Assisti a um filme no fim de semana que me fez chorar horrores. Talvez estivesse sensível no dia, afinal nem era lá grandes coisas. O filme falava de perdas, ou melhor, perda e conflitos de família.
Considero família a base de tudo na vida. Claro que conflitos sempre existirão. Ninguém é obrigado a ser igual ao outro, por isso existem diferenças que geram desentendimentos e incompreensão. Até certo ponto isso acaba sendo saudável. Se bem trabalhado psicologicamente só temos a aprender e crescer com diferenças. O ponto é que muitas pessoas não lidam muito bem com essa história toda e acabam se distanciando a encarar obstáculos que a vida nos impõe. É muito mais fácil fugir dos problemas do que enfrentá-los.
Não julga quem não tem a força e a sensibilidade de entender que o que temos em casa, a nossa criação, o carinho, o respeito, enfim tudo o que nos foi dado por nossos pais (ou, se for o caso, por quem nos criou) é a coisa mais importante para o nosso eu, é a nossa essência para contagiar e encantar a vida e quem nos cerca.
Calma, calma, calma. Sei que falo com base na minha vida e no que vejo de pessoas que me cercam. Nem todos tem a sorte que tenho de ter uma base familiar ótima. Claro, que como já disse acima, cheio de altos e baixos, de confusões, de dores, mas com a graça de Deus sempre superando todos os obstáculos.
Deposito tanto sentimento, gratidão, tantas coisas maravilhosas, momentos inesquecíveis nessas pessoas da minha vida que não consigo imaginar a vida sem uma delas. É até meio dramático, mas só de saber que elas um dia não estarão ao meu lado fisicamente fico angustiada, me dá vontade de chorar. Chego até preferir que eu "fosse" antes para não sentir essa dor que será sem fim. Egoísmo da minha parte, né? Mas eu prefiro mesmo, de verdade. Não estou preparada para sofrer tanto assim.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
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