Já faz tempo que recebi este texto/carta por e-mail, mas relendo, não me contive e resolvi postá-lo para quem não teve a maravilhosa oportunidade de ler, fazê-lo. Assino embaixo...
Seria bacana termos uma primeira-dama engajada em algum projeto social, fosse ele qual fosse.
D. MARISA, a senhora deve estar muito feliz; seu marido ganhou as eleições, e será presidente por mais quatro anos. Parabéns.
Imagino que quando ele foi eleito pela primeira vez, deve ter sido difícil para a senhora; seria para qualquer mulher. Se habituar a uma nova vida, ter que fazer coisas em que nunca pensou; por outro lado, não poder mais fazer um monte de coisas às quais estava habituada, ter que obedecer ao protocolo, andar cercada por seguranças, não poder entrar num shopping – a senhora deve ser louca por um shopping, não? – e tendo que ter uma vida privada quase secreta, já que a imprensa está sempre de olho.
De olho para falar da cor do esmalte de suas unhas, do penteado, do botox que botou – ou não -, e correndo sempre o risco de alguém de sua intimidade ser indiscreta e contar o que a senhora come no café da manhã, se faz dieta, se fuma, enfim, todas essas coisas que qualquer mulher tem liberdade para fazer, menos a primeira-dama.
Devem ter sido quatro anos difíceis, mas já passaram. Agora a senhora tem mais quatro pela frente; quais são seus planos? Não seria hora de fazer alguma coisa além de ficar sentada naquela cadeirinha, nas cerimônias oficiais, enquanto seu marido discursa? Ah, D. Marisa, esse país é cheio de problemas, e a senhora poderia ajudar em alguma coisa. Já existe o Bolsa Família e o Fome Zero, mas ainda há muita coisa a ser feita. Não digo que a senhora seja a mulher mais poderosa do país, mas é casada com o homem mais poderoso, por isso pode decidir fazer o que quiser, e terá toda a ajuda de que precisar. Ajuda financeira, e ajuda de centenas de mulheres que adorariam colaborar qualquer coisa que a senhora inventasse fazer. Capacidade a senhora tem: não me esqueço de um programa de televisão onde a vi fazendo sanduíches para vender nas assembléias de metalúrgicos, anos antes de sonhar onde iria chegar. Esse tipo de coisa a senhora não precisa mais fazer, mas existem outras que não seriam nenhum sacrifício, e que poderiam fazê-la até muito feliz por estar ajudando o governo de seu marido. Porque botar uma camiseta, sorrir e aplaudir, convenhamos, é muito pouco.
Fazer o quê? Não falta quem lhe diga. Seu marido tem um monte de assessores, todos prontos para ter 50 idéias geniais para que a senhora faça alguma coisa que melhore a vida de quem precisa. A senhora é forte, decidida, e não tem sentido passar mais quatro anos trocando de terninho para acompanhar o presidente nas viagens, sorrindo para os fotógrafos, não dizer nada sobre assunto algum, e não fazer rigorosamente nada.
Não que a senhora tem a obrigação, mas seria bacana termos uma primeira-dama engajada em algum projeto social, fosse ele qual fosse.
Mas se a senhora quiser continuar a viver a vidinha que vive há quatro anos, poderia pelo menos – pela imagem, D. Marisa, pela imagem – visitar às vezes um hospital público (sem avisar, para ver a fila na porta), uma creche, uma escola, para mostrar que se interessa pelos mais necessitados, e que seus próximos quatro anos não serão mais apenas umas férias passadas entre o Alvorada e a Granja do Torto, além de viajar pelo mundo no seu luxuoso jatinho. Pense nisso, D. Marisa. Pegaria muito bem.
Danuza Leão
quarta-feira, 27 de junho de 2007
sexta-feira, 22 de junho de 2007
BRIGAS COVARDES
Sei que muitas vezes é inevitável, mas brigar leva a que? Putz fico com a energia esgotada depois de uma. Sinto-me fraca, com uma vontade incontrolável de chorar e sumir da face da terra. Para se meter numa tem que ter disposição. Ninguém merece. Até para brigar temos que estar dispostos. Quando somos pegos de surpresa por uma, dependendo do clima que nos encontramos, é necessário juntar forças num curto período de tempo para partir para guerra. Não é nada mole gritar, ofender e ser ofendido, falar o que não estamos prontos para falar e ouvir o que também não estamos prontos para ouvir. Se a surpresa que nos pega é boa, não precisamos nem de preparação. Mas quando esta é uma bomba, sem dúvida nenhuma é quase um choque.
Ontem à noite fui obrigada a participar de uma discussão que me fez chorar. Tudo bem que não é difícil me fazer chorar. Como diz minha mãe, choro até se vejo um poste torto na rua. Sinto-me enfraquecida. E o pior é quando as brigas ou discussões são sempre pelo mesmo motivo. Causa-nos a sensação de freqüentemente ter algo mal resolvido, pela metade. Se toda briga terminasse com um ponto final no assunto, talvez fosse até melhor sua existência. Tornar-se-ia página virada. Outras ainda viriam, claro. Tocar na mesma tecla o dia inteiro, o mês inteiro, o ano inteiro e a vida inteira é foda.
Pior ainda é quando o briguento que inicia a guerra toda, só fala e não deixa espaço para a outra parte se posicionar. Daí vira um inferno e o clima que já está pesado, pega fogo. O iniciante, quando parte para o ataque, provavelmente está no pico da adrenalina, e por isso não deve conseguir se conter. O que rola também é que nunca estamos preparados para ser atacados, e assim se inicia o “toma lá dá cá”, e se transforma numa bola de neve interminável. Ninguém dá o braço a torcer. Todo mundo começa a falar junto, a voz vai se elevando até se tornar um berro (um não, vários). Todos perdem a cabeça e o final você já deve conhecer né? Se não consegue, tente.
Ontem à noite fui obrigada a participar de uma discussão que me fez chorar. Tudo bem que não é difícil me fazer chorar. Como diz minha mãe, choro até se vejo um poste torto na rua. Sinto-me enfraquecida. E o pior é quando as brigas ou discussões são sempre pelo mesmo motivo. Causa-nos a sensação de freqüentemente ter algo mal resolvido, pela metade. Se toda briga terminasse com um ponto final no assunto, talvez fosse até melhor sua existência. Tornar-se-ia página virada. Outras ainda viriam, claro. Tocar na mesma tecla o dia inteiro, o mês inteiro, o ano inteiro e a vida inteira é foda.
Pior ainda é quando o briguento que inicia a guerra toda, só fala e não deixa espaço para a outra parte se posicionar. Daí vira um inferno e o clima que já está pesado, pega fogo. O iniciante, quando parte para o ataque, provavelmente está no pico da adrenalina, e por isso não deve conseguir se conter. O que rola também é que nunca estamos preparados para ser atacados, e assim se inicia o “toma lá dá cá”, e se transforma numa bola de neve interminável. Ninguém dá o braço a torcer. Todo mundo começa a falar junto, a voz vai se elevando até se tornar um berro (um não, vários). Todos perdem a cabeça e o final você já deve conhecer né? Se não consegue, tente.
terça-feira, 19 de junho de 2007
ZORRA TOTAL
Nosso país é mesmo de merda. Todo mundo acomodado. Assistir ao jornal é sinônimo de assistir à violência, à roubalheira. Isso é simplesmente asqueroso. Um país rico como o nosso que não sabe explorar suas riquezas e belezas, só destaca o que o ser humano tem de mais podre. Não damos valor à nossa cidade, ao nosso país. Assalto não acontece só na rua, não. Somos assaltados diariamente para pessoas que demos poder para tal. Roubam nosso dinheiro suado, que ralamos muito para ter no fim do mês, para pagar pensão do filho que nem sabia que existia, para pagar viagens luxuosíssimas para a família inteira, para comprar imóveis de valoreis impensáveis e automóveis que parecem ter saídos de filmes. E o que é que nós fazemos? Sentamos a nossa bundinha no sofazinho em frente à TV e assistimos toda essa sacanagem sem sequer nos mover.
Se analisarmos com muito cuidado, talvez mereçamos exatamente o que temos. O poder do voto está em nossas mãos. Somos obrigados a votar? Sim. É um saco? Sim. Mas já parou para pensar se a votação fosse opcional? Com o povo que temos, nem 15% da população iria comparecer nas urnas. Supondo que não fôssemos obrigados: se o tempo estivesse bom, iríamos à praia e aproveitaríamos o dia maravilhoso, afinal eleição é no final de semana, o dia do descanso; se estivesse friozinho, caindo uma chuvinha, a melhor opção seria deitar debaixo do edredom fazendo qualquer coisa que fosse, lendo um livrinho, assistindo a filmes... . Claro que o pensamento seria: “eu não vou me deslocar, em pleno final de semana, enfrentar uma fila gigantesca para votar num filho da puta que vai engolir meu suado dinheirinho”. Não é verdade? Creio que sim. Mas não tenho dúvidas, claro que sem tirar um pingo da culpa desses safados, que temos uma grande parcela de irresponsabilidade e descaso... Se lutássemos e brigássemos pelos nossos mínimos direitos, talvez a baderna não fosse a mesma. Não que fosse acabar, mas que diminuiria, diminuiria.
Outro grande problema, e para mim é o maior deles, é a impunidade. Aqui todo mundo pode tudo. Todo mundo não, né? Quem tem dinheiro e nome pode tudo. Parece até terra de ninguém. Os chamados e considerados bandidos pela sociedade e pelo nosso governinho assistem a esta roubalheira toda e se deparam com nenhuma conseqüência. E, logicamente se acham no direito de tomar a mesma atitude. Se os que representam nosso país e têm nas mãos o maior poder de um Estado não são punidos, por que os outros bandidos seriam? Nessa zorra total está todo mundo envolvido, ninguém se salva, de bandidos de morro, traficantes ao máximo poder do Estado.
Quando é veiculado nos jornais televisivos escutas telefônicas envolvendo autoridades, rola o maior buxixo, cria-se a maior zoeira no Planalto, e enquanto isso, passam as pernas na gente. Conclusão: os acusados vêm a público ou mandam seus advogados (tão safados quanto eles) para dizerem que irão provar sua inocência. Como provar algo que já está mais do que esclarecido para todos, inclusive para a polícia. Mas, claro, temos que levar em conta que são pessoas privilegiadas pelo nosso mísero salário que gastamos quase a metade com impostos, e, por isso, nada acontece a eles. O máximo de punição que recebem isso quando realmente ocorre punição, é o afastamento do cargo político até a próxima eleição, para tornarem a ser eleito por nós, povo infectado pela amnésia e descaso.
Se analisarmos com muito cuidado, talvez mereçamos exatamente o que temos. O poder do voto está em nossas mãos. Somos obrigados a votar? Sim. É um saco? Sim. Mas já parou para pensar se a votação fosse opcional? Com o povo que temos, nem 15% da população iria comparecer nas urnas. Supondo que não fôssemos obrigados: se o tempo estivesse bom, iríamos à praia e aproveitaríamos o dia maravilhoso, afinal eleição é no final de semana, o dia do descanso; se estivesse friozinho, caindo uma chuvinha, a melhor opção seria deitar debaixo do edredom fazendo qualquer coisa que fosse, lendo um livrinho, assistindo a filmes... . Claro que o pensamento seria: “eu não vou me deslocar, em pleno final de semana, enfrentar uma fila gigantesca para votar num filho da puta que vai engolir meu suado dinheirinho”. Não é verdade? Creio que sim. Mas não tenho dúvidas, claro que sem tirar um pingo da culpa desses safados, que temos uma grande parcela de irresponsabilidade e descaso... Se lutássemos e brigássemos pelos nossos mínimos direitos, talvez a baderna não fosse a mesma. Não que fosse acabar, mas que diminuiria, diminuiria.
Outro grande problema, e para mim é o maior deles, é a impunidade. Aqui todo mundo pode tudo. Todo mundo não, né? Quem tem dinheiro e nome pode tudo. Parece até terra de ninguém. Os chamados e considerados bandidos pela sociedade e pelo nosso governinho assistem a esta roubalheira toda e se deparam com nenhuma conseqüência. E, logicamente se acham no direito de tomar a mesma atitude. Se os que representam nosso país e têm nas mãos o maior poder de um Estado não são punidos, por que os outros bandidos seriam? Nessa zorra total está todo mundo envolvido, ninguém se salva, de bandidos de morro, traficantes ao máximo poder do Estado.
Quando é veiculado nos jornais televisivos escutas telefônicas envolvendo autoridades, rola o maior buxixo, cria-se a maior zoeira no Planalto, e enquanto isso, passam as pernas na gente. Conclusão: os acusados vêm a público ou mandam seus advogados (tão safados quanto eles) para dizerem que irão provar sua inocência. Como provar algo que já está mais do que esclarecido para todos, inclusive para a polícia. Mas, claro, temos que levar em conta que são pessoas privilegiadas pelo nosso mísero salário que gastamos quase a metade com impostos, e, por isso, nada acontece a eles. O máximo de punição que recebem isso quando realmente ocorre punição, é o afastamento do cargo político até a próxima eleição, para tornarem a ser eleito por nós, povo infectado pela amnésia e descaso.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
BARRIGA PARA O BEM
Quero ser criança de novo!
Quero uma criança só para mim!
Quero ter inocência e brilho no olhar como de uma criança!
Ninguém mais verdadeiro, mais inocente, mais ingênuo, mais doce do que uma criança. Mulher é um ser abençoado pelo fato de poder gerar um serzinho desse. Imagino que deva ser a coisa mais importante e linda da vida. Não que ser pai não seja algo maravilhoso na vida de um homem, e este têm uma porcentagem igual à da mãe na “fabricação”, mas quem tem o prazer e o gostinho de aquecer, alimentar e cuidar com todo carinho do bebê durante nove meses? Exclusividade feminina! Quem está lendo deve achar que já sou abençoada por este presente da vida. Mas não. Ainda não chegou a minha vez.
Vejo, com bastante freqüência, mulheres dizendo que não gostariam de ter filhos. Aceitável quando se trata de algum problema que a impeça. Agora, dizer que não gosta de criança é meio difícil de “entrar na cabeça”. Não é possível que uma mulher, digo mulheres de verdade, sensível, que tem o instinto à flor da pele, não suporte uma coisinha tão pura. Talvez seja um tipo de autodefesa para uma amargurada. Mas por que não assumir? Pode ser complicado para uma mulher dizer tão claramente o real motivo da amargura. Talvez não esteja preparada para suportar tamanha dor nem para si própria.
Para um homem um filho é sempre mais fácil do que para uma mulher. Ele nunca terá tanta responsabilidade quanto ela. Claro que digo isso levando em conta o casal tradicional: pai, mãe e filhinhos. O papel masculino é tão fundamental quanto o feminino, mas não se pode deixar de lado o lance de pele, de sangue, que a mãe é privilegiada por dividir durante todo o período da gestação. Não sei se isso é real, se rola mesmo, ou se é algo que acredito.
Hoje estava parada em frente a uma banca de jornal dando uma olhadinha nas noticias do dia e me deparei com uma cena triste e horrorosa: um feto, todo formadinho, com mãozinha, pezinho, orelhinha, olhinho. Meu coração ficou apertado. Fiquei agoniada. Como alguém tem coragem de fazer uma maldade dessas? Isso é um assassinato. E o pior é que a vítima não tem sequer defesa. Dizer que foi sem querer, que não tinha a intenção de engravidar, que a camisinha estourou, não é desculpa. Em pleno século XXI, com inúmeros recursos para evitar a gravidez, dar qualquer tipo de desculpa é simplesmente patético. Só engravida quem quer. Não me refiro à população que não tem o mínimo de recurso e informação. Refiro-me à grande parte da população que tem acesso a qualquer tipo de informação e trata o aborto como algo normalíssimo e corriqueiro. Tenho diversas pessoas conhecidas que já utilizaram de tal prática, e não foi só uma vez. A facilidade é um fator que colabora bastante para o abuso.
Como já devo ter deixado mais do que claro, sou completamente contra o aborto. Mas como tudo tem exceção, sou a favor para determinados casos, que com certeza seria muito doloroso para ambos, tanto para a mulher quanto para o bebê, porém necessário.
Quero uma criança só para mim!
Quero ter inocência e brilho no olhar como de uma criança!
Ninguém mais verdadeiro, mais inocente, mais ingênuo, mais doce do que uma criança. Mulher é um ser abençoado pelo fato de poder gerar um serzinho desse. Imagino que deva ser a coisa mais importante e linda da vida. Não que ser pai não seja algo maravilhoso na vida de um homem, e este têm uma porcentagem igual à da mãe na “fabricação”, mas quem tem o prazer e o gostinho de aquecer, alimentar e cuidar com todo carinho do bebê durante nove meses? Exclusividade feminina! Quem está lendo deve achar que já sou abençoada por este presente da vida. Mas não. Ainda não chegou a minha vez.
Vejo, com bastante freqüência, mulheres dizendo que não gostariam de ter filhos. Aceitável quando se trata de algum problema que a impeça. Agora, dizer que não gosta de criança é meio difícil de “entrar na cabeça”. Não é possível que uma mulher, digo mulheres de verdade, sensível, que tem o instinto à flor da pele, não suporte uma coisinha tão pura. Talvez seja um tipo de autodefesa para uma amargurada. Mas por que não assumir? Pode ser complicado para uma mulher dizer tão claramente o real motivo da amargura. Talvez não esteja preparada para suportar tamanha dor nem para si própria.
Para um homem um filho é sempre mais fácil do que para uma mulher. Ele nunca terá tanta responsabilidade quanto ela. Claro que digo isso levando em conta o casal tradicional: pai, mãe e filhinhos. O papel masculino é tão fundamental quanto o feminino, mas não se pode deixar de lado o lance de pele, de sangue, que a mãe é privilegiada por dividir durante todo o período da gestação. Não sei se isso é real, se rola mesmo, ou se é algo que acredito.
Hoje estava parada em frente a uma banca de jornal dando uma olhadinha nas noticias do dia e me deparei com uma cena triste e horrorosa: um feto, todo formadinho, com mãozinha, pezinho, orelhinha, olhinho. Meu coração ficou apertado. Fiquei agoniada. Como alguém tem coragem de fazer uma maldade dessas? Isso é um assassinato. E o pior é que a vítima não tem sequer defesa. Dizer que foi sem querer, que não tinha a intenção de engravidar, que a camisinha estourou, não é desculpa. Em pleno século XXI, com inúmeros recursos para evitar a gravidez, dar qualquer tipo de desculpa é simplesmente patético. Só engravida quem quer. Não me refiro à população que não tem o mínimo de recurso e informação. Refiro-me à grande parte da população que tem acesso a qualquer tipo de informação e trata o aborto como algo normalíssimo e corriqueiro. Tenho diversas pessoas conhecidas que já utilizaram de tal prática, e não foi só uma vez. A facilidade é um fator que colabora bastante para o abuso.
Como já devo ter deixado mais do que claro, sou completamente contra o aborto. Mas como tudo tem exceção, sou a favor para determinados casos, que com certeza seria muito doloroso para ambos, tanto para a mulher quanto para o bebê, porém necessário.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
ANTOPIA
Preto ou Branco? Qual é a diferença? Preconceito burro esse. Por que muita gente tem esse tipo de comportamento e sentimento? Coisa de ignorante mesmo. O ser humano tem o mesmo corpo, independente da cor, os sentimentos são os mesmos, só o que muda, neste caso específico, é a cor. Não digo especificamente só de pretos e nem só de brancos, digo de ambos. Rola preconceito de ambas as partes.
Fico pasma com a indelicadeza e a burrice que certas pessoas têm em relação às outras. Mesmo as pessoas mais sofridas, mais vividas ainda têm o conceito burro de acreditar que fatores genéticos interferem na personalidade e no caráter de outras. E uma maneira arcaica de encarar a vida e o próximo. Ainda que antigo, é um conceito totalmente descartável.
Chamar alguém de branquela é considerado crime?
Chamar alguém de gordo é considerado crime?
Chamar alguém de defeituoso é considerado crime?
Chamar alguém de doente é considerado crime?
Agora, por que chamar alguém de preto é crime?
É mais um fator para acrescentar ao racismo, afinal isso é totalmente preconceituoso. Qualquer forma de discriminação deveria ser considerada criminosa. Ninguém, independente da cor, ou qualquer outra característica, gosta de ser marginalizado, ignorado e insultado.
Quantas vezes já vimos grupinhos ignorarem uma pessoa porque era gorda, feia, doente, preta, branca, pobre? Isso existe para qualquer um que não se encaixe nos padrões atuais. Para ser inserida na sociedade a pessoa precisa ser magra, alta, linda, ter cabelos lisérrimos, ter um mínimo de condição ótima financeira, enfim estar dentro do que nos é imposto pela mídia. Mas será que se render é a solução? Se todos conseguissem ser realizados e felizes pela sua essência e não pela sua aparência, alcançaríamos a perfeição. Utopia total e absoluta!
Fico pasma com a indelicadeza e a burrice que certas pessoas têm em relação às outras. Mesmo as pessoas mais sofridas, mais vividas ainda têm o conceito burro de acreditar que fatores genéticos interferem na personalidade e no caráter de outras. E uma maneira arcaica de encarar a vida e o próximo. Ainda que antigo, é um conceito totalmente descartável.
Chamar alguém de branquela é considerado crime?
Chamar alguém de gordo é considerado crime?
Chamar alguém de defeituoso é considerado crime?
Chamar alguém de doente é considerado crime?
Agora, por que chamar alguém de preto é crime?
É mais um fator para acrescentar ao racismo, afinal isso é totalmente preconceituoso. Qualquer forma de discriminação deveria ser considerada criminosa. Ninguém, independente da cor, ou qualquer outra característica, gosta de ser marginalizado, ignorado e insultado.
Quantas vezes já vimos grupinhos ignorarem uma pessoa porque era gorda, feia, doente, preta, branca, pobre? Isso existe para qualquer um que não se encaixe nos padrões atuais. Para ser inserida na sociedade a pessoa precisa ser magra, alta, linda, ter cabelos lisérrimos, ter um mínimo de condição ótima financeira, enfim estar dentro do que nos é imposto pela mídia. Mas será que se render é a solução? Se todos conseguissem ser realizados e felizes pela sua essência e não pela sua aparência, alcançaríamos a perfeição. Utopia total e absoluta!
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Frase do Dia
"Se quiser ser feliz por um dia, vingue-se; se quiser ser feliz por uma vida inteira, perdoe."
terça-feira, 5 de junho de 2007
Depilação da Virilha
Gente, recebi este e-mail e não me contive. Tenho dever de postá-lo aqui e compartilhar com todas as mulheres do planeta...
Não podia deixar de publicar este e-mail que recebi. É super válido para a mulherada. É grande mas vale a pena ler para morrer de rir!
“Faz assim. Vai ficar lindo.”
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão das amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa, etc. eu imaginava que ia doer, porque ela ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma industria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era para fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã às... Deixa-me ver... 13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui eu. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, esbelta, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, sussurros. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou para mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável... até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para alguém me salvar. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo super natural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Elas recomendam as outras porque se cansam de sofrerem sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode hoje não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca é pra se fuder mesmo.
- Ah, arranca tudo vai. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, ta ficando linda essa depilação.
- Menina, mas ta cheio de pelo encravado aqui. Olha mais de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teles transporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram uns pelinhos, ta?
- Pode pinçar ta tudo dormente mesmo, não to sentindo nada.
Eu estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar pelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado para fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Como?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê, se é que vocês me entendem. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cú de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia mais nenhuma preguinha pra contar a história. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, me empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando para quem? Ninguém ia ver a tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar a maquininha.
- Que maquininha?
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Ta, passa logo essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E até que essa parte não doeu mesmo, pra dizer a verdade foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Ta linda! Pode namorar tranqüila agora.
Namorar... namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é muito bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei anti-depilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveasbucetaspeludas.com.br .
Não podia deixar de publicar este e-mail que recebi. É super válido para a mulherada. É grande mas vale a pena ler para morrer de rir!
“Faz assim. Vai ficar lindo.”
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão das amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa, etc. eu imaginava que ia doer, porque ela ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma industria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era para fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã às... Deixa-me ver... 13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui eu. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, esbelta, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, sussurros. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou para mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável... até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para alguém me salvar. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo super natural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Elas recomendam as outras porque se cansam de sofrerem sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode hoje não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca é pra se fuder mesmo.
- Ah, arranca tudo vai. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, ta ficando linda essa depilação.
- Menina, mas ta cheio de pelo encravado aqui. Olha mais de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teles transporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram uns pelinhos, ta?
- Pode pinçar ta tudo dormente mesmo, não to sentindo nada.
Eu estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar pelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado para fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Como?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê, se é que vocês me entendem. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cú de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia mais nenhuma preguinha pra contar a história. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, me empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando para quem? Ninguém ia ver a tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar a maquininha.
- Que maquininha?
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Ta, passa logo essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E até que essa parte não doeu mesmo, pra dizer a verdade foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Ta linda! Pode namorar tranqüila agora.
Namorar... namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é muito bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei anti-depilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveasbucetaspeludas.com.br .
sexta-feira, 1 de junho de 2007
AMIZADE RARA
Amizade é uma coisa engraçada. Sou uma pessoa de poucos amigos, mas pouco mesmo, mas em compensação, tenho a plena certeza que são pessoas reais, com qualidades e defeitos, que posso contar sempre, em qualquer momento da vida, seja ruim ou maravilhoso.
Tive um ex-namorado, um erro na vida, daqueles que todos têm que me dizia com a maior freqüência que eu não tinha amigos. Levando em conta que nenhum dos meus poucos gostava dele e eram completamente contra a tal relação doentia. Dizia que eu podia não ter muitos, mas os que tinha sabia que eram para a vida. O mais engraçado disso era que ele é (ou era) uma pessoa muito difícil, cheio de critérios loucos, daquele tipo que julga alguém só de ouvir falar, era uma pessoa meio superficial, não em relação à grana, em relação a sentimento. E, detalhe, uma pessoa que não era muito bem aceita por muitos. Não via relação nenhuma das pessoas que dizia serem amigos. Até nisso a qualidade supera a quantidade.
Tenho uma amiga tão amiga que parece que nos conhecemos de outras vidas. Sou tão desnaturada no papel de amiga, que a considero demais. Sabe àquela pessoa que temos certeza mais que absoluta que sempre, a qualquer hora, estará ao nosso lado? Para o que der e vier mesmo. Na minha visão, nem mereço tanto dela, pois sei que deixo muito a desejar. Mas por outro lado fico tranqüila só dela saber que meus sentimentos por ela são mais do que verdadeiros. De troca, acho que ela é a minha melhor amiga, que faria de tudo para me ver feliz e bem, e, da minha parte o desejo é o mesmo.
Fico feliz também por saber que tenho amigas que fazem parte da minha família. Não que os outros não sejam considerados como membros da mesma, mas falo na família de sangue. Sou muito amiga da minha irmã e sou feliz por isso. Apesar da diferença de idade de quatro anos, somos muito ligadas e superamos, ou tentamos todas as diferenças, sejam elas relacionadas à idade, relacionada à personalidade, enfim, todas mesmo. Tenho orgulho da nossa relação, e essa, tenho mais que certeza ser eterna. Assim como a relação que tenho com minha mãe. Essa foi complicada de conquistar, afinal ela é totalmente responsável por quem sou hoje. Conflitos e brigas, muitas diferenças também foram superadas para essa conquista tão importante na minha vida. Ah, primas também. Tenho umas primas que só tenho a agradecer a Deus por existirem e me fazerem tão bem. São pessoas que me apóiam e acreditam no meu potencial. Ou seja, tenho poucos, mas prefiro continuar na alta qualidade.
Tive um ex-namorado, um erro na vida, daqueles que todos têm que me dizia com a maior freqüência que eu não tinha amigos. Levando em conta que nenhum dos meus poucos gostava dele e eram completamente contra a tal relação doentia. Dizia que eu podia não ter muitos, mas os que tinha sabia que eram para a vida. O mais engraçado disso era que ele é (ou era) uma pessoa muito difícil, cheio de critérios loucos, daquele tipo que julga alguém só de ouvir falar, era uma pessoa meio superficial, não em relação à grana, em relação a sentimento. E, detalhe, uma pessoa que não era muito bem aceita por muitos. Não via relação nenhuma das pessoas que dizia serem amigos. Até nisso a qualidade supera a quantidade.
Tenho uma amiga tão amiga que parece que nos conhecemos de outras vidas. Sou tão desnaturada no papel de amiga, que a considero demais. Sabe àquela pessoa que temos certeza mais que absoluta que sempre, a qualquer hora, estará ao nosso lado? Para o que der e vier mesmo. Na minha visão, nem mereço tanto dela, pois sei que deixo muito a desejar. Mas por outro lado fico tranqüila só dela saber que meus sentimentos por ela são mais do que verdadeiros. De troca, acho que ela é a minha melhor amiga, que faria de tudo para me ver feliz e bem, e, da minha parte o desejo é o mesmo.
Fico feliz também por saber que tenho amigas que fazem parte da minha família. Não que os outros não sejam considerados como membros da mesma, mas falo na família de sangue. Sou muito amiga da minha irmã e sou feliz por isso. Apesar da diferença de idade de quatro anos, somos muito ligadas e superamos, ou tentamos todas as diferenças, sejam elas relacionadas à idade, relacionada à personalidade, enfim, todas mesmo. Tenho orgulho da nossa relação, e essa, tenho mais que certeza ser eterna. Assim como a relação que tenho com minha mãe. Essa foi complicada de conquistar, afinal ela é totalmente responsável por quem sou hoje. Conflitos e brigas, muitas diferenças também foram superadas para essa conquista tão importante na minha vida. Ah, primas também. Tenho umas primas que só tenho a agradecer a Deus por existirem e me fazerem tão bem. São pessoas que me apóiam e acreditam no meu potencial. Ou seja, tenho poucos, mas prefiro continuar na alta qualidade.
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