade surreal de apagar qualquer tipo de podridão. Por que estou falando isso? Simples. Como acham que esses políticos bandidos são reeleitos depois de roubarem grande parte do nosso dinheirinho? Por causa da nossa amnésia!
Por outro lado, deixo claro aqui também o perfeito depoimento dado pelo pai da vítima, dizendo que o grande problema da juventude é a falta de disponibilidade dos pais em relação à vida dos filhos. Talvez não seja apenas indisponibilidade e sim desinteresse. Na situação alarmante que nos encontramos os pais que optarem por ter filhos deveria comprovar o nível de responsabilidade que podem carregar. É admirável, porém natural que pais de filhos infratores aceitem com tristeza e dor, mas como conseqüência dos atos, que sejam punidos. Deve ser um impacto terrível saber que o ser que você criou com tanto carinho e cuidado virou um monstro espancador. Nem todos devem ter sidos criados com tanto amor e carinho, não é mesmo?
O que podemos concluir diante dessa baixaria toda? Que violência e qualquer diversidade do tipo são defeitos de caráter e não de classe social ou racial. Esse papo de que responsáveis por atos inomináveis é coisa de pobre é completamente equivocado. Isso é coisa de mau caráter. Conheço muita gente que não tem um puto, mas sabe agir com muita educação e o oposto também, muita gente que anda toda empinada, cheia de pose, e não sabe aonde enfiar tanto dinheiro, mas que não faz a mínima questão de ser bem educada. Educação, dinheiro nenhum compra.
A última bomba, ou a bomba da vez é esse lance que rolou com a empregada doméstica aqui no Rio. Gente, qual é o nome disso? Sinceramente, inacreditável. Seis garotos (garotos não, moleques) de classe média alta, moradores da Barra da Tijuca, estudantes, batendo (batendo não, espancando) uma mulher que estava num ponto de ônibus, indo para o médico. Mas por que meu Deus? Ah, porque pensaram que a mulher fosse uma prostituta. Ah, então tudo bem, em prostituta pode-se enfiar o cacete, até matar é liberado. Que pensamento mais idiota! Sem dúvida o depoimento deprimente desses bostas só fez piorar a situação deles. Mas já estava me esquecendo que moramos no Brasil, paísinho de terceiro Mundo, infectado de tudo de mais podre existente na humanidade. Não, não fui dura não. Parece que misturamos tudo de ruim que existe na natureza do homem, enfiamos dentro de um liquidificador e recheamos. Mas assistindo à uma entrevista do pai de um dos espancadores, ficou claro o motivo do fulaninho tomar tal tipo de atitude. O louco do pai tem a cara lavada de dizer em plena rede nacional que seria uma injustiça prender garotos novos, que estão estudando em universidades e que apenas cometeram um deslize. Deslize? É esse o nome dado para tamanha covardia? Queria ver se o caso fosse contrário esse tal pai o denominaria assim. Exatamente por serem garotos novos, estudantes e pelo menos deveriam ser bem educados que não deviam jamais cometer tal “deslize”. Somente pelo fato desta pessoa ter dado este depoimento, também deveria ser punido pelo péssimo exemplo em âmbito nacional.
Quero só ver até quando este assunto vai render! Sim, porque se pegarmos como base outras histórias parecidas, normalmente a pauta permanece no máximo por uma semana. E, uma vez que o assunto some da mídia, conseqüentemente também é deletado da cabecinha oca de nós brasileiros, que temos uma facilidade surreal de apagar qualquer tipo de podridão. Por que estou falando isso? Simples. Como acham que esses políticos bandidos são reeleitos depois de roubarem grande parte do nosso dinheirinho? Por causa da nossa amnésia!
Por outro lado, deixo claro aqui também o perfeito depoimento dado pelo pai da vítima, dizendo que o grande problema da juventude é a falta de disponibilidade dos pais em relação à vida dos filhos. Talvez não seja apenas indisponibilidade e sim desinteresse. Na situação alarmante que nos encontramos os pais que optarem por ter filhos deveria comprovar o nível de responsabilidade que podem carregar. É admirável, porém natural que pais de filhos infratores aceitem com tristeza e dor, mas como conseqüência dos atos, que sejam punidos. Deve ser um impacto terrível saber que o ser que você criou com tanto carinho e cuidado virou um monstro espancador. Nem todos devem ter sidos criados com tanto amor e carinho, não é mesmo?
O que podemos concluir diante dessa baixaria toda? Que violência e qualquer diversidade do tipo são defeitos de caráter e não de classe social ou racial. Esse papo de que responsáveis por atos inomináveis é coisa de pobre é completamente equivocado. Isso é coisa de mau caráter. Conheço muita gente que não tem um puto, mas sabe agir com muita educação e o oposto também, muita gente que anda toda empinada, cheia de pose, e não sabe aonde enfiar tanto dinheiro, mas que não faz a mínima questão de ser bem educada. Educação, dinheiro nenhum compra.
terça-feira, 3 de julho de 2007
VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA?
Esse texto não é meu, mas precisei publicá-lo, pois acho sensacional...
Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:
“Você tem experiência?”
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
REDAÇÃO VENCEDORA
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei um beijo.
Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi o pôr-do-sol cor de rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente o meu lábio, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “pra sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: “Qual sua experiência?”.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...
Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: “Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?”.
Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:
“Você tem experiência?”
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
REDAÇÃO VENCEDORA
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei um beijo.
Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi o pôr-do-sol cor de rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente o meu lábio, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “pra sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: “Qual sua experiência?”.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...
Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: “Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?”.
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