sábado, 10 de novembro de 2007

“De tédio o brasileiro não morre - só de susto”

Ferreira Goulart

sábado, 3 de novembro de 2007

Eu já perdoei erros imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei prá proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado, mas também fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida... e você também não deveria passar!
Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a viva e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
por que o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITA para ser insignificante.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."

domingo, 28 de outubro de 2007

PAPI E MAMI TAMBÉM ERRAM

Por Júlia Lacerda

Por que nossos pais têm certa mania de cobrar de nós, filhos, tomar atitudes que nem os próprios tomam? Fico embabacada com isso! Sempre que rola uma cobrança lá em casa, penso nisso. Claro que o papel deles é educar, ensinando o bom comportamento e a exemplar conduta que todo ser humano deveria conter em seus valores. E, convenhamos, não deve ser tarefa nada simples ser responsável pela formação de um ser humano.

Quando somos crianças, tudo certo. Não temos muita noção do que é certo e errado e nem a noção da proporção da gravidade que certas atitudes podem resultar. E, quando vemos que nossos pais estão fazendo exatamente algo que ensinaram ser errado, ingenuamente perguntamos se está correta tal atitude. Adivinhe qual é a resposta? ‘Mas essa situação é diferente... blábláblá. Até que um belo dia, alcançamos a maioridade e já conseguimos enxergar que papai e mamãe, e seus conceitos de um ser humano perfeito, não passam de fachada. Descobrimos que a perfeição não existe. Nossa visão muda e passamos a enxergar que a situação dita por eles como diferentes, tem a mesma razão das nossas, e cabe somente a nós decidir sermos como eles ou como os ensinamentos passados pelos mesmos. O bom de crescer e amadurecer é que se aderirmos o mesmo caminho, teremos respostas prontas, na ponta da língua, para a grande defesa quando exigirem de nós, simples mortais, o comportamento dito correto. É, talvez essas cobranças se fazem constantes por acreditarem que os filhos são eternas crianças. Isso é foda! Aí rola a famosa resposta quando encaram um contra-ataque: ‘exatamente porque sou assim e é uma coisa ruim que digo para fazer o contrário’. Aja saco e paciência! Na minha cabeça, só podemos cobrar do outro o que somos e fazemos. Lembrando que exclusivamente neste caso eles têm uma ótima ‘carta na manga’: são pais.


Você já deve ter passado por algumas situações relacionadas a isso. Como... quando pedimos um chocolate e mamãe responde que não tem dinheiro, e sabemos que tem. Quando estamos com mamãe na rua e ela encontra um conhecido que aproveita a oportunidade para fazer um convite, e não querendo ir, se desculpa dizendo que já tem outro compromisso, sendo que a tal data cai exatamente no dia em que tirou para descanso. Descansar é necessário e não é isso que está em questão. Você deve ter pegado a exata intenção das situações aqui expostas. A desculpa destas é que são mentirinhas pequenas, que não interferem na vida de ninguém. Deixemos de lado a classificação da mentira: é ou não é mentira?

Os pais projetam nos filhos sonhos e grande desejo de obter sucesso na criação.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes.

sábado, 20 de outubro de 2007

O Caminho da VidaO caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.A cobiça envenenou a alma dos homens... Levantou no mundo as muralhas do ódio... E tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

“Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer.”

terça-feira, 2 de outubro de 2007

ESPAÇO DO CORAÇÃO

Por Júlia Lacerda

É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Que pergunta difícil. Pra mim não é. Pelo menos por tudo relacionado a esta questão na minha vida até hoje, a resposta é simples. Nunca consegui tal façanha. É bom também esclarecer que não me refiro a amor de pai e mãe pelos filhos, amor de amigos, e sim de amor entre duas pessoas que se conheceram em função de destino ou do que você acreditar. Amor de mãe é incontestável. Não é à toa que “em coração de mãe sempre cabe mais um”.

Quando se trata de relacionamento amoroso, a questão é mais complexa. Engloba o exercício que ambas as partes fazem para que a relação se firme e seja construída de maneira mais concreta possível. São duas pessoas que não se conhecem cruamente na intimidade ou por sentir afinidade ou qualquer outro sentimento que o valha, optam por estarem juntos. O ‘não se conhecer’ tem que ser relevado, pois acredito na transformação diária do ser humano. Claro que o caráter, os pensamentos, a convivência, são fatores que colaboram para a junção. Porém, muitas vezes acreditamos cegamente que conhecemos tudo da pessoa, e, sem mais nem menos, levamos um balde de água fria, uma porrada mesmo, quando o outro nos surpreende com um lado que nunca poderíamos sonhar que existia. A opção de estar junto, passar a dividir sua intimidade com alguém, é só e somente só sua e de mais ninguém. Depois de ter passado por poucas e boas, de tomar vários baldes de água fria, de ficar quase preta de hematoma em decorrência da quantidade de porrada, aconselho que pensem muito antes de dividir sua vida com alguém que você acha que é especial. Viva com calma e perceba cada atitude e gesto do pretendente com as pessoas que convivem ao redor dele, poderá fazer uma enorme diferença no futuro.

Meu coração tem somente uma vaga a ser preenchida para este tipo de relacionamento. Provavelmente o espaço reservado para tal sentimento não é muito vasto, afinal, não consigo preenchê-lo com duas pessoas. Ao me envolver com duas pessoas tenho a sensação de que uma está sobrando. Talvez possa considerá-lo egoísta. Dar prioridade e todo sentimento que aquele cantinho especial reserva para somente um ser pode suar um tanto egoísta. Isso eu não tenho como controlar. E também nem sei se quero. E não duvido de quem diga que consiga. Cada indivíduo tem um coração diferente, e provavelmente o tamanho e espaço reservado para cada aspecto da vida também o é. Pode ocorrer também das pessoas confundirem os sentimentos e acreditarem que paixão é amor. A confusão é tremenda e os sentimentos são constantemente confundidos ainda que muito diferentes e distantes um do outro. E um pode acabar se transformando no outro. Sou capaz de largar um amor em função do fogo e intensidade de uma paixão.

domingo, 30 de setembro de 2007

PALAVRAS

por Júlia Lacerda

Trocar idéia e experiência só tem a acrescentar na nossa vida. Já parou para prestar atenção como é gostoso sentar com alguém que contas histórias vividas? Não é maravilhoso poder enriquecer a mente? Um papo descontraído com alguém que não tem nem formação acadêmica, mas tem uma bagagem recheada de conteúdo de vida, de emoções, de situações. Essas pessoas agradáveis são praticamente um livro ambulante. Fazem-nos transportar para uma situação que nunca tivemos a oportunidade de vivenciar, mas que “viajamos”, imaginando lugares e pessoas. Idosos então... Sentar com um é viajar num tempo que não conhecemos, e, ao mesmo tempo, conseguimos nos transportar para locais que existem e conhecemos. Claro, que como sempre deixo bem explicado, tudo tem sua exceção. Ou você acha que todos idosos são fofos e frágeis? Errado. Conheço inúmeros que merecem a solidão. Porém este assunto rende outra pauta.

Quem me conhece ou conhece minha família, sabe que temos um restaurante. Lá é o pico do bom papo. É o ponto da troca. Passar uma tarde sentada lá é sinônimo de sair quase trilhar daria de contos. Lidar com o público é uma experiência cansativa, mas muito boa neste aspecto. A variedade de pessoas com humores diferentes, manias diferentes, educação diferente, sem educação diferente etc.. Mesmo as mais complicadas de entender são hiper interessantes. Qualquer coisa que não nos priva e nem nos tira nada é super e ultra válido. O triste é que temos a dimensão da quantidade de pessoas solitárias e problemáticas existentes. Ta. Tudo bem. Todo ser humano é problemático. É que nos deparamos com pessoas que têm problemas muito mais sérios do que os nossos, e começamos a repensar sobre os nossos e ver que reclamamos por muito pouco. Temos uma certa tendência a achar que os nossos são muito maiores do que os dos outros, que sofremos muito mais. Problema é o tipo de coisa que não temos como comparar. Cada um tem o seu e sabe da sua dimensão.

Tem muita gente chata, que fala coisa desnecessária.

Tem gente que só sabe falar de desgraça.

Tem gente que só fala de remédios e doenças, mais conhecidos como hipocondríacos.

Tem gente que só fala de si.

Tem gente que não fala nada com nada.

Tem gente que parece uma metralhadora disparando palavras.

Tem gente tão ansiosa que sai atropelando tudo, a gente nem entende.

Tem gente que fala nossa língua.

Tem gente que fala, mas não diz nada.

Tem muita gente que só fala de coisa fútil e descartável.

Mas também tem gente que fala só com o olhar.

Tem gente que sabe expressar um sentimento de valor enorme somente com uma palavra.

Tem gente de fala carinhosa e amável.

Tem gente que fala grosso.

Tem gente que fala fazendo cara.

Tem gente que não solta um pio.

Tem gente que fala tão admiravelmente que torcemos para que a conversa nunca acabe.

Grande parte delas perdem grandes oportunidades de permanecerem caladas.


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

PODEROSO CHEFÃO

por Júlia Lacerda

Pessoas poderosas. “Ele é poderoso!” quem nunca falou esta frase ou não gostaria de ser o sujeito dela? O mundo deseja o poder. Você conhece alguém que não gostaria de tê-lo nas mãos? A palavra é tão “poderosa” que só de falar já enchemos a boca e dá até um certo medo. Ao escutá-la, é tão forte, que nos causa a impressão de que a pessoa considerada poderosa consegue alcançar todos seus objetivos na hora que deseja. Não é mesmo? E quem não gostaria de ser assim? Mas quem disse que a impressão condiz com a realidade? Nem sempre o que parece é.

Existem inúmeras maneiras de exercer o poder. Os pais exercem certo poder sob os filhos, dando educação e dizendo como cada coisa e situação deveriam ser realizadas de maneira mais correta, ou da maneira que acreditam ser correta. O empresário, dono de algum estabelecimento, dá ordem a seus subordinados para que trabalhem visando alcançar seus objetivos. O executivo cumpre ordens e dá ordens, dependendo de seu cargo na empresa que atua. O autônomo é dono de seu próprio negocio e de seu próprio poder. O grande lance é que muitos desses “poderosos” não sabem ou confundem o verdadeiro sentido da palavra, afinal ter poder não significa menosprezar, destratar, humilhar os que convivem ao seu redor, seus subordinados. O pior é que grande parte do grupo que é “vítima” dos “poderosos falsificados” precisam se submeter a qualquer tipo de humilhação porque dependem financeiramente do emprego. O que fazer numa situação desta? Difícil! Qualquer forma de dependência é uma merda, mas vamos entrar nesse mérito outro dia. Não podemos generalizar e achar que todas as pessoas privilegiadas pelo poder se comportam da mesma maneira. Provavelmente muitos deles tem respeito pelo ser humano e se portam de forma correta diante de qualquer situação, afinal estes também são e não estão protegidos por nada que qualquer outro não esteja. Respeito é bom e todo mundo gosta (só tem que aprender a dar).

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ESTADO DE ESPÍRITO

por Ivan Freitas

Para criar oportunidades de bem viver não se faz necessário nenhum dom especial, somente um bom estado de espírito. Isso significa dizer que todas as informações que chegam até nós a cada momento, devem passar pelo filtro do discernimento. Sendo assim, aproveitamos somente aquilo que faz bem, que traz alento e que fortalece a alma. Porém, quando imersos em uma aura pesada de más informações ou cercado por uma atmosfera densa de situações críticas, o melhor é parar e ouvir a voz interior. Aquietar o coração e os sentidos é o melhor a fazer nestes casos. Isso não significa alienação e sim uma maneira eficaz de colocar em ordem o que serve ou não para o seu dia a dia.

sábado, 22 de setembro de 2007

TRATAMENTO QUE VOLTA

Por Júlia Lacerda

Hoje o assunto em pauta é – tratar as pessoas bem. Muito subjetivo, porém essencial para o bom relacionamento humano. Nessa correria em que vivemos nos nossos dias atuais, fazendo tudo com tanta pressa, muitas vezes deixamos de lado a sensibilidade no tratamento com o outro. Nem todos têm o hábito e a educação de sorrir pela manhã, logo que levanta da cama, e dar um “bom dia” para aqueles que convivem. Ok que existem dias que nosso humor não está muito bom, mas daí ignoramos a presença das pessoas que nos cerca. Se estivermos com problemas, seja ele qual for ninguém tem nada a ver com isso. O problema é nosso e por isso somos os maiores e únicos responsáveis para contorná-los e não deixar que este influencie no relacionamento pessoal. Se tem uma coisa que levo comigo para a vida, talvez possa até chamar de uma filosofia, é não fazer com os outros o que não quero que façam comigo.

Bom, para explicar melhor o porquê de escolher tal tema para desenvolver, contarei um episódio ocorrido ainda hoje no nosso restaurante. Estava lá pela manhã e uma cliente, que freqüenta diariamente, passou e perguntou por minha mãe, que raramente se ausencia. Como esta não estava a cliente me entregou um raminho de flores para que colocássemos num jarro onde minha mãe põe para dar um ar mais alegre no ambiente. Muita gentileza sem nenhuma obrigação. Pessoas assim ainda existem! Ao me entregar a delicadeza, disse que merecíamos por sermos fofas e sempre muito gentis com ela. Isso só vem a confirmar a velha história que recebemos o que damos, de que tudo na vida é uma troca. Diversas situações da vida se tornariam muito mais agradáveis se a pessoa em questão tivesse no sangue a boa vontade, o respeito, a educação. Talvez para você isso não signifique tanta coisa e não faça tanta diferença. Ah, mas pra mim faz, e se faz. No escritório sou obrigada a conviver com telefonemas de gente grosseira, que não se permite ter uma boa relação com colegas profissionais, o que leva a pensarmos que se na relação profissional age de tal forma, imagina em outras áreas da vida. Odeio sentir pena, mas neste caso, não tenho como sentir outra coisa. Mas graças ao Deus Pai (breguérrimo!) nossa população é constituída de outros tipos de seres bem mais agradáveis ou até mesmo apáticos. Convenhamos antes apático que antipático. Têm pessoas que sinto certo prazer em falar e até faço questão; são àquelas super educadas, simpáticas, bem-humoradas, que têm o poder de transformar um trabalho extremamente chato em algo super bacana.

Um “bom dia”, um “obrigado”, enfim, estes tipos de gentilezas deveriam estar incorporados em qualquer pessoa que convive em sociedade. Um simples gesto que não lhe custa nada pode trazer uma felicidade impagável ao próximo. Quando damos um sorriso a um desconhecido e este devolve com o mesmo gesto, por mais banal que possa soar, é algo prazeroso que traz uma sensação boa. Não me peça explicação porque simplesmente não a tenho.

Que bom que diferenças existam e possamos valorizar e parabenizar a simplicidade, humildade e humor de parte dos humanos que nos cercam.


terça-feira, 18 de setembro de 2007

AOS VENDEDORES DE ILUSÃO

Por Fernanda Young

Prezados senhores:Lamentamos informar que estamos terrivelmente decepcionadas com os seus produtos. Primeiro, vocês nos venderam a ilusão de um Príncipe Encantado, mas ele nunca chegou. Depois, nós compramos a idéia de um Novo Milênio, que chegou todo estragado. Mais recentemente, fomos levadas a acreditar que Seios Maiores nos trariam a felicidade. Porém, nada mudou.Até quando vocês vão continuar assim, enganando nos dessa maneira? Nossa paciência tem limite. E não foram essas as únicas ilusões que alimentamos ao longo dos anos e deram problemas. Vejam a lista:

ORGASMO VAGINAL - Fomos convencidas por especialistas de que poderíamos obter o orgasmo através da simples penetração, sem a estimulação do clitóris. Não apenas terminamos, todas, frustradas em nossos investimentos nesse sentido, como também tivemos de forjar falsos resultados para os nossos parceiros no negócio, a fim de evitar maiores danos.

BRASIL, O PAÍS DO FUTURO - Venderam-nos essa idéia por anos seguidos, através de fartos investimentos publicitários. Pois bem, o futuro chegou e continua a mesma porcaria. Disseram também que o grande problema do país era a dívida externa, algo sem solução ou remédio. Agora, de repente, essa dívida deixou de existir e ninguém toca mais no assunto.

NOVIDADES CONTRA CELULITE - Todo dia, vocês nos empurram uma nova solução definitiva para as celulites em nosso corpo, uma mais sensacional que a outra. Se juntassem todo o dinheiro já gasto pelas mulheres nessa luta inglória, daria para acabar com a fome no mundo.

HOMEM FIEL - Neste caso, venderam-nos algo que simplesmente não existe. Não há um só fato científico que comprove a existência de um ser humano masculino adepto da fidelidade - ao contrário, todas as experiências indicam que tal fenômeno é realmente impossível. Com uma agravante: não é a primeira vez que somos levadas a crer em uma coisa inexistente. Há quem compre, até hoje, as ilusões da Família Unida, do Político Honesto e da Amizade Colorida.

LÁBIOS CARNUDOS E NATURAIS - Lábios carnudos só ficam naturais nas mulheres que nasceram com eles - as sortudas. No resto de nós, o mais natural que eles ficam é parecer com picadas de abelhas. Resultado: milhões de mulheres com a mesma boca equivocada. Nos dias de hoje, não conseguimos mais diferenciar quem apanhou do marido ou quem passou no dermatologista.

Assim sendo, como estamos dentro do prazo para reclamações, e constatando que essa série de defeitos compromete seriamente o bom funcionamento de nossas vidas, solicitamos imediata solução de nossos problemas através da substituição dos referidos produtos por outros da mesma espécie, em perfeitas condições de uso. Ou seja: nós exigimos novas ilusões, o mais rápido possível. Senão, seremos obrigadas a tomar uma medida extremamente desagradável: encarar a dura realidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

SEJA UM IDIOTA

Por Ailin Aleixo

Seja um idiota...
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. A vida já é um caos. Por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes,separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele!

Milhares de casamentos acabaram não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?

Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não!
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Brincar é legal! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."


Albert Einstein

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

“Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles.”


Adlai Stevenson

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

PRA QUE

Tem coisa que não adianta nem falar, que depende só da pessoa para tomar atitude. Minha explicação ficou um tanto confusa. Então darei um exemplo para que entendam melhor a minha “viagem filosófica” de hoje. Seguinte, sou fumante. Amo fumar e sei de todo mal que o cigarro causa, portanto, se tenho consciência disso, não adianta vir um pentelho falando para parar. É o tipo de coisa que só objetivamos com muita força de vontade e propriamente vontade em si. Força de vontade e vontade são coisas distintas. A força de vontade é conseqüência da própria vontade. Shiiiii acho que estou deixando você mais confuso ainda. Certos pensamentos formados por nós são complicados quando resolvemos passar para o papel.

Muitas coisas da minha vida têm base nesse meu pensamento. Meus desejos e planos futuros são impulsionados e dependentes da força de vontade para serem alcançados. Quem não tem tal tipo de necessidade não deve sequer imaginar o quanto é difícil colocar em prática. Através dela, mudamos hábitos de vida e para vida e, por isso é significante e marcante na vida de alguém. Qualquer coisa que envolva a mente é uma baita luta e para vencer esta é preciso garra e muito objetivo. Desistir é um verbo que não pode se incluir no enredo. Não pode nem existir a dúvida. Tudo que almejamos tem que vir acompanhado de muita fé e credo. Qualquer vacilo pode ser fatal.

Você já passou por essa situação de algum pentelho vir encher o saco porque você está fazendo algo errado ou porque está fazendo algo que não faça bem à saúde? Provavelmente. O inconveniente já tem frases prontas como: “cigarro faz mal à saúde”, “cigarro mata”, “como você engordou”, “como você está magra”, “como você está abatida”... Puta que pariu, põe inconveniência nisso! Certamente a pessoa que é a vítima do inconveniente tem noção de tudo que ele fala. Todo fumante sabe do malefício do cigarro. Toda pessoa que está fora de forma, provavelmente tem espelho em casa. A pessoa que está abatida sabe dos problemas que passou ou que está passando para que esteja com tal aparência. Esse tipinho não perde a oportunidade de ficar calado. Pra que falar um negócio desses? Totalmente desnecessário!

Suponhamos que o fumante sente prazer ao colocar um cigarrinho na boca, e mesmo sabendo a conseqüência que pode trazer para o futuro, acha que vale a pena. Por experiência própria, não posso nem dizer se largar o vício é tão complicado como dizem, mas por ser um vício é bem provável que sim. Penso em parar um dia, porém essa vontade é inexistente, pelo menos por enquanto. Em relação ao mal que causa, tenho a plena consciência. Acima de qualquer coisa, acredito que todo ser humano tem que fazer o que traz retorno para satisfação, isso sem comprometer o próximo.

É terrível quando estamos por momentos péssimos na vida e em decorrência disso o nosso físico é modificado, como engordar ou emagrecer demais. Também sou craque neste assunto e posso afirmar que não é nada fácil lidar com isso. Mas para quem não tem senso nenhum e vê isso como um desleixo, não poupa a vítima da história toda e chama atenção, muitas vezes até mesmo na frente dos outros, sendo estes conhecidos ou não. Conclusão, nos sentimos pior ainda e só agrava a situação interna.

Eu só te faço uma pergunta: pra quê?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A VIDA COMO O ARTISTA QUER


Assim como tudo na vida, cada profissão tem seu lado. Algumas têm um peso gigantesco relacionado à vida pessoal, como artistas, que estão sempre muito expostos à mídia. Dependendo do ponto de vista, podemos afirmar que carreiras com grande grau de exposição acabam tornando públicas intimidades. Baseado no que vejo na televisão e leio em sites, jornais ou revistas, muitas celebridades não sabem lidar com o assédio, tanto do público como da própria imprensa, e acabam agindo de forma agressiva. Realmente deve ser complicado lidar com fama e sucesso, mas como tudo tem seu preço...

Não sei se posso me considerar uma pessoa radical em relação ao meu ponto de vista diante do assunto. Nem todo ator tem o salário maravilhoso que achamos. Até aí, ok. Ah, ainda não estou falando sobre a questão dos paparazzi, e sim sobre certos trabalhos que seriam bacanas os atores realizarem para divulgar o trabalho da emissora, ou até mesmo a própria imagem, e satisfazerem suas legiões de fãs. Muitos artistas se fecham simplesmente quando não estão a fim de fazer nada e conseqüentemente não estão precisando da mídia para projeção da própria imagem. O barco não pode navegar por este rumo. Como sempre digo, a vida é uma troca. Sei o quanto é delicado conciliar agenda quando se está gravando novela ou quando se está quase 24h num set de filmagem para a realização de um filme. Porém não se pode ignorar a mídia quando não se está precisando e quando há necessidade de divulgação de qualquer trabalho que deseja estampar na imprensa.

Não consigo entender muito esse lance de fãs alucinados, que se dispõem a seguir os ídolos para onde quer que seja, que levam presentes e choram, chegando até a desmaiar quando os encontram. Na minha cabeça isso é muito louco. Não posso julgar simplesmente pelo fato de nunca ter tido tal sentimento. Fico imaginando que essas pessoas não devam ter nada para fazer da vida, afinal estão sempre disponíveis. Ser fã? Bacana. O único problema é essa ligação se tornar doentia. Esse amor e carinho que sentem por seus ídolos não podem ser ignorados por estes. O mínimo que um artista tem que dar para seus fãs, retornando o sentimento que eles depositam para destacá-los ainda mais e colaborando para seu grande sucesso, são matérias e palavras de carinho. Custa reconhecer a dedicação e atenção que estas pessoas depositam neles?

Agora sim vamos falar dos polêmicos paparazzi. Deve ser muito irritante ter sempre um pentelho vigiando cada passo que a pessoa dá. É preciso ser malabarista para ser celebridade. Sim, porque artista, o malabarista também é. Com o aparecimento desses novos profissionais, a vida das chamadas estrelas se expôs ainda mais para o grande público. Fazer um programinha de família em plena tarde de domingo, como almoçar fora, que todo ser humano, digamos “normal”, pode fazer, é totalmente impossível sem que seja fotografado e no dia seguinte estampar uma coluna de fofocas ou até mesmo a capa de um jornal, que com toda loucura que vivenciamos atualmente, não deve ter nada mais significante para destacar. A justificativa dos prós paparazzi é que esse tipo de futilidade e inutilidade que aguça a curiosidade da maioria. Diante de tanta tragédia, a população deve usar como válvula de escape, notícias que não causem tanto impacto e revolta no dia-a-dia.

Chegamos ao lado bom e glamuroso da profissão. Uma coisa que está presente neste mundo representativo e que enriqueceria qualquer ser humano que tivesse a oportunidade, é conhecer culturas e línguas diversas, atividades físicas que talvez nunca tiveram interesse de realizar e quando o fazem, descobrem uma paixão para a vida inteira, lugares que despertam interesse e marcam por suas peculiaridades e riquezas (não só financeiras). Essas coisas bacanas e interessantérrimas são realizadas para locação de trabalhos ou para laboratório referente à formação de uma personagem. Falando em personagem, deve ser muito bom encarnar personalidades distintas, cada uma com caráter próprio, podendo sentir um pouco na pele como é ser uma pessoa que jamais seria em detrimento da sua personalidade. Louco, né? Mas deve ser engraçado ser vilão num ano, e no próximo, ser mocinho.

sábado, 1 de setembro de 2007

VAIA JUSTA


Em plena madrugada de sábado e eu em casa assistindo televisão. Sabe aquele horário que você pega o controle remoto e vai passando de canal em canal e nada? Passei exatamente por esta situação no sábado, porém, ao menos desta vez tive a sorte do programa Saia Justa do GNT estar falando de um assunto que me interessa e muito. Na primeira versão do programa as debatedoras tinham mais afinidade o que acabava o deixando mais interessante e com uma pontada de polêmica. A verdade é que a Fernanda Young faz uma falta gigantesca. As opiniões e colocações dela eram únicas e sempre seguidas de muito humor e inteligência. Não que as integrantes atuais não tenham qualidades significantes, mas como é um quarteto composto por mulheres, cada uma com a sua personalidade, qualidade e defeito, é super essencial que role um entrosamento e a famosa química.

Antes que falar do assunto que me prendeu ao programa, já que acabei entrando no mérito das integrantes, que tal relembrarmos algumas e comentarmos sobre as atuais? Para mim as mais marcantes são: Rita Lee, Fernanda Young, Monica Waldvogel, Luana Piovani, Betty Lago, Maitê Proença, Márcia Tiburi e Soninha.

Rita Lee – figuraça, só de olhar a imagem dela já dá para ver que é uma pessoa cheia de personalidade e singular. Muitas vezes se mantinha quieta, sem dar uma palavra, porém quando o assunto a aguçava, disparava com suas opiniões, grande parte radicais e, no meu ponto de vista, ótimas.

Fernanda Young – a considero a melhor que se sentou naquele sofá até hoje. Adora falar, principalmente quando se trata de assunto polêmico, e consegue que suas opiniões sejam ainda mais polêmicas do que o próprio tema. Gente, ela é demais! Não é aquele tipo de inteligência quadrada e cheia de pudor, consegue ser magnífica até falando de sacanagem.

Monica Wadvogel – sua presença é um ponto de equilíbrio. Como jornalista é, ou tenta ser imparcial de acordo com o tema central. Muitas vezes, como o programa trata de assuntos atuais e polêmicos, é pressionada pelas colegas para se expor mais e sair de cima do muro. Mesmo passando este equilíbrio, consegue se expor sem chamar muita atenção, sempre discreta.

Luana Piovani – para mim falar dela é complicado pois não vou muito com a acara dela por suas posições diante da mídia. Isso é coisa minha... Pela imagem que ela me transmite, se acha demais e descara isso se tornando uma personalidade antipática. Achismo de lado, as opiniões dela davam um ar apimentado. Talvez até pela autoconfiança exacerbada, é muito sincera e não tem papa na língua, o que é admirável em se tratando de uma pessoa publica nos dias de hoje. Sim, porque às vezes tenho a impressão de ainda vivermos numa ditadura, onde pessoas que fazem a diferença para a opinião pública se escondem e evitam assuntos que podem envolvê-los em situações desagradáveis.

Betty Lago – prepotente, engraçada, estilosa e autoconfiante em excesso. Adora cutucar as colegas de sofá.

Maitê Proença – das atuais, sem dúvida nenhuma é a melhor. Moderna e ao mesmo tempo cheia de valores, o que a torna essencial. Tem um tom de ironia e também não tem papas na língua. Coloca-se de maneira clara e tem a sensibilidade feminina.

Marcia Tiburi – simplesmente por ser uma filósofa, viajar na mente é o seu grande forte. Dependendo do assunto em pauta, pode ser chatinha viajando ao extremo ou super pé no chão. Conhecedora das palavras consegue se expressar de uma maneira gostosa e leve quando não leva suas viagens para destino tão longo. Quando está inspirada tem posições sensacionais.

Soninha – muito petista demais. Acaba levando muita coisa para o lado político. Não posso me dar o luxo de falar muito sobre, porque não a conheço para tal.

Preparados? Então vamos lá. Quando tirei o botão do controle e estacionei no canal, o tema eram as vaias para o ilustríssimo durante a cerimônia de abertura do Pan. Falando neste assunto, fiquei super chateada quando fui postar um texto que escrevi contendo este tema, e por um erro o texto foi para o buraco negro do computador e não achei mais. Claro e lógico que cada uma tinha um ponto de vista diferente, porém só uma não concordava com a atitude da população, a Soninha. A Maitê Proença tirou as palavras da minha boca quando disse que se sentia de alma lavada com o fato e que a justificativa do governo, dando a entender que o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, tinha armado toda a situação, como se este tivesse tamanho poder em suas mãos. Outro fator também comentado foi a gigantesca vaidade do presidente supondo que não merecia este tipo de coisa, como se a população estivesse satisfeitíssima com a direção que o governinho dele tem tomado. Cara de pau!

Parabenizo o programa e suas colocações hiper importantes quando nos sentimos vazios em relação a debates de conteúdo na nossa televisão. Em tempo de crise, formadores de opinião têm que vir a público e de alguma forma tocar a população para que esta se mexa.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

EU AINDA NÃO VI "TROPA DE ELITE"


Li esta crônica/crítica escrita por Arthur Xexéo para o Segundo Caderno do jornal O Globo e achei muito interessante. Por isso resolvi postá-la para vocês. Segue abaixo.

Eu ainda não vi ‘Tropa de Elite’

Mas já adianto que é o melhor filme brasileiro do ano e que merece estourar nas bilheterias.

Estava pronto para dedicar esta coluna ao fato de que, a pouco de mais de um mês de sua estréia, “Tropa de Elite” já pode ser considerado o melhor filme brasileiro do ano. Mas essa disposição só durou até ler, ontem, aqui no Globo, o artigo do diretor do filme, José Padilha. Irritado, com toda razão, por ter seu filme pirateado, Padilha não livra a cara de ninguém na cadeia produtiva do disco pirata. Nem do consumidor. “Aos compradores dos produtos piratas, quero lembrar que esses indivíduos (empresários e trabalhadores que investiram o seu suor, o seu tempo e o seu dinheiro para criar um filme, uma música ou um software) têm família, e também precisam de suas rendas para sobreviver”.

Temendo que, hoje ainda, eu seja convocado para prestar depoimento em alguma delegacia, prefiro dizer que não vi “Tropa de Elite”. Poderia fazer como o presidente Lula, que, flagrado assistindo a uma cópia falsificada de “2 filhos de Francisco”, alegou que não sabia que era pirata. Ao revelar que assisti ao filme numa das muitas sessões que vêm sendo promovidas nos aparelhos de vídeo de academias de ginástica. Mas seria mais difícil ainda convencer os leitores de que freqüento academias de ginástica. Poderia dizer que estava no ônibus em que o filme foi mostrado para o time do Fluminense. Ou que fiz parte de uma das muitas rodinhas que se formam em torno dos camelôs do Centro para acompanhar o filme em aparelhos de DVDs. Mas não. Aderindo à luta antipirataria, afirmo: ainda não vi “Tropa de Elite”.

Portanto, não posso dizer que, assim como “Cidade de Deus”, é uma daqueles filmes que agradam a gregos e troianos, ou às massas e aos críticos. Às massas, José Padilha oferece um filme de ação com um ritmo não muito comum em produtos nacionais. Diferentemente de “Cidade de Deus”, a ação não é reforçada por efeitos de montagem. “Tropa de Elite” tem um roteiro esperto e cenas de ação policial muito bem filmadas. A ação existe por si só, independentemente de truques na sala de edição. Aos críticos, José Padilha oferece uma complexa radiografia da violência e da corrupção que mistura bandidos e policiais no Rio de Janeiro.

Como no artigo de ontem, o cineasta não livra a cara de ninguém. Durante grande parte da projeção, é um filme de bandido e mocinho, em que os bandidos são os PMs; e os mocinhos, os policiais do BOPE. É a corrupção da PM contra o incorruptível BOPE. Com o tempo, o espectador começa a duvidar da legalidade dos métodos de treinamento do BOPE e de sua própria ação violenta nos morros cariocas. O filme solta farpas também para o trabalho de ONGs nas favelas e suas duvidosas relações com o tráfico – ou “movimento”. “Eles têm consciência social”, justifica uma das estudantes que trabalha na ONG do filme. Ela mesma verá que não é bem assim.

Bem, isso tudo eu escreveria se tivesse visto o filme. Diria também que José Padilha reuniu um grupo de atores de primeira. Grande parte dele com apelo popular por fazer parte do elenco de “Paraíso Tropical”. O protagonista é Wagner Moura – surpreendentemente, sem a companhia de Lazaro Ramos – em mais um trabalho irrepreensível neste ano da graça de 2007. o primeiro nome feminino é o de Fernanda Machado, revelação da novela como a infeliz Joana. No filme está também Marcelo Valle, o Sérgio Otávio, motorista de Antenor. E, por fim, o ótimo Caio Junqueira, num papel de destaque no filme e que teve uma participação episódica na novela – ele era o funcionário do hotel na África do Sul que tinha uma armação com Olavo, lembra?

Se eu tivesse visto “Tropa de Elite”, poderia dizer ainda que o filme tem os melhores diálogos da Retomada.

Não sei o quanto essa pirataria vai prejudicar a carreira do filme nos cinemas. É um caso inédito no Brasil. Aconteceu com o filme de José Padilha o temor de toda indústria cinematográfica: ser pirateado antes de entrar em cartaz. É por isso que, cada vez mais, os filmes têm lançamento simultâneo em todo mundo. É por isso que a indústria investe todas as suas cartas no primeiro fim de semana em cartaz. Mas quando cópia pirata chega ao mercado antes mesmo de a indústria tentar se precaver... aí não há o que fazer. No entanto, não posso deixar de pensar que a pirataria de “Tropa de Elite” democratizou uma prática que tem acompanhado todos os grandes lançamentos nacionais. Assisti a “Cidade de Deus” num cinema lotado mais de um mês antes de sua estréia nos cinemas. E não foi aquela a primeira sessão para a qual fui convidado. Tornou-se uma prática exibir o filme antes, bem antes, para... hummm... formadores de opinião. É uma maneira de o filme ganhar espaço nos jornais e criar expectativa para seu lançamento. A pirataria de “Tropa de Elite” ampliou esse público privilegiado. Muito mais gente está vendo o filme e não só os formadores de opinião. Não duvido nada que os produtores tenham uma surpresa e acabem estreando com o maior boca a boca da história do cinema. O filme tem potencial para levar aos cinemas o público que não é freqüentador assíduo das salas de projeção, como aconteceu com “Cidade de Deus” e com “2 filhos de Francisco”.

Bem, se ninguém acreditar que não vi o filme, estabeleço aqui um compromisso: assim que estrear, vou ao cinema, compro o ingresso e o mostro aqui para vocês.

sábado, 25 de agosto de 2007

SÓ VIVENDO

Vale a Pena:

Só vivendo...

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso.
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar. Mas também decepcionei alguém.
Já abracei para proteger.
Já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, “quebrei a cara” muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

CRESCER E AMADURECER

Tudo tem seu lado positivo e seu lado negativo na vida. Amadurecer seria o quê: positivo ou negativo? Sei não... as pessoas falam tanto que amadurecer e crescer é bom, pelo menos é o que dá a entender quando dizem “fulano está amadurecendo” ou “ela é bem madura”. Talvez se refiram ao crescimento pessoal, que é considerado importante para a formação do ser humano.

Crescer é duro, é difícil, é espantoso, é como passar a usar óculos e enxergarmos tudo da maneira que exatamente é, porém, totalmente necessário. Quando somos crianças temos sonhos e podemos acreditar neles, ignoramos os obstáculos que a vida nos coloca, achamos que tudo é mais fácil do que realmente é. Temos tudo pronto sem precisarmos ter o trabalho de preparar, de saber como é feito, de que forma aquilo apareceu na nossa frente. Não temos noção do esforço e sacrifício que nossos pais fazem para nos proporcionar as coisas mais fundamentais e necessárias da vida, tudo que temos, não falando somente de bens materiais, mas de educação, de carinho, de amor, de tempo... Se não entendemos de onde vem tal coisa ou tal pessoa, se estiver tudo bem e divertido, já é o suficiente, não precisamos de mais nada. Rir é algo facílimo, qualquer novidade, passeio com amigos, viagem, diversão, até a escola faz rir. Chorar de dor no coração por algo que alguém tenha feito de ruim, que nos magoe, é raríssimo, talvez chorar seja reservado para momentos de manha ou falta de algo momentâneo. Brincar é um verbo super solicitado nesta fase. Saudável é brincar de boneca, andar de bicicleta, fazer castelinho de areia na praia, ir à piscina com amiguinhos, ir para festinha de aniversário da melhor amiga, viajar para casa de praia, para casa da vovó e do vovô, brincar de massinha, assistir a desenhos animados na televisão...

A fase de transição é sofrida, acho que podemos comparar a uma maratona, cada um tem seu ritmo para chegar à linha aspirada. Os sonhos se tornam cada vez mais impossíveis e mais longínquos quando somos obrigados a nos deparar e encarar a realidade e consequentemente enxergar situações, pessoas e coisas que acreditávamos ser uma e na real é outra. A decepção é forte e extremamente dolorosa. Começamos a pegar no pesado, ter que preparar o material que antes nos chegava como que caindo do céu, e assim descobrimos suas fontes. A parte boa é quando começamos a enxergar papai e mamãe como realmente são (pelo menos para mim foi boa): orgulhamos-nos deles e damos o valor que merecem. O sacrifício se transforma em gratidão. Rir é exclusividade para momento especial e acompanhado de pessoas especiais. Chorar deixa de ser manha e se torna dor, sofrimento, tristeza, perda, decepção, falha, solidão... Brincar, só se for escondido para não ser “zoado”, ou privilegio para íntimos. Trabalhar é amadurecer, aprender a lidar com conflitos, com discórdias, com opiniões diferentes, com pessoas diferentes, num ambiente diferente.

Amadurecer é... prefiro deixar essa para você.

sábado, 18 de agosto de 2007

GRÁTIS

Quem disse que dinheiro não traz felicidade? Pode não trazê-la de forma plena, mas que traz, traz. Se não trouxesse, a falta dele não traria infelicidade.

Dinheiro demais não é necessário. O ideal seria tê-lo na medida certa. O que seria medida certa? O suficiente para além das necessidades básicas de qualquer ser humano, para que as pessoas pudessem comprar um imóvel próprio, ter o suficiente para transporte (se não for muito, ter um carro), se dar ao luxo de, de vez em quando, poder adquirir algo que goste ou que realmente precise poder ter momentos de lazer agradáveis para esquecer ou se desligar das “loucuras” do dia-a-dia. Enfim, o suficiente para sentir o mínimo de realização, para chegar num final de mês e saber que o salário não foi ganho com tanto suor somente para pagar contas.

Mulher adora comprar. Em determinados dias fazem do momento de compras uma sessão de terapia, talvez a melhor dependendo do tipo da mulher. Acredito que a maioria delas sente um prazer enorme comprando algo para se sentirem mais bonitas, mais desejadas, mais realizadas. Digo por conta própria: sou mulher e adoro fazer comprinhas. Futilidade? Talvez sim, talvez não, mas só de sentir algo bom quando está praticando o ato, já é válido. Não sou aquele tipo de mulher surtada que sai para comprar sem ter fundo (confesso que já fui, mas já voltei para minha sanidade), só me dou este luxo prazeroso uma vez por mês, quando recebo meu salário. E, detalhe, tenho que escolher uma peça, pois é o que me permito e o que o meu salário permite (rs). Sem dúvida nenhuma, se eu tivesse mais condições o faria com o maior gosto.

Mas não posso deixar de lembrar que muitos momentos maravilhosos e inesquecíveis da vida são completamente gratuitos. Nem sempre o dinheiro é tudo. Até nos dias atuais, onde as pessoas só pensam nele, se transformam por ele, passam por cima de qualquer coisa para tê-lo, ele pode não significar nada, e pode até se tornar o grande vilão. Isso mesmo, talvez este seja um dos piores vilões da nossa humanidade neste últimos tempos. Temos que deixar muito claro que uma das coisas mais importantes da nossa vida não é comprada, mas nos dada conforme nossa criação, e muitas vezes é coisa de cada um mesmo, já nascemos com isso, é da essência: o sentimento. O amor é de graça. A alegria é de graça. A compreensão é de graça. A ajuda é de graça. E, o mais importante, a vida é de graça.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

FERNANDO PESSOA

De Fernando Pessoa

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Não tão longe e nem de perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

PRESERVAÇÃO A TEMPO

24 horas não é muito pouco tempo para um dia inteiro carregado de problemas a serem solucionados? Tenho a impressão que cada ano que passa o dia termina mais rápido. Será que estou ficando louca ou você tem a mesma impressão? Cada dia teria que ter no mínimo umas 72 horas, assim não precisaríamos ficar que nem loucos correndo de um lado para o outro para fazer tudo antes que termine o dia, e quando finalmente teríamos que parar e descansar para a loucura do dia seguinte, a nossa cabeça está tão a mil que até para descansar fica complicado. Não é à toa que as pessoas andam tão estressadas e de mau humor ultimamente. Mas peraí, 72 horas teriam que ser nos dias de semana, porque no final de semana o descanso, pára conseguirmos desligar completamente os problemas da nossa cabeça, as 72 horas deveriam ser triplicadas, melhor ainda, quadruplicados.

A melhor opção na nossa atual vida louca seria virar um monge, budistas ou qualquer destas funções que o ser humano se exercita para desligar do mundo material e capitalista. Já pensou como deve ser perfeito se todos tivéssemos um botãozinho que ao apertar o off nos faria viajar para uma realidade sem muitos problemas a serem resolvidos quando estivéssemos no fim de semana (dias ditos para lazer e descanso)? É, acho que Deus, quando nos fez, não imaginou que a vida se transformaria nesta loucura, que o ser humano se tornaria tão consumista e não preservaria o que foi criado por Ele. Deve estar decepcionado lá em cima, afinal além de estar se autodestruindo o Homem está devastando o próprio ambiente em que vive. Impressionante como é burro! Não pensa na conseqüência, no ambiente que os próprios filhos, netos, bisnetos, vão viver. Isso se ainda existir algum pedaço de terra.

sábado, 4 de agosto de 2007

COM CULTURA

Transar com cultura é bem melhor. Você sabia que antigamente na Inglaterra as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao rei para terem relações sexuais? Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham pedir consentimento ao rei que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase “Fornication Under Consent of the King” (fornicação sob consentimento do rei) = sigla F.U.C.K.. Daí a origem da palavra chula: FUCK.

Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações: “Fornicação obrigatória por despacho administrativo” = sigla F.O.D.A.. Daí a origem da palavra FODA. Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase: “Processo unilateral de normalização hormonal por estimulação temporária auto-induzida” = sigla P.U.N.H.E.T.A.. Vivendo e aprendendo... a gente pode até falar palavrão, mas com conhecimento e cultura.

terça-feira, 31 de julho de 2007

INVEJA VOLTA

Inveja é uma merda! Pra mim é considerado o pior tipo de sentimento expressado pelo Homem.

Tudo bem que nem tudo na vida é possível se ter. E acho isso bom, se não o ser humano seria um eterno insatisfeito. Aquele ditado que diz “quanto mais se tem mais se quer ter” é corretíssimo. O Homem nunca está feliz com o que lhe foi dado, está sempre querendo mais e mais. Parte disso tem um lado muito bom para o desenvolvimento e a garra da pessoa, afinal, para se ter cada vez mais é necessário colocar a “mão na massa” e correr atrás, sempre lutando e acreditando nos nossos ideais e mirando nos sonhos. Sonhar não custa nada e só impulsiona a vida. Porém é sempre bom estar com os pés no chão e saber que o nosso mérito só será realmente um mérito se alcançarmos o objetivo sem sairmos atropelando o outro. É desumana a conquista de algo causando a alguém dor e sofrimento desnecessário. Só seremos capazes de ser feliz e realizado (lembrando que jamais estaremos realizados eternamente) objetivando o nosso próprio esforço e reconhecendo que somos merecedores do feito.

Não é só pelo fato de querer muito algo que me tornaria uma pessoa invejosa. Isso para mim é chamado de ambição, que dentro do limite, é algo saudável para qualquer um. Tudo dentro do limite e do equilíbrio é saudável, passou disso, procuro correndo um psiquiatra que já virou doença. Não vai me dizer que você nunca se pegou pensando que gostaria de ter uma vida igual a de fulano ou igual a de cicrano? Tenho certeza que em algum momento da sua vida isso já lhe passou pela cabeça. Isso é inveja? Considero que sim ou que não, dependendo do grau de intensidade que isso toma na sua consciência. Tem gente que gostaria tanto de ter algo que a outra pessoa possui que faz todo tipo de coisa voltada para a negatividade, que podemos concluir ser algo horrível. Qualquer tipo de negatividade é péssimo na vida. É o tal denominado “olho grande”. Muita gente infeliz e amargurada fica de olho, só zicando a prosperidade e o bom desenvolvimento do próximo porque pensa que não é capaz de conquistar o mesmo e por isso, faz de tudo para este também não consiga. Que sujeira! Simplesmente desprezível! Você querer ter... Até aí, ok. Normal. Agora, desejar a infelicidade de qualquer que seja a pessoa por causa da própria insuficiência... só aí a situação já agrupa dois sentimentos sujos: o egoísmo e a inveja.

Engana-se que acha que a inveja é um sentimento exclusivo de pobre. Ricos também têm esse tipo de vírus correndo nas veias. Engano total. Em proporção de pobres e ricos, vejo com muito mais facilidade a alegria na vida dos que possuem menos condições financeiras. Não que dinheiro não traga felicidade. Provavelmente os valores se diferem, e satisfazer uma pessoa que não tenha tanta possibilidade, seja mais fácil. Também não digo que todos os que possuem uma conta bancária gorda seja infeliz. Na vida existe de tudo. O que gera a satisfação de um não é necessariamente o que gera a de outros.

Então chegamos a conclusão de que nem sempre o alvo da inveja são bens materiais. O ser humano inveja sentimentos bons que ele próprio não consegue desenvolver decorrente de sua personalidade. Psicólogos e psiquiatras são profissionais que lidam com tais desvios diariamente. Devem escutar cada história arrepiante e inimagináveis. Dentre tantos alvos, podemos destacar alguns: inveja do amor que um casal sente pelo outro, inveja da carreira profissional de um colega de trabalho, inveja de alguém que simplesmente é completamente o oposto de nós, inveja da felicidade do próximo, inveja do carro e da casa de um amigo ou até mesmo parente, inveja do corpo das pessoas disponíveis para estarem vinte e quatro horas usufruindo o tempo para tomar tais cuidados com o corpo, inveja do tempo disponível que poucos têm para não fazer porra nenhuma, inveja de quem não tem inveja... e por aí segue. Essa lista deve estar beirando o infinito.

Cada um tem o que merece e o que deseja para o próximo. O importante é nunca desejar o desastre alheio e sempre, mas sempre mesmo, antes de tomar qualquer tipo de atitude, se colocar no lugar do próximo.

sábado, 28 de julho de 2007

FAÇA VALER A PENA

Espero que a vida me mostre o caminho certo.
Me leve ao puro, ao delirante, ao entorpecente.
Me faça levitar nesse mundo onde não se consegue nem mesmo respirar.
Quero ir até o céu com os pés no chão, quero tocar as estrelas, quero admirar a lua, assim cara a cara.
Quero ir do que já passou, quero conquistar o infinito, quero a felicidade por completo.
Quero a brisa do mar, quero rolar na areia.
Quero esquecer o que me fez mal, deixar pra lá as paixões mal-resolvidas.
Ser compreensível com teus problemas, mas dar mais valor para os meus.
Quero poder sorrir; por dentro e por fora.
Quero cantarolar até não conseguir mais escutar minha própria voz.
Quero mudar toda a rotina, quero quebrar o certo, quero sair por aí destruindo, apavorando, derrubando, detonando todos os limites.
Quero me superar, quero ir mais longe, quero ver que sou ainda mais capaz.
Quero surpreender, quero te deixar estático, sem palavras.
Quero oferecer sorrisos mil.
Quero crer em Deus, que também creia em mim.
Quero ficar velhinha, sentar na cadeira de balanço, e rir sozinha de tudo o que aprontei.
Quero viver cada segundo estonteantemente como se fosse o primeiro.
Quero me sentir exausta, sem forças, enfraquecida, mas ter a certeza de que valeu a pena.

terça-feira, 24 de julho de 2007

CARTA DE UMA PASSAGEIRA

Recebi este e-mail e não me contive: tive de publicar.

“Li ontem que o presidente Lula estaria irritado com mais um dia de caos nos aeroportos do país. Gostaria aqui de prestar ao presidente a minha total solidariedade em relação ao assunto. Saiba, Vossa Excelência, que também fiquei muito irritada! Estava em São Paulo a trabalho e deveria retornar para Salvador no vôo JJ3178 que saía de Guarulhos às 19h45min. Cumpri todas as obrigações impostas ao passageiro: apresentei-me para o check in com uma hora de antecedência, portando o documento de identidade original, e fui para a sala de embarque no horário estabelecido. Para minha surpresa (alias, por que a surpresa?) soube que todos os vôos para o Nordeste Estevam suspensos temporariamente. Senhor Presidente: lembrei tanto de Vossa Excelência...! ninguém naquele aeroporto sabia de nada! Ninguém se responsabilizava por nada! Isso lembra tanto o seu governo...! diante da perplexidade e da absoluta impotência para fazer qualquer coisa que pudesse resolver o assunto, a primeira coisa que me veio à cabeça foi seguir o conselho da ilustríssima Ministra do Turismo: relaxar e gozar! Confesso: não consegui! Fiquei arrasada... será que sou frigida??? Senhora Ministra, passei horas no aeroporto – um ambiente absolutamente propício ao relaxamento – e simplesmente não consegui gozar! O que será que pode estar acontecendo? Teria a Senhora, e dessa vez não como Ministra, e sim como Sexóloga, algum conselho pra dar? Aliás, queria aproveitar para dar uma dica: não seria o caso de aproveitar o momento para saber como anda a sexualidade do povo brasileiro? Que tal fazer uma pesquisa nos principais aeroportos do país para conhecer um pouco mais sobre o tema? Quantas daquelas pessoas que perderam horas e horas na fila, sem nenhum tipo de atendimento e amparo, conseguiram relaxar e gozar? E foi ocupando minha cabeça com esses assuntos como esse que superei mais do que seis horas de espera... espera que aliás me fez refletir sobre a impressionante passividade do povo brasileiro. Como podemos assistir a tudo isso há mais de dez meses sem exigir de verdade que algo de concreto seja feito? Como podemos aceitar que todos os prejuízos causadas por tanta falta de responsabilidade e, principalmente, de respeito, seja no final das contas um problema nosso, do usuário? Quem vai pagar pelos prejuízos que tive? Embarquei na madrugada, cheguei em Salvador quase de manhã, mas naquela altura do campeonato só tinha motivos para agradecer: em plena época de apagão aéreo, chegar em casa já é o bastante. A hora que o avião decola e pousa é somente um detalhe técnico. E quanto aos meus prejuízos, o jeito vai ser dormir um pouco menos e encarar mais um dia de trabalho, afinal, infelizmente, não tenho nenhum amigo que trabalhe em empreiteira – sou eu mesma que tenho que pagar minhas contas! Ah, e antes que eu me esqueça, o Ministro da Defesa, Waldir Pires, afirmou hoje que a crise nos aeroportos brasileiros não será resolvida antes de um ano... aproveite para testar como anda sua sexualidade!”

Pagana Carvalho
20 de junho de 2007

sábado, 21 de julho de 2007

TERRA NOSSA

Preservar é mais do que nossa obrigação. Há algum tempo atrás, quando não tínhamos acesso a informações sobre a destruição que o ser humano causa no meio ambiente, é relevável que não nos preocupássemos tanto com a preservação, mesmo assim é uma forma de descaso. Agora, que temos todas as informações do estrago que causamos no espaço em que vivemos, é muita ignorância não seguimos à risca todas as coordenações sugeridas por especialistas para que possamos concertar o que destruímos. Cada um fazendo a sua parte salvaríamos o nosso mundo. Não podemos nunca pensar que somente um fazendo não alcançaria o devido resultado e que não faria a mínima diferença porque faz diferença sim. De um em um, alcançaremos nosso objetivo de melhorar o ambiente que vivemos: respiraremos melhor, nos alimentaremos melhor, tomaremos uma água mais pura, teremos mais belezas naturais, veremos nossos bichinhos viverem da maneira como devem, nossas plantinhas fazendo a fotossíntese que lhes é necessária, poderemos criar nossos filhos e netos (e com muita sorte também os bisnetos), enfim, participaremos de uma revolução do Homem sobre a Terra.

Entrei neste assunto porque além de ser importantíssimo e primordial para a nossa sobrevivência na Terra, fico muito feliz e comovida por ter o enorme prazer de ver que a sanidade e humanidade do ser ainda existem. Passei grande parte do meu sábado sentada no sofá da minha sala assistindo aos shows sensacionais do Live Earth organizado pelo Al Gore, uma pessoa que faz a diferença. É muito bom ver que alguém está fazendo algo para conscientizar a população mundial e chamar a atenção da gravidade da situação que nos encontramos. A mobilização é essencial, tanto da pessoa responsável pela idéia de algo tão genial como da população participante. Fiquei na dúvida em relação a comparecer nos shows que aconteceram na praia de Copacabana ou ficar em casa assistindo a todos os shows que aconteceram nos nove países. Acabei ficando em casa mesmo e aproveitei para aprender como poderia fazer a minha parte para melhorar nossas condições de sobrevivência. Afinal se esta situação não fosse tão importante, ninguém perderia tempo e dinheiro para organizar algo tão grandioso e impactante para o mundo. Você já parou para pensar que se tomarmos as devidas providências não existiremos mais dentro de um futuro próximo? A natureza já está dando sinais da sua fraqueza faz tempo, e a causa desta doença somos nós, que não sabemos cuidar do que nos pertence. Seria bacana se colocássemos na cabeça que o Planeta Terra é a nossa casa, que precisamos cuidar de cada espaço, limpando e deixando sempre aconchegante para nos sentirmos bem e recebermos a todos da mesma maneira.

Qualquer tipo de mudança é complicada, mas quando a tornamos um hábito se torna fácil e muitas vezes até prazerosa. A Terra pede ajuda e pede a nossa colaboração.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

ARES TRÁGICOS

Só tragédia. Obviamente retorno a este espaço para comentar sobre notícias péssimas e dolorosas para o nosso país sobrecarregado de descaso e indiferença das autoridades máximas responsáveis (ou irresponsáveis, como preferirem).

Quantas pessoas têm que morrer para que seja tomado algum tipo de providência? Meu Deus envie um alerta para esses pastéis e diga que são vidas que estamos perdendo! E nem podemos arriscar dizendo simplesmente que foi apenas mais um acidente aéreo. Quando teremos autoridades que realizem o básico para a nossa sobrevivência? Segurança é um fator que está em falta para todos os brasileiros, com exceção do Excelentíssimo. Por volta de dez meses, ocorreu o acidente envolvendo o avião da GOL, e nada foi divulgado, nenhum tipo de laudo com as causas, só o que rola e debate-se não passam de especulações. O país está jogado às traças.

“Vocês estão brincando com vida. Vida que foi e vida que está aqui.” Esta foi uma frase desesperada, dita por um integrante de uma das famílias ligadas às vítimas. Imagino a dor e o desespero destas famílias e amigos também vítimas destas que não podemos chamar de fatalidade. Algo fatal não é corriqueiro e nem algo que se torna cotidiana na história. Não podemos deixar que isso fique impune novamente. A população, que carrega nas costas dor e é vítima dessa palhaçada toda, tem a obrigação de se unir e exigir uma explicação muito bem dada das autoridades, sendo estas pautadas em provas claras, e não duvidosas como tudo que não nos é esclarecido nos últimos tempos. Queria ver se algum parente muito próximo do presidente ou de um dos ministros, como a mãe ou o pai, filhos, irmãos, estivessem no vôo, se agiriam com tanta tranqüilidade. É inadmissível que mesmo ocorrendo essas falhas com enormes freqüências, nada é solucionado e nem se escuta opções para resoluções.

Fiquei sabendo do acontecimento através de um site na internet, porém nem passou pela minha cabeça a proporção do estrago. Centenas de vidas desmanchadas em cinzas. Centenas de famílias com sonhos também desmanchados e com uma gigantesca ferida que levarão eternamente em suas vidas. Pessoas possivelmente inocentes e esperançosas diante de um futuro mórbido. Bom, só pude realmente ter a noção dos fatos quando liguei a televisão e me deparei com as imagens transmitidas ao vivo por diversos canais, que provavelmente tiveram grande parte da equipe de repórteres deslocados para que pudessem fazer a cobertura completa, atualizando sempre cada informação de grande grau de importância. Daqui a pouco terá até um curso de jornalismo específico para a profissionalização das inúmeras tragédias que nos acometem diariamente. Ta, foi um deboche, mas diante do caminho que estamos trilhando, não duvido nada nada. Triste pensar assim. Mas não controlo meus pensamentos nem meus sentimentos.

A cobertura da mídia, como já comentei acima, foi excepcional e podemos parabenizar pelo menos o jornalismo brasileiro, exaltando a superação dos profissionais. Desde o momento da tragédia, as emissoras não pararam de divulgar informações, mantendo o público sempre muito bem informado. As imagens que nos foram transmitidas chocavam e emocionavam. A modernidade da tecnologia nos permite o acesso às imagens em momento real, conseqüência disso é a velocidade que as notícias chegam até nós. Como tudo na vida, isso tem dois lados, o ruim e o bom, e a realidade bate à nossa porta obrigando-nos a encará-la, não tendo assim como nos privar. Desculpem-me a afobação, mas não consigo me conter...

A primeira imagem que vi foi a do terminal da TAM em meios às chamas conseqüentes da colisão da aeronave. Só o que se via do avião era a parte traseira, carregando o nome da companhia. Diante dela já era previsível a impossibilidade de retirada de passageiros e funcionários com vida dos escombros. Fiquei tão mal com aquilo tudo que não me contive e disparei a chorar, me transportando para a vida das pessoas próximas às vítimas que não podem fazer nada além de rezar e esperar para que um milagre aconteça. Não sou capaz de imaginar a dor, a angústia e o desespero dessas pessoas. Quando as notícias iam se desenrolando, a esperança tendia a desaparecer, até que numa entrevista dada pelo governador de São Paulo, José Serra, qualquer chance de sobrevivência foi eliminada. Ele falou que técnicos dos Bombeiros responsáveis pelo local, o comunicaram que o atrito foi tão violento que a temperatura do local alcançou mil graus centigrados, e por isso anulava-se, pelo menos no ponto de vista científico, qualquer chance de vida. Pronto! Perdemos mais centenas de brasileiros inocentes numa tragédia cheia de culpados.

E desta maneira, cheia de indignação e mais fortalecida e consciente da nossa atual situação, que termino este triste desabafo.

terça-feira, 17 de julho de 2007

BRASIL X COPA AMÉRICA

Brasil é sinônimo de futebol mesmo. Talvez seja até uma vergonha o que vou dizer, mas como é o que penso, não posso deixar de destacar. Quando rola uma final de futebol, no caso me refiro à Copa América, jogo do Brasil x Argentina, o país pára literalmente. As ruas ficam desertas no horário da transmissão e a agitação nos bares é geral. O povo brasileiro é um povo bem caloroso... Que bom para nós, não é mesmo? Mas de que adianta sermos campeões da Copa América? Temos que nos mobilizar para alcançar vencer as barreiras da corrupção, da diferença social, da compreensão dos necessitados, enfim para chegar à linha da vitória.

Oba oba! É ótimo, é festa, é curtição, é comemoração. Quero ver se esta galera que senta num bar para assistir o jogo ou até mesmo que está em casa assistindo o mesmo, tenha a mesma garra e vontade para sair às ruas e exigir do governo esclarecimento de tudo de podre que estamos assistindo de “geral” (porque arquibancada e cadeira especial é coisa de luxo, e se tem um lugar que não estamos com certeza é no luxo) no Congresso Nacional. Torcer é muito simples e prazeroso, traz felicidade e emoção; porém gritar, “brigar”, lutar pelos nossos direitos causa desgaste, tanto físico quanto emocional, e parece que o pensamento é “pra que o stresse?”. O lance é que se só optarmos por ficar sentadinhos ou torcendo pela vitória dos nossos jogadores que estão enchendo o bolso de dinheiro com o futebol, só veremos cada vez mais e mais noticias de que o nosso dinheirinho, que sem dúvida nenhuma está todo no bolso de nossos queridos políticos (porque não é no meu que está), está se direcionando para um buraco negro do qual jamais teremos notícia.

Ai ai ai. Infelizmente a minha pessoa não tem mais esperança. Não vejo nenhuma movimentação do povo se rebelando com a finalidade de mostrar ao governo que não estamos dormindo, que a sacanagem e a roubalheira não passarão despercebidas. Afinal na próxima eleição os mesmos ladrões serão eleitos novamente.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

ANJO RELÂMPAGO

A vida passa e deixamos passar tantas coisas que poderiam nos tornar pessoas melhores. Temos que prestar mais atenção em cada situação e oportunidade que achamos ser sem significado nenhum. No futuro muitos momentos que desperdiçamos poderiam valer ouro. Quantas vezes aparecem pessoas na nossa vida que sentimos ser alguém especial, até mesmo pela energia que rola, mas deixamos passar, não procurando, correndo atrás do que nos faz sentir bem? É isso acontece muito. Digo qualquer pessoa mesmo, até alguém que cruzamos na rua (num ônibus, numa banca, numa loja, num restaurante, enfim, em qualquer lugar). Acredito nesse lance de energia mesmo. Já reparou que às vezes estamos num ambiente e chega uma pessoa, e só por pouco tempo que estamos perto, a sensação é de que nossa energia vai sendo sugada, nos sentimos pra baixo, parecendo cansados. Não gosto dessa sensação, nos traz angustia, dor no peito. Mas isso gera certo desconforto quando se trata de pessoas que gostamos e gostaríamos muito de estar próximas com freqüência. O que fazer? Não tenho a mínima idéia. Por outro lado, é muito engraçado, às vezes aparecem pessoas na nossa vida que não tem explicação. Chego a pensar que podem ser anjos, afinal na grande maioria as encontramos uma vez ou raríssimas vezes. São almas que pareço ter ligação de outras vidas. Não dá para explicar o motivo de gostar tanto de tal pessoa, talvez seja afinidade mesmo, mas continuo insistindo na tal da energia.
Não existe nada melhor do que o surgimento de alguém que chegue, ou apareça como relâmpago somente, acrescentando conhecimento, nos depositando esperança, o bem e muita luz. Não tem dinheiro que pague uma alma boa, transbordando paz.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Não sei se vocês tiveram o azar de ler a reportagem que saiu neste mês de julho no Jornal O Globo sobre a mãe que matou a própria filha de apenas quatro anos de idade de tanto bater na menina. Agora eu te faço a seguinte pergunta: pra que uma filha da puta desta vai colocar uma criança no mundo? Pelo que eu saiba só tem filhos quem quer. E tem tanta gente querendo e nem sequer tem tal privilégio. Na matéria dizia que a criança já tinha ido para um orfanato por denúncias feitas relacionadas a maus tratos, mas depois de um tempo, a mãe começou a visitar a criança com certa freqüência e lhe foi dada a custódia novamente. Maldita hora! A louca ainda diz num depoimento, após ter cometido o crime, que a filha tinha um comportamento estranho e violento, como se isso fosse motivo. Então, pra que, meu Deus, ela quis a guarda da menina novamente? Pelo menos podia ter deixado que ela tivesse a sorte de ser recolhida por uma família apta a recebê-la e lhe dar muito carinho e amor.
Esse lance de adoção é um tanto questionável. Cada um tem uma opinião sobre este tipo de atitude. Podemos até considerá-lo um assunto polêmico. Conheço muita gente que é contra e muita gente que é a favor. Os que são contra defendem o caráter e a índole, dizendo que isso já vem com o nascimento e apenas se fortalece com a educação adquirida e alegam também que ao se tornarem adolescentes perguntariam com freqüência sobre suas origens e pediriam para conhecer os pais biológicos. Isso seria correto? Incorreto? Pois é, acho que é algo muito complexo para uma resposta com total convicção. Ninguém tem o direito de negar o passado de um ser humano, que por mais que tenha sido abandonado, tem o direito de qualquer informação sobre sua própria história de vida. E os pais adotivos? Será que esses têm o direito de se sentirem de certa forma ofendidos? Falando assim, talvez não, mas ninguém pode negá-los também o direito de ficarem chateados.
Já os defensores da adoção, alegam que existem inúmeros pais que não tem a mínima condição de proporcionarem às suas crianças uma vida digna, com direito a uma boa alimentação, estudo e lazer. Juntando esse tipo de agravante com o problema de diversos casais que são impossibilitados de realizarem sonhos com a chegada dos filhos, o resultado seria perfeito. Quantas crianças vivem em orfanatos à espera de uma família que a acolhesse da melhor maneira possível. Todo mundo tem o direito de ser feliz, e este tipo de ação traria emoção para ambos os lados. Afinal realizaria o sonho do casal e da criança.
Um barato são os casos que vemos na mídia de pessoas famosas, as consideradas estrelas, que tem uma condição financeira mais que confortável para proporcionar para essas crianças uma vida feliz e digna. Acho o máximo e admiro muito este tipo de pessoa. Muita gente considera mais que obrigação que isso seja feito pelo fato de serem pessoas que estão num grupo isolado da sociedade, por serem super bem-sucedidos. Não acho que isso que isso seja obrigação e também não acho que qualquer pessoa que seja abençoada por estar nesta posição esteja apta para dar o necessário para a criação de um ser humano. Temos que considerar que não é só de dinheiro que o ser humano é constituído. De que adianta ter dinheiro e não ter educação, não ter amor, não ter carinho? Estamos cansados de assistir na TV e ler nos jornais casos de adolescentes e adultos já formados que se encontram em condições sociais estáveis, cometendo crimes e se envolvendo em escândalos e mais escândalos. Daí, concluímos que para se criar um ser humano decente, dinheiro não é prioridade, necessário sempre será, mas prioridade é passar uma essência digna.

sábado, 7 de julho de 2007

O QUE O DINHEIRO NÃO COMPRA

Aonde é que vamos parar? Não, já passamos de qualquer limite que deveríamos ter. Já está impossível ligar a TV em qualquer canal de noticiário. Depois ainda temos a cara de pau de falar da guerra do Iraque, dos loucos americanos que metralham seus supostos colegas de faculdade. Nós não temos moral nenhuma para falar de problema de problema dos outros enquanto estamos repletos com os nossos. Estamos vivendo no olho de um furacão. E para piorar, cada dia que passa, cada noticia que escuto, leio ou vejo, empurra a solução deles cada vez mais longe. Não vejo saída para esses problemas loucos e cabeludos.
A última bomba, ou a bomba da vez é esse lance que rolou com a empregada doméstica aqui no Rio. Gente, qual é o nome disso? Sinceramente, inacreditável. Seis garotos (garotos não, moleques) de classe média alta, moradores da Barra da Tijuca, estudantes, batendo (batendo não, espancando) uma mulher que estava num ponto de ônibus, indo para o médico. Mas por que meu Deus? Ah, porque pensaram que a mulher fosse uma prostituta. Ah, então tudo bem, em prostituta pode-se enfiar o cacete, até matar é liberado. Que pensamento mais idiota! Sem dúvida o depoimento deprimente desses bostas só fez piorar a situação deles. Mas já estava me esquecendo que moramos no Brasil, paísinho de terceiro Mundo, infectado de tudo de mais podre existente na humanidade. Não, não fui dura não. Parece que misturamos tudo de ruim que existe na natureza do homem, enfiamos dentro de um liquidificador e recheamos. Mas assistindo à uma entrevista do pai de um dos espancadores, ficou claro o motivo do fulaninho tomar tal tipo de atitude. O louco do pai tem a cara lavada de dizer em plena rede nacional que seria uma injustiça prender garotos novos, que estão estudando em universidades e que apenas cometeram um deslize. Deslize? É esse o nome dado para tamanha covardia? Queria ver se o caso fosse contrário esse tal pai o denominaria assim. Exatamente por serem garotos novos, estudantes e pelo menos deveriam ser bem educados que não deviam jamais cometer tal “deslize”. Somente pelo fato desta pessoa ter dado este depoimento, também deveria ser punido pelo péssimo exemplo em âmbito nacional.
Quero só ver até quando este assunto vai render! Sim, porque se pegarmos como base outras histórias parecidas, normalmente a pauta permanece no máximo por uma semana. E, uma vez que o assunto some da mídia, conseqüentemente também é deletado da cabecinha oca de nós brasileiros, que temos uma facilidade surreal de apagar qualquer tipo de podridão. Por que estou falando isso? Simples. Como acham que esses políticos bandidos são reeleitos depois de roubarem grande parte do nosso dinheirinho? Por causa da nossa amnésia!
Por outro lado, deixo claro aqui também o perfeito depoimento dado pelo pai da vítima, dizendo que o grande problema da juventude é a falta de disponibilidade dos pais em relação à vida dos filhos. Talvez não seja apenas indisponibilidade e sim desinteresse. Na situação alarmante que nos encontramos os pais que optarem por ter filhos deveria comprovar o nível de responsabilidade que podem carregar. É admirável, porém natural que pais de filhos infratores aceitem com tristeza e dor, mas como conseqüência dos atos, que sejam punidos. Deve ser um impacto terrível saber que o ser que você criou com tanto carinho e cuidado virou um monstro espancador. Nem todos devem ter sidos criados com tanto amor e carinho, não é mesmo?
O que podemos concluir diante dessa baixaria toda? Que violência e qualquer diversidade do tipo são defeitos de caráter e não de classe social ou racial. Esse papo de que responsáveis por atos inomináveis é coisa de pobre é completamente equivocado. Isso é coisa de mau caráter. Conheço muita gente que não tem um puto, mas sabe agir com muita educação e o oposto também, muita gente que anda toda empinada, cheia de pose, e não sabe aonde enfiar tanto dinheiro, mas que não faz a mínima questão de ser bem educada. Educação, dinheiro nenhum compra.

terça-feira, 3 de julho de 2007

VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA?

Esse texto não é meu, mas precisei publicá-lo, pois acho sensacional...

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:

“Você tem experiência?”

A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei um beijo.

Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi o pôr-do-sol cor de rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente o meu lábio, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “pra sempre” pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: “Qual sua experiência?”.

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...

Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: “Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?”.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

CARTA PARA PRIMEIRÍSSIMA DAMA

Já faz tempo que recebi este texto/carta por e-mail, mas relendo, não me contive e resolvi postá-lo para quem não teve a maravilhosa oportunidade de ler, fazê-lo. Assino embaixo...


Seria bacana termos uma primeira-dama engajada em algum projeto social, fosse ele qual fosse.

D. MARISA, a senhora deve estar muito feliz; seu marido ganhou as eleições, e será presidente por mais quatro anos. Parabéns.
Imagino que quando ele foi eleito pela primeira vez, deve ter sido difícil para a senhora; seria para qualquer mulher. Se habituar a uma nova vida, ter que fazer coisas em que nunca pensou; por outro lado, não poder mais fazer um monte de coisas às quais estava habituada, ter que obedecer ao protocolo, andar cercada por seguranças, não poder entrar num shopping – a senhora deve ser louca por um shopping, não? – e tendo que ter uma vida privada quase secreta, já que a imprensa está sempre de olho.
De olho para falar da cor do esmalte de suas unhas, do penteado, do botox que botou – ou não -, e correndo sempre o risco de alguém de sua intimidade ser indiscreta e contar o que a senhora come no café da manhã, se faz dieta, se fuma, enfim, todas essas coisas que qualquer mulher tem liberdade para fazer, menos a primeira-dama.
Devem ter sido quatro anos difíceis, mas já passaram. Agora a senhora tem mais quatro pela frente; quais são seus planos? Não seria hora de fazer alguma coisa além de ficar sentada naquela cadeirinha, nas cerimônias oficiais, enquanto seu marido discursa? Ah, D. Marisa, esse país é cheio de problemas, e a senhora poderia ajudar em alguma coisa. Já existe o Bolsa Família e o Fome Zero, mas ainda há muita coisa a ser feita. Não digo que a senhora seja a mulher mais poderosa do país, mas é casada com o homem mais poderoso, por isso pode decidir fazer o que quiser, e terá toda a ajuda de que precisar. Ajuda financeira, e ajuda de centenas de mulheres que adorariam colaborar qualquer coisa que a senhora inventasse fazer. Capacidade a senhora tem: não me esqueço de um programa de televisão onde a vi fazendo sanduíches para vender nas assembléias de metalúrgicos, anos antes de sonhar onde iria chegar. Esse tipo de coisa a senhora não precisa mais fazer, mas existem outras que não seriam nenhum sacrifício, e que poderiam fazê-la até muito feliz por estar ajudando o governo de seu marido. Porque botar uma camiseta, sorrir e aplaudir, convenhamos, é muito pouco.
Fazer o quê? Não falta quem lhe diga. Seu marido tem um monte de assessores, todos prontos para ter 50 idéias geniais para que a senhora faça alguma coisa que melhore a vida de quem precisa. A senhora é forte, decidida, e não tem sentido passar mais quatro anos trocando de terninho para acompanhar o presidente nas viagens, sorrindo para os fotógrafos, não dizer nada sobre assunto algum, e não fazer rigorosamente nada.
Não que a senhora tem a obrigação, mas seria bacana termos uma primeira-dama engajada em algum projeto social, fosse ele qual fosse.
Mas se a senhora quiser continuar a viver a vidinha que vive há quatro anos, poderia pelo menos – pela imagem, D. Marisa, pela imagem – visitar às vezes um hospital público (sem avisar, para ver a fila na porta), uma creche, uma escola, para mostrar que se interessa pelos mais necessitados, e que seus próximos quatro anos não serão mais apenas umas férias passadas entre o Alvorada e a Granja do Torto, além de viajar pelo mundo no seu luxuoso jatinho. Pense nisso, D. Marisa. Pegaria muito bem.

Danuza Leão

sexta-feira, 22 de junho de 2007

BRIGAS COVARDES

Sei que muitas vezes é inevitável, mas brigar leva a que? Putz fico com a energia esgotada depois de uma. Sinto-me fraca, com uma vontade incontrolável de chorar e sumir da face da terra. Para se meter numa tem que ter disposição. Ninguém merece. Até para brigar temos que estar dispostos. Quando somos pegos de surpresa por uma, dependendo do clima que nos encontramos, é necessário juntar forças num curto período de tempo para partir para guerra. Não é nada mole gritar, ofender e ser ofendido, falar o que não estamos prontos para falar e ouvir o que também não estamos prontos para ouvir. Se a surpresa que nos pega é boa, não precisamos nem de preparação. Mas quando esta é uma bomba, sem dúvida nenhuma é quase um choque.
Ontem à noite fui obrigada a participar de uma discussão que me fez chorar. Tudo bem que não é difícil me fazer chorar. Como diz minha mãe, choro até se vejo um poste torto na rua. Sinto-me enfraquecida. E o pior é quando as brigas ou discussões são sempre pelo mesmo motivo. Causa-nos a sensação de freqüentemente ter algo mal resolvido, pela metade. Se toda briga terminasse com um ponto final no assunto, talvez fosse até melhor sua existência. Tornar-se-ia página virada. Outras ainda viriam, claro. Tocar na mesma tecla o dia inteiro, o mês inteiro, o ano inteiro e a vida inteira é foda.
Pior ainda é quando o briguento que inicia a guerra toda, só fala e não deixa espaço para a outra parte se posicionar. Daí vira um inferno e o clima que já está pesado, pega fogo. O iniciante, quando parte para o ataque, provavelmente está no pico da adrenalina, e por isso não deve conseguir se conter. O que rola também é que nunca estamos preparados para ser atacados, e assim se inicia o “toma lá dá cá”, e se transforma numa bola de neve interminável. Ninguém dá o braço a torcer. Todo mundo começa a falar junto, a voz vai se elevando até se tornar um berro (um não, vários). Todos perdem a cabeça e o final você já deve conhecer né? Se não consegue, tente.

terça-feira, 19 de junho de 2007

ZORRA TOTAL

Nosso país é mesmo de merda. Todo mundo acomodado. Assistir ao jornal é sinônimo de assistir à violência, à roubalheira. Isso é simplesmente asqueroso. Um país rico como o nosso que não sabe explorar suas riquezas e belezas, só destaca o que o ser humano tem de mais podre. Não damos valor à nossa cidade, ao nosso país. Assalto não acontece só na rua, não. Somos assaltados diariamente para pessoas que demos poder para tal. Roubam nosso dinheiro suado, que ralamos muito para ter no fim do mês, para pagar pensão do filho que nem sabia que existia, para pagar viagens luxuosíssimas para a família inteira, para comprar imóveis de valoreis impensáveis e automóveis que parecem ter saídos de filmes. E o que é que nós fazemos? Sentamos a nossa bundinha no sofazinho em frente à TV e assistimos toda essa sacanagem sem sequer nos mover.

Se analisarmos com muito cuidado, talvez mereçamos exatamente o que temos. O poder do voto está em nossas mãos. Somos obrigados a votar? Sim. É um saco? Sim. Mas já parou para pensar se a votação fosse opcional? Com o povo que temos, nem 15% da população iria comparecer nas urnas. Supondo que não fôssemos obrigados: se o tempo estivesse bom, iríamos à praia e aproveitaríamos o dia maravilhoso, afinal eleição é no final de semana, o dia do descanso; se estivesse friozinho, caindo uma chuvinha, a melhor opção seria deitar debaixo do edredom fazendo qualquer coisa que fosse, lendo um livrinho, assistindo a filmes... . Claro que o pensamento seria: “eu não vou me deslocar, em pleno final de semana, enfrentar uma fila gigantesca para votar num filho da puta que vai engolir meu suado dinheirinho”. Não é verdade? Creio que sim. Mas não tenho dúvidas, claro que sem tirar um pingo da culpa desses safados, que temos uma grande parcela de irresponsabilidade e descaso... Se lutássemos e brigássemos pelos nossos mínimos direitos, talvez a baderna não fosse a mesma. Não que fosse acabar, mas que diminuiria, diminuiria.

Outro grande problema, e para mim é o maior deles, é a impunidade. Aqui todo mundo pode tudo. Todo mundo não, né? Quem tem dinheiro e nome pode tudo. Parece até terra de ninguém. Os chamados e considerados bandidos pela sociedade e pelo nosso governinho assistem a esta roubalheira toda e se deparam com nenhuma conseqüência. E, logicamente se acham no direito de tomar a mesma atitude. Se os que representam nosso país e têm nas mãos o maior poder de um Estado não são punidos, por que os outros bandidos seriam? Nessa zorra total está todo mundo envolvido, ninguém se salva, de bandidos de morro, traficantes ao máximo poder do Estado.

Quando é veiculado nos jornais televisivos escutas telefônicas envolvendo autoridades, rola o maior buxixo, cria-se a maior zoeira no Planalto, e enquanto isso, passam as pernas na gente. Conclusão: os acusados vêm a público ou mandam seus advogados (tão safados quanto eles) para dizerem que irão provar sua inocência. Como provar algo que já está mais do que esclarecido para todos, inclusive para a polícia. Mas, claro, temos que levar em conta que são pessoas privilegiadas pelo nosso mísero salário que gastamos quase a metade com impostos, e, por isso, nada acontece a eles. O máximo de punição que recebem isso quando realmente ocorre punição, é o afastamento do cargo político até a próxima eleição, para tornarem a ser eleito por nós, povo infectado pela amnésia e descaso.