terça-feira, 31 de julho de 2007

INVEJA VOLTA

Inveja é uma merda! Pra mim é considerado o pior tipo de sentimento expressado pelo Homem.

Tudo bem que nem tudo na vida é possível se ter. E acho isso bom, se não o ser humano seria um eterno insatisfeito. Aquele ditado que diz “quanto mais se tem mais se quer ter” é corretíssimo. O Homem nunca está feliz com o que lhe foi dado, está sempre querendo mais e mais. Parte disso tem um lado muito bom para o desenvolvimento e a garra da pessoa, afinal, para se ter cada vez mais é necessário colocar a “mão na massa” e correr atrás, sempre lutando e acreditando nos nossos ideais e mirando nos sonhos. Sonhar não custa nada e só impulsiona a vida. Porém é sempre bom estar com os pés no chão e saber que o nosso mérito só será realmente um mérito se alcançarmos o objetivo sem sairmos atropelando o outro. É desumana a conquista de algo causando a alguém dor e sofrimento desnecessário. Só seremos capazes de ser feliz e realizado (lembrando que jamais estaremos realizados eternamente) objetivando o nosso próprio esforço e reconhecendo que somos merecedores do feito.

Não é só pelo fato de querer muito algo que me tornaria uma pessoa invejosa. Isso para mim é chamado de ambição, que dentro do limite, é algo saudável para qualquer um. Tudo dentro do limite e do equilíbrio é saudável, passou disso, procuro correndo um psiquiatra que já virou doença. Não vai me dizer que você nunca se pegou pensando que gostaria de ter uma vida igual a de fulano ou igual a de cicrano? Tenho certeza que em algum momento da sua vida isso já lhe passou pela cabeça. Isso é inveja? Considero que sim ou que não, dependendo do grau de intensidade que isso toma na sua consciência. Tem gente que gostaria tanto de ter algo que a outra pessoa possui que faz todo tipo de coisa voltada para a negatividade, que podemos concluir ser algo horrível. Qualquer tipo de negatividade é péssimo na vida. É o tal denominado “olho grande”. Muita gente infeliz e amargurada fica de olho, só zicando a prosperidade e o bom desenvolvimento do próximo porque pensa que não é capaz de conquistar o mesmo e por isso, faz de tudo para este também não consiga. Que sujeira! Simplesmente desprezível! Você querer ter... Até aí, ok. Normal. Agora, desejar a infelicidade de qualquer que seja a pessoa por causa da própria insuficiência... só aí a situação já agrupa dois sentimentos sujos: o egoísmo e a inveja.

Engana-se que acha que a inveja é um sentimento exclusivo de pobre. Ricos também têm esse tipo de vírus correndo nas veias. Engano total. Em proporção de pobres e ricos, vejo com muito mais facilidade a alegria na vida dos que possuem menos condições financeiras. Não que dinheiro não traga felicidade. Provavelmente os valores se diferem, e satisfazer uma pessoa que não tenha tanta possibilidade, seja mais fácil. Também não digo que todos os que possuem uma conta bancária gorda seja infeliz. Na vida existe de tudo. O que gera a satisfação de um não é necessariamente o que gera a de outros.

Então chegamos a conclusão de que nem sempre o alvo da inveja são bens materiais. O ser humano inveja sentimentos bons que ele próprio não consegue desenvolver decorrente de sua personalidade. Psicólogos e psiquiatras são profissionais que lidam com tais desvios diariamente. Devem escutar cada história arrepiante e inimagináveis. Dentre tantos alvos, podemos destacar alguns: inveja do amor que um casal sente pelo outro, inveja da carreira profissional de um colega de trabalho, inveja de alguém que simplesmente é completamente o oposto de nós, inveja da felicidade do próximo, inveja do carro e da casa de um amigo ou até mesmo parente, inveja do corpo das pessoas disponíveis para estarem vinte e quatro horas usufruindo o tempo para tomar tais cuidados com o corpo, inveja do tempo disponível que poucos têm para não fazer porra nenhuma, inveja de quem não tem inveja... e por aí segue. Essa lista deve estar beirando o infinito.

Cada um tem o que merece e o que deseja para o próximo. O importante é nunca desejar o desastre alheio e sempre, mas sempre mesmo, antes de tomar qualquer tipo de atitude, se colocar no lugar do próximo.

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