sábado, 7 de julho de 2007

O QUE O DINHEIRO NÃO COMPRA

Aonde é que vamos parar? Não, já passamos de qualquer limite que deveríamos ter. Já está impossível ligar a TV em qualquer canal de noticiário. Depois ainda temos a cara de pau de falar da guerra do Iraque, dos loucos americanos que metralham seus supostos colegas de faculdade. Nós não temos moral nenhuma para falar de problema de problema dos outros enquanto estamos repletos com os nossos. Estamos vivendo no olho de um furacão. E para piorar, cada dia que passa, cada noticia que escuto, leio ou vejo, empurra a solução deles cada vez mais longe. Não vejo saída para esses problemas loucos e cabeludos.
A última bomba, ou a bomba da vez é esse lance que rolou com a empregada doméstica aqui no Rio. Gente, qual é o nome disso? Sinceramente, inacreditável. Seis garotos (garotos não, moleques) de classe média alta, moradores da Barra da Tijuca, estudantes, batendo (batendo não, espancando) uma mulher que estava num ponto de ônibus, indo para o médico. Mas por que meu Deus? Ah, porque pensaram que a mulher fosse uma prostituta. Ah, então tudo bem, em prostituta pode-se enfiar o cacete, até matar é liberado. Que pensamento mais idiota! Sem dúvida o depoimento deprimente desses bostas só fez piorar a situação deles. Mas já estava me esquecendo que moramos no Brasil, paísinho de terceiro Mundo, infectado de tudo de mais podre existente na humanidade. Não, não fui dura não. Parece que misturamos tudo de ruim que existe na natureza do homem, enfiamos dentro de um liquidificador e recheamos. Mas assistindo à uma entrevista do pai de um dos espancadores, ficou claro o motivo do fulaninho tomar tal tipo de atitude. O louco do pai tem a cara lavada de dizer em plena rede nacional que seria uma injustiça prender garotos novos, que estão estudando em universidades e que apenas cometeram um deslize. Deslize? É esse o nome dado para tamanha covardia? Queria ver se o caso fosse contrário esse tal pai o denominaria assim. Exatamente por serem garotos novos, estudantes e pelo menos deveriam ser bem educados que não deviam jamais cometer tal “deslize”. Somente pelo fato desta pessoa ter dado este depoimento, também deveria ser punido pelo péssimo exemplo em âmbito nacional.
Quero só ver até quando este assunto vai render! Sim, porque se pegarmos como base outras histórias parecidas, normalmente a pauta permanece no máximo por uma semana. E, uma vez que o assunto some da mídia, conseqüentemente também é deletado da cabecinha oca de nós brasileiros, que temos uma facilidade surreal de apagar qualquer tipo de podridão. Por que estou falando isso? Simples. Como acham que esses políticos bandidos são reeleitos depois de roubarem grande parte do nosso dinheirinho? Por causa da nossa amnésia!
Por outro lado, deixo claro aqui também o perfeito depoimento dado pelo pai da vítima, dizendo que o grande problema da juventude é a falta de disponibilidade dos pais em relação à vida dos filhos. Talvez não seja apenas indisponibilidade e sim desinteresse. Na situação alarmante que nos encontramos os pais que optarem por ter filhos deveria comprovar o nível de responsabilidade que podem carregar. É admirável, porém natural que pais de filhos infratores aceitem com tristeza e dor, mas como conseqüência dos atos, que sejam punidos. Deve ser um impacto terrível saber que o ser que você criou com tanto carinho e cuidado virou um monstro espancador. Nem todos devem ter sidos criados com tanto amor e carinho, não é mesmo?
O que podemos concluir diante dessa baixaria toda? Que violência e qualquer diversidade do tipo são defeitos de caráter e não de classe social ou racial. Esse papo de que responsáveis por atos inomináveis é coisa de pobre é completamente equivocado. Isso é coisa de mau caráter. Conheço muita gente que não tem um puto, mas sabe agir com muita educação e o oposto também, muita gente que anda toda empinada, cheia de pose, e não sabe aonde enfiar tanto dinheiro, mas que não faz a mínima questão de ser bem educada. Educação, dinheiro nenhum compra.

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