Ontem assisti ao filme “O Contrato” e confesso que não saberia que atitude tomar diante da situação que descreverei abaixo.
Uma das personagens do filme era pai de um adolescente que perdeu a esposa com câncer. O filho não aceita bem a situação e acaba se tornando um pouco ranzinza e “desconfiado”. O pai, na tentativa de melhorar a relação com o filho adolescente, o convida para acampar.
Paralelamente à esta situação, um criminoso que fora resgatado pela polícia, prepara uma emboscada para que seu bando o liberte. Acaba ocorrendo um acidente e o criminoso e um policial, acidentados, seguem o fluxo de um rio. O homem vê os dois na correnteza e os ajuda, mas o policial, que acabou levando um tiro não sobrevive e pede para que não liberte o criminoso alegando que o restante da equipe estaria atrás dele. Por sua vez, o criminoso diz que o melhor a se fazer é soltá-lo, pois seu bando estaria à sua busca e poderia feri-los. Mas o pai não dá ouvidos e segue com as orientações do policial.
Claro que nada acontece aos dois, tanto o pai quanto o filho saem vivos. Mas a questão é: o que você faria se estivesse no lugar do cara? Acho que ele tomou a decisão correta (não sei se seria a minha), mas colocou em risco à vida de ambos. Acreditou que conseguiria realizar a tarefa e confiou plenamente no filho, que havia dito conhecer bastante a floresta, e no próprio instinto. E ainda conquistou a admiração do criminoso e do filho, que andava pra lá de instável.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
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