sexta-feira, 22 de junho de 2007

BRIGAS COVARDES

Sei que muitas vezes é inevitável, mas brigar leva a que? Putz fico com a energia esgotada depois de uma. Sinto-me fraca, com uma vontade incontrolável de chorar e sumir da face da terra. Para se meter numa tem que ter disposição. Ninguém merece. Até para brigar temos que estar dispostos. Quando somos pegos de surpresa por uma, dependendo do clima que nos encontramos, é necessário juntar forças num curto período de tempo para partir para guerra. Não é nada mole gritar, ofender e ser ofendido, falar o que não estamos prontos para falar e ouvir o que também não estamos prontos para ouvir. Se a surpresa que nos pega é boa, não precisamos nem de preparação. Mas quando esta é uma bomba, sem dúvida nenhuma é quase um choque.
Ontem à noite fui obrigada a participar de uma discussão que me fez chorar. Tudo bem que não é difícil me fazer chorar. Como diz minha mãe, choro até se vejo um poste torto na rua. Sinto-me enfraquecida. E o pior é quando as brigas ou discussões são sempre pelo mesmo motivo. Causa-nos a sensação de freqüentemente ter algo mal resolvido, pela metade. Se toda briga terminasse com um ponto final no assunto, talvez fosse até melhor sua existência. Tornar-se-ia página virada. Outras ainda viriam, claro. Tocar na mesma tecla o dia inteiro, o mês inteiro, o ano inteiro e a vida inteira é foda.
Pior ainda é quando o briguento que inicia a guerra toda, só fala e não deixa espaço para a outra parte se posicionar. Daí vira um inferno e o clima que já está pesado, pega fogo. O iniciante, quando parte para o ataque, provavelmente está no pico da adrenalina, e por isso não deve conseguir se conter. O que rola também é que nunca estamos preparados para ser atacados, e assim se inicia o “toma lá dá cá”, e se transforma numa bola de neve interminável. Ninguém dá o braço a torcer. Todo mundo começa a falar junto, a voz vai se elevando até se tornar um berro (um não, vários). Todos perdem a cabeça e o final você já deve conhecer né? Se não consegue, tente.

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