Quero ser criança de novo!
Quero uma criança só para mim!
Quero ter inocência e brilho no olhar como de uma criança!
Ninguém mais verdadeiro, mais inocente, mais ingênuo, mais doce do que uma criança. Mulher é um ser abençoado pelo fato de poder gerar um serzinho desse. Imagino que deva ser a coisa mais importante e linda da vida. Não que ser pai não seja algo maravilhoso na vida de um homem, e este têm uma porcentagem igual à da mãe na “fabricação”, mas quem tem o prazer e o gostinho de aquecer, alimentar e cuidar com todo carinho do bebê durante nove meses? Exclusividade feminina! Quem está lendo deve achar que já sou abençoada por este presente da vida. Mas não. Ainda não chegou a minha vez.
Vejo, com bastante freqüência, mulheres dizendo que não gostariam de ter filhos. Aceitável quando se trata de algum problema que a impeça. Agora, dizer que não gosta de criança é meio difícil de “entrar na cabeça”. Não é possível que uma mulher, digo mulheres de verdade, sensível, que tem o instinto à flor da pele, não suporte uma coisinha tão pura. Talvez seja um tipo de autodefesa para uma amargurada. Mas por que não assumir? Pode ser complicado para uma mulher dizer tão claramente o real motivo da amargura. Talvez não esteja preparada para suportar tamanha dor nem para si própria.
Para um homem um filho é sempre mais fácil do que para uma mulher. Ele nunca terá tanta responsabilidade quanto ela. Claro que digo isso levando em conta o casal tradicional: pai, mãe e filhinhos. O papel masculino é tão fundamental quanto o feminino, mas não se pode deixar de lado o lance de pele, de sangue, que a mãe é privilegiada por dividir durante todo o período da gestação. Não sei se isso é real, se rola mesmo, ou se é algo que acredito.
Hoje estava parada em frente a uma banca de jornal dando uma olhadinha nas noticias do dia e me deparei com uma cena triste e horrorosa: um feto, todo formadinho, com mãozinha, pezinho, orelhinha, olhinho. Meu coração ficou apertado. Fiquei agoniada. Como alguém tem coragem de fazer uma maldade dessas? Isso é um assassinato. E o pior é que a vítima não tem sequer defesa. Dizer que foi sem querer, que não tinha a intenção de engravidar, que a camisinha estourou, não é desculpa. Em pleno século XXI, com inúmeros recursos para evitar a gravidez, dar qualquer tipo de desculpa é simplesmente patético. Só engravida quem quer. Não me refiro à população que não tem o mínimo de recurso e informação. Refiro-me à grande parte da população que tem acesso a qualquer tipo de informação e trata o aborto como algo normalíssimo e corriqueiro. Tenho diversas pessoas conhecidas que já utilizaram de tal prática, e não foi só uma vez. A facilidade é um fator que colabora bastante para o abuso.
Como já devo ter deixado mais do que claro, sou completamente contra o aborto. Mas como tudo tem exceção, sou a favor para determinados casos, que com certeza seria muito doloroso para ambos, tanto para a mulher quanto para o bebê, porém necessário.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
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