terça-feira, 10 de julho de 2007

Não sei se vocês tiveram o azar de ler a reportagem que saiu neste mês de julho no Jornal O Globo sobre a mãe que matou a própria filha de apenas quatro anos de idade de tanto bater na menina. Agora eu te faço a seguinte pergunta: pra que uma filha da puta desta vai colocar uma criança no mundo? Pelo que eu saiba só tem filhos quem quer. E tem tanta gente querendo e nem sequer tem tal privilégio. Na matéria dizia que a criança já tinha ido para um orfanato por denúncias feitas relacionadas a maus tratos, mas depois de um tempo, a mãe começou a visitar a criança com certa freqüência e lhe foi dada a custódia novamente. Maldita hora! A louca ainda diz num depoimento, após ter cometido o crime, que a filha tinha um comportamento estranho e violento, como se isso fosse motivo. Então, pra que, meu Deus, ela quis a guarda da menina novamente? Pelo menos podia ter deixado que ela tivesse a sorte de ser recolhida por uma família apta a recebê-la e lhe dar muito carinho e amor.
Esse lance de adoção é um tanto questionável. Cada um tem uma opinião sobre este tipo de atitude. Podemos até considerá-lo um assunto polêmico. Conheço muita gente que é contra e muita gente que é a favor. Os que são contra defendem o caráter e a índole, dizendo que isso já vem com o nascimento e apenas se fortalece com a educação adquirida e alegam também que ao se tornarem adolescentes perguntariam com freqüência sobre suas origens e pediriam para conhecer os pais biológicos. Isso seria correto? Incorreto? Pois é, acho que é algo muito complexo para uma resposta com total convicção. Ninguém tem o direito de negar o passado de um ser humano, que por mais que tenha sido abandonado, tem o direito de qualquer informação sobre sua própria história de vida. E os pais adotivos? Será que esses têm o direito de se sentirem de certa forma ofendidos? Falando assim, talvez não, mas ninguém pode negá-los também o direito de ficarem chateados.
Já os defensores da adoção, alegam que existem inúmeros pais que não tem a mínima condição de proporcionarem às suas crianças uma vida digna, com direito a uma boa alimentação, estudo e lazer. Juntando esse tipo de agravante com o problema de diversos casais que são impossibilitados de realizarem sonhos com a chegada dos filhos, o resultado seria perfeito. Quantas crianças vivem em orfanatos à espera de uma família que a acolhesse da melhor maneira possível. Todo mundo tem o direito de ser feliz, e este tipo de ação traria emoção para ambos os lados. Afinal realizaria o sonho do casal e da criança.
Um barato são os casos que vemos na mídia de pessoas famosas, as consideradas estrelas, que tem uma condição financeira mais que confortável para proporcionar para essas crianças uma vida feliz e digna. Acho o máximo e admiro muito este tipo de pessoa. Muita gente considera mais que obrigação que isso seja feito pelo fato de serem pessoas que estão num grupo isolado da sociedade, por serem super bem-sucedidos. Não acho que isso que isso seja obrigação e também não acho que qualquer pessoa que seja abençoada por estar nesta posição esteja apta para dar o necessário para a criação de um ser humano. Temos que considerar que não é só de dinheiro que o ser humano é constituído. De que adianta ter dinheiro e não ter educação, não ter amor, não ter carinho? Estamos cansados de assistir na TV e ler nos jornais casos de adolescentes e adultos já formados que se encontram em condições sociais estáveis, cometendo crimes e se envolvendo em escândalos e mais escândalos. Daí, concluímos que para se criar um ser humano decente, dinheiro não é prioridade, necessário sempre será, mas prioridade é passar uma essência digna.

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